sábado, 22 de abril de 2017

Tem dia que viver é assim

O silêncio, parece estar cheio de lágrimas tristes,
Como se o tempo estivesse chorando a dor que sinto,
Até a solidão, em sussurros que quase não se ouve,
Parece chorar baixinho, como se também quisesse dividir,
Não sei porque, a mesma dor que a solidão chora comigo.
A alma, inquieta, tenta nos sonhos que guardou
Momentos que aliviem a dor, mas só encontra
Saudade, uma saudade mais doída, mais triste,
Dessas que se chora sozinho em qualquer lugar.
O tempo pára, no peito o coração parece gritar um nome,
As mãos tremem, e um soluço, como se fosse um grito,
Sai correndo de dentro da alma fazendo eco no tempo,
Gritando mais que uma dor, grita uma carência,
Uma ausência uma falta de tudo, que até o eco
Do grito, por não saber repetir a dor, fica demente,
Sem saber até onde chegar e...vai lentamente calando,
Até não ser mais eco, ser apenas tristeza e silêncio...
E assim vão todos, solidão, carência, saudade, dor, 
Tristezas, dentro de mim, só eu não vou a lugar nenhum...
Choro aqui mesmo.


José João
22/04/2.017

..

quinta-feira, 20 de abril de 2017

Um triste... eu te amo

Trago alguns versos rotos e poesias inacabadas,
Algumas flores que juntei pelos caminhos
Porque os jardins estão mortos, 
As flores foram olhadas com tristes olhares,
Regadas com salgadas lágrimas choradas
Pela dor, pela angustia, pela monotonia
Dos dias tristes e murcharam. Não trouxe sorrisos,
Perdi-os, não encontrei nenhuma razão para sorrir.
Mas trouxe esses pedaços de saudade que ficaram
Presos na alma, uns pedaços de lamentos...
Até eles se perderam, o tempo pensou 
Que fossem orações e os levou no esquecimento.
Trouxe também esse resto de mim que te grita
Sem ser ouvido, que te ama sem nunca
Ter sido amado. Ah! Também trouxe prantos...
Muitos prantos, desde aquele adeus que ouvi,
Que ainda se faz vivo, que me segue onde vou,
Cheio de angustias, mas tem alguns momentos
Que me confundo se vivi ou se sonhei.
Mas ficam como se estivessem tão longe...
Que não os vejo, apenas sinto no vazio de mim.
Não te trouxe flores, te trouxe apenas esse triste
Eu te amo, tantas vezes repetido sem que...
Nunca tenhas ouvido. Mas...eu te amo... ainda..


José João
20/04/2.017

Soneto de minha vida

A mim. me foi dado o prazer de amar-te
Mas minha alma dele fez gentil dever
A entregar-me todo e pleno a querer-te
Como se só isso fosse preciso pra viver

Ajoelho-me ao tempo em contrito rezar
E me ponho, ao teu sentir, doce razão
De todo dia fazer um novo começar
De ser teu nome a mais perfeita oração

De mim, de muito, te juro já me esqueci, 
Não fosse esse meu viver pra ti, o que seria?
Alma penada a perder-me em vida tão vazia

Não há em minha alma nenhuma outra verdade
Além dessa que me toma e que me invade
De em mim estares viva dentro dessa saudade


José João
20/04/2.017

terça-feira, 18 de abril de 2017

Até a solidão sentiu pena de mim

Hoje, meus pensamentos foram  todos teus, só teus,
Vieste forte por sobre o tempo, sobre distâncias, 
E veio contigo a saudade, uma saudade diferente,
Dessas saudades que os olhos não resistem... choram,
Se entregam ao pranto como se fossem poetas,
Escrevendo com lágrimas histórias que testemunharam...
De sonhos em que eles, os olhos, não se fechavam,
Sonhavam acordados tanto era a beleza dos sonhos.
Tudo hoje foi só você, até a brisa, em leves volteios,
Parecia murmurar teu nome, baixinho, te chamando,
Querendo que viesses, talvez até por pena de mim,
Ela sempre escutava meu pesamento te gritando
Angustiado, triste, como se estivesse demente,
Perdido entre a ausência e a carência de ti,
Estiveste hoje em mim como se nunca tivesses partido,
Até o silêncio se fazia voz, gritando lá dentro da alma,
O que nem sabia pedir, mas reclamava  essa falta de ti.
Hoje não foi a saudade como a dos outros dias
Que qualquer lágrima rolava em minha face e ia,
Hoje foi tanta, que até a solidão pedia em pranto:
Que essa saudade não me doesse tanto.


José João
18/04/2.017
reedição (25/07/2.013)
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...