terça-feira, 22 de agosto de 2017

Ah! Se todos soubessem o que é amar!

Como sinto pena daqueles que riem quando eu choro
Mas que nunca sentiram a alegria, mesmo triste,
De uma saudade, de buscarem momentos vividos,
De sorrirem sozinhos na terna loucura dos amantes
rsrsrs que parecem ridiculamente com gente que ama,
Que se entregam ao amar sem medo de lágrimas,
Sem medo dos amanhãs, e se tiver que chorar... chora.
Choro se a dor é maior que eu, mas por maior que seja,
Nunca será do tamanho do sentimento que senti e vivi.
Choro se a saudade insiste em me fazer chorar,
Aos amantes é permitido tudo isso, a eles, com certeza,
Só não é permitido não ter lembranças, não ter sonhos,
Não ter guardados na alma, beijos que nem foram dados,
Saudade de momentos que não aconteceram...
Também não é permitido que não viagem no caminho
Que o por do sol desenha no mar, estrada mágica
Que leva o amante além, muito além, até do tempo...
Que o leva onde apenas ele pode chegar. O amante
Caminha por estradas sem chão, sonha com os olhos
Abertos brincando de voar em horizontes distantes...
Sinto pena... de quem não sabem o que é estar vivo.

José João
22/08/2.017


Solidão

Solidão... sombra escondida na noite
A tomar conta do tempo, afagando tristezas,
Esgueirando-se pelas paredes, entre os vazios
Que um adeus deixou, fazendo que as lágrimas
Se atirem dos olhos e brilhem, mesmo na escuridão.
O silêncio se faz senhor, cada hora parece ser
A conta de um rosário para que a oração se faça 
Do tamanho da dor que a alma carente chora.
O pensamento corre buscando momentos
Que há muito se apagaram, buscando horizontes
Que nem existem mais, se perderam, se foram
Para onde nem os sonhos alcançam mais...
A saudade me vem, devagar, desde a alma,
Tímida, como se não soubesse a hora de chegar,
Tenta enxugar as lágrimas, traz alguns sorrisos
Que mesmo tristes insistem em ficar, brincar
De provocar os olhos que choram, como se eles,
Os sorrisos, não fossem como lágrimas também.
E a solidão... enche toda a noite e, paciente,
Espera o alvor do dia e... continua sendo solidão.

José João
22/08/2.017

quinta-feira, 17 de agosto de 2017

Nada de ti falta em mim

Ontem, me permiti, sem me importar com a distância...
Nem com o tempo, te trazer de dentro dos sonhos
Pra dentro de mim, te fazer minha, na plenitude
De um sentir, de uma entrega sem medo dos prantos
Que viriam, e assim me fiz teu, como se outra vez
Fosse sempre. Percebi que em mim tu estás completa,
Nada de ti falta em minha alma, com teu sorriso
Ela sorri, se perfuma com teu perfume, até os sonhos
Que sonhavas ela fez meus para sonhar por nós dois.
Me perco dentro de uma solidão que me cativa 
Ao te trazer com a saudade que até parece alegre,
Ainda que algumas vezes meus olhos, cheios de ti,
Sorriam em lágrimas que te escrevem em meu rosto.
Nada de ti falta em mim. Até o encanto dos detalhes
Que se fizeram eternos em cada momento nosso
Te trazem inteira a me cercar entre os devaneios
Que a alma insiste em, deles, fazer verdades.
Nada de ti falta em mim, as vezes me perco de mim
Para que me ocupes todo e me fazer completo

José João
17/08/2.017


segunda-feira, 14 de agosto de 2017

Um pedaço de tempo perdido

Minhas lágrimas parecem palavras tristes
Que os olhos gritam, caminham no meu rosto
Como se fossem histórias que a alma conta,
Se fazem poesias inacabadas escritas no vazio de mim.
Perdi os sonhos que sonhei, todos eles, foram levados,
Arrancados como se não tivessem sido meus.
Como sonhei! Sonhei com caminhos floridos,
Com noites de luar, numa terna solidão a dois,
Com sussurros de palavras que não precisavam
Ser entendidas... nem ditas! Com tudo isso sonhei!
Ah! Se eu soubesse que todos eles se fariam dor!
Ninguém disse que os sonhos, quando se vão,
Doem tanto, tanto que a saudade chega em prantos,
A solidão, num silêncio que grita dentro da gente,
Diz que chorar é uma oração, e os olhos choram...
Sem que se queira chorar e, viver (rsrs) viver ...
Se faz apenas um pedaço de tempo perdido
Que por mais que se queira... não se faz vida.


José João
14/08/2.017

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