terça-feira, 21 de novembro de 2017

Os braços de minha saudade

Nunca escondi as tantas dores que sinto,
As lágrimas que choro por ausências
Que me encheram de vazios e angustias,
Sempre escrevi versos, alguns molhados
De lágrimas, outros encharcados de prantos,
As vezes um sorriso fingido, uma palavra
Que, nas entrelinhas, fingia-se verdadeira.
Nunca escondi essa saudade que sinto...
Que me vem desde a alma e me toma todo,
Tanto, que até os olhos gritam em silêncio
Nas lágrimas que choro. Minha saudade!
Tão bonita que criou braços coloridos,
Cheios de flores, apontando para o céu
Como se para ele rezassem uma oração.
Os braços de minha saudade parecem
Querer toca-lo, acho que em vã tentativa
De mostrar a Deus que existo, que choro,
Que sinto e que o clamor de minha alma,
São por eles levados ao tempo, no caminho
Do infinito, na beleza colorida das flores que, 
Inocentes, até alegram  a tristeza que choro.


José João
21/11/2.017

segunda-feira, 20 de novembro de 2017

Meu baú de relíquias

Revendo velhos guardados, meu baú antigo,
Cheio de relíquias, retratos amarelados,
As pessoas sempre com o mesmo sorriso,
Desde muito tempo, poesias inacabadas,
Cartas não enviadas, me encheram de duvidas,
Como estaria hoje se as tivesse enviado?
Cartas recebidas que não faziam mais sentido,
Mas em algumas delas, encontrei pedaços
De mim, encontrei sonhos, momentos
Já esquecidos. Encontrei até lágrimas novas,
Sim, lágrimas novas que me vieram aos olhos
Trazidas pela nostalgia, pela saudade...
Percebi o tempo que perdi, tanto foi minha
Falta de tempo que agora ele me faz falta.
Revendo meus guardados, chorei, sim...chorei
Senti falta dos carinhos que me ofereceram
E eu não quis, senti saudade dos beijos
Que não dei, senti uma angustia tão doída!
Tinha uma carta que dizia: ainda te amo...
Eu li e não ouvi, agora me doeu tanto...
Como será que ela está? Amando, será?
Eu estou aqui, nessa solidão que procurei
Pra mim...nunca mais abro esse baú...
Dói tanto!


José João
20/11/2.017


domingo, 19 de novembro de 2017

Não sei fingir chorar.

Me perdi entre minhas mentiras e medos
Contava pra alma histórias inventadas.
Pra ela, escondia meus tantos segredos
Em poesias que ficavam sempre inacabadas

Mentia nos versos contando o que nunca senti
E sorria sorrisos falsos no mais fingido brincar
Lia até estrofes que, na verdade, nunca escrevi
E sorrisos!! Quantos deles brinquei de inventar!

Inventei sorrisos, histórias, versos e poemas
Invetei até palavras que eu nem sabia falar
Mas as lágrimas... essas nunca pude inventar

Quando me vinham juntas saudades e dores
Quando o vazio da ausência faz a alma gritar
Aí é verdadeiro o pranto e... todo esse chorar.


José João
19/11/2.017


Quando a tristeza me fez sorrir.

Sempre, quando o silêncio de tua ausência
Me afoga em lágrimas,  a saudade me vem,
Traz com ela pedaços de sonhos, de momentos, 
Que insistiram em ficar guardados na alma.
Algumas vezes me faz murmurar teu nome
Como oração, a mais completa que sei rezar,
Outras vezes, quando a dor é bem maior,
São gritos desesperados, blasfêmias ditas,
Gritadas ao tempo como se pecar fosse preciso.
Ontem mesmo ousei perguntar pra Deus,
Porque ninguém me diz da dor que sinto?
Porque esse silêncio que minha alma ouve
Sem nada mais ouvir? Porque a solidão
Grita comigo onde quer que eu esteja?
Sem respostas, mas aprazou-me sentir
Uma lágrima triste, que a tristeza, alegre 
Pintava no meu rosto, encontrar nos lábios
Um sorriso, ela, a tristeza foi-se como louca
Entre os vazios, sem saber que nos lábios
Era um soluço se fingindo se sorriso.
Até eu ri...

José João
19/11/2.017


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