sexta-feira, 7 de março de 2014

A solidão dos meus caminhos

Meus caminhos, acho foram todos percorridos
Por tristezas, regados por lágrimas, e as marcas
Deixadas foram os passos da solidão que se fizeram
Rastros profundos como se nada mais pudesse
Por eles passar e deixar outras marcas.
Neles, o silêncio é tão atroz que até o eco 
Dos meus soluços se perdem no vazio do tempo,
Ficam mudos, parados, inertes como voz
De moribundos suspiros que desesperados
Tentam se fazer oração pedindo consolo para a alma
Que se derrama em prantos pelas tantas perdas,
E de joelhos, se parte em tantas quantas são as lágrimas
Que os olhos despudoradamente choram.
Caminhos. Meus caminhos! Onde até os horizontes
Se perdem lá no fim dos meus olhos que insistem
Em vê-los sem cor, sem beleza, e sem sol,
Como se o cinzento triste, esse cinzento cor da dor
Que veste a alma quando se faz maior que tudo,
Até da vida, que ainda assim insiste em  se dizer ...vida


José João
07/03/2.014





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