sexta-feira, 12 de julho de 2013

As marcas da solidão

A casa está aí. Vazia, cheia de nada, apenas sombras do passado
Que se prenderam nas paredes frias como se fossem gritos do silêncio.
Desse silêncio que insiste em ficar dentro do nada, do vazio que existe.
Procuro, em vão, os sonhos que pensei estarem nos travesseiros, fronhas...
Pensamento louco de uma alma carente vagando entre saudades e solidão.
Os pensamentos se perderam na distância do tempo, ficaram esquecidos,
Tão velhos, tão perdidos, que lembrar é como se fosse ir no infinito
Da alma, lá dentro do mais escondido pedaço sem caminhos pra chegar.
Procuro rastros no chão como se o peso da saudade nele fizesse marcas,
Mas também por ele, passou o tempo, se ficaram marcas foram apagadas,
Não ficou nada, a não ser  saudade,  solidão e a angustia fria e teimosa
A se fazerem donas do espaço, do tempo e de mim. Sou meu fantasma
A correr entre paredes sem cor, entre meus medos e minhas lembranças
Que se fizeram fragmentos perdidos, sem começo, meio ou fim.
O hoje se faz tão confuso! Como se as horas fossem de ontem,
E as dores... as mesmas, se eternizando a cada momento dentro de mim,
E os amanhãs? Como virão? Talvez com a mesma dor de sempre,
Com as mesmas saudades, a mesma solidão e a mesma angustia...
Novas, só mesmo a lágrimas que se farão minha voz...
Pedindo clemência, em orações que só elas sabem rezar.


José João
12/07/2.013

2 comentários:

  1. Nossas lembranças, nossas histórias estão sempre nos rondando e dependendo da intensidade nos causam alegrias, acompanhadas de sorrisos bobos ou lágrimas de tristeza... Um lindo poema João, um beijo.

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