terça-feira, 12 de novembro de 2013

Não me olhe assim

Não me olhe assim, com esse olhar calado,
Como se estivesse perdido no vazio do silêncio,
Sem nada para dizer por medo das palavras.
Não me olhe assim com esse olhar sem cor,
Vazio de alma, distante, fugidio, olhando além
Do que possa ser dito, talvez até além da dor.
Não me olhe assim com esse olhar seco,
Cheio do nada que se condensa no meu medo...
                    ...........................
Mas se me olhas assim não precisa que fales,
O grito de teus olhos é ensudercedor para a alma
Que se encolhe toda nas dobras do tempo
E chora baixinho o adeus que teus olhos dizem,
Gritam, letra por letra, friamente e sem remorso.
A cada letra, um lágrima...minha, a derramar-se
Como fosse um pedido, uma oração que se reza
Querendo sufocar uma dor maior que o mundo.
Não me olha assim com esse olhar de adeus,
Apenas vai, não vou ficar assim tão sozinho...
Fica comigo ... minha saudade de ti.


José João
12/11/2.013


5 comentários:

  1. Amigo José, que palavras mais emocionantes!
    Certamente traduziu perfeitamente o efeito que o silencio por parte da pessoa amada tem, sobre o coração de quem a ama...
    Amo suas poesias!
    Beijos carinhosos
    http://aspoderosas1.blogspot.com.br/

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  2. Meu amigo

    Um poema que como sempre me tocou profundamente, porque há silêncios que magoam mais que as palavras e há olhares que desnudam a alma.
    Sempre um prazer imenso ler as suas palavras nostálgicas...mas belas.

    Um beijinho com carinho
    Sonhadora

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  3. Simplesmente lindo e sentido. Bjus poeta.

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  4. Boa tarde,
    O poema bem construído mas triste, um adeus definitivo pode significar uma nova esperança de vida, o vazio tem que ser preenchido com uma nova motivação, depois do hoje existe o amanhã.

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