segunda-feira, 30 de maio de 2016

A dor que a alma sente

Ah! Se a mim tivesses vindo ontem!
Nas horas em que a tarde sonolenta
Canta um canto triste e finda o dia
E a alma toda em pranto se lamenta

Ah! Se a mim tivesses vindo ontem!
Na hora em que o sol chora mais triste
Na hora em que o céu se faz canção
Verias o que na minha alma ainda existe

Ah! Se a mim tivesses vindo ontem!
Mesmo nos volteios da brisa passageira
Terias visto em meus olhos uma súplica

Que como eco de dor me vem da alma
Toda triste, tão solitária e tão carente
Que dirias dor de um pobre anjo doente


José João
30/05/2.016

domingo, 29 de maio de 2016

Meus guardados na alma

Coloquei tudo que pude e o que o amor me permitiu,
Dentro da alma. Segredos, saudades, carências...
Tudo...um amarrotado de lembranças mal guardadas,
Palavras não ditas que até talvez, se ditas, teriam
Mudado o rumo, modificado os dias... duvidas...
Quem sabe até me fizessem bem mais triste...
Não que seja de todo triste, só a maior parte de mim.
Ah! Quantos adeus estão guardados dentro da alma!
Alguns gritados com um olhar rancoroso...
Outros sem rancores, mas cheios de tristeza, lágrimas,
Alguns gritados em silêncio com o olhar perdido,
Volteando demente, os vazios que se faziam 
Pedaços de tempo, de amanhãs cheios de prantos.
Dentro da alma guardei com cuidado tudo que pude, 
Poesias inacabadas, recitadas no silêncio de mim,
Repletas de momentos que esqueci de viver...
Guardei noites, guardei até sonhos...mas esses...
Ainda hoje os guardo nas minhas noites,
Nas manhãs, no acordar do dia, escondo-os
Sob os travesseiros, e vou fingir viver.


José João
29/05/2.016







Quando os dias acordam assim.

O dia, hoje acordoou como se não tivesse
Havido ontens e nem precisasse haver amanhãs,
Acordou vazio, demente, desprovido de sonhos,
De saudade, de lágrimas, até de histórias
Que pudessem se fazer poesia. Só o silêncio
Passeava entre as horas, que lentas, se arrastavam
Vazias, quase sem ir, quase sem ter tempo,
Quase paradas por nada haver pra contar,
Mas ainda assim consegui o fragmento 
De uma saudade de um ontem muito antigo
Misturei com o nada que o hoje se fez
Com o silêncio que ele fez questão de deixar
Com a solidão (que sempre o silêncio permite)
E me pus a rabiscar palavras soltas, sem sentido,
Mas que lembrassem esse hoje sem os ontens, 
Sem os amanhãs que nem se se farão história
Mas que precisarão ser vividos mesmo que 
Todos os dias acordem assim... vazios...mas...
Cheios de minha carência


José João
29/05/2.015

quinta-feira, 26 de maio de 2016

Saudade... minha eterna amiga

Nunca estive só, perdido na plenitude da solidão,
Sempre há quem chore comigo, divida comigo
As tantas dores, as tantas lágrimas que choro,
Tenho quem chore comigo e por mim as tristezas,
Que por vezes, me chegam do nada, sem motivo,
Como se viessem apenas pelo simples prazer
De me ver triste. Se chorasse sozinho, as dores,
As angustias, ausências e carências que me vêm
Por apenas vir, ou por, talvez, coisas de minha alma,
Coisas que ela sente e não me diz, apenas toma
Meus olhos, sem cerimônia e sem pudor para chorar
As dores que são dela, eu já teria me desfeito
Em prantos... ou seria eu meus próprio prantos.
Mas tenho quem me ajude chorar, chore comigo
Ou por mim, chore como se fosse meus olhos.
A saudade, doce companhia, nunca me deixou
Chorar sozinho, choro  apenas a primeira lágrima,
A segunda ela me enxuga a face com um beijo...
As outras ela chora por mim, copiosos prantos,
Mas é ela quem chora...minha eterna amiga...
Nunca me deixa só, na plenitude da solidão.


José João
26/05/2.015


terça-feira, 24 de maio de 2016

Meu deserto

No deserto que se vive... entre as multidões,
Não se tem liberdade, nem tempo, nem sombras,
Quero a liberdade dos desertos verdadeiros,
Cheio do divino silêncio da natureza inocente
Ensinando a ouvir as coisas que ninguém diz,
Ver com a alma, porque no deserto, com os olhos,
Se vê tão pouco! Estar perto e ao mesmo tempo
Longe de tudo, e a certeza maior que é você
Quem está mais perto de você. Onde a solidão
É toda sua, você faz com ela o que quiser, sonha
Grita nomes, declama versos, vai sem rumo,
Fica em lugar nenhum, confere estrelas, 
A liberdade se faz quase infinita e passiva
À quem habita um deserto em que a multidão
Não esteja. Assim fiz o meu...sagrado deserto
Onde só habitamos, eu e tua saudade.


Jose´João 
24/05/2.016







segunda-feira, 23 de maio de 2016

Minha liberdade

Gosto de correr entre meus sonhos em total
E plena liberdade, brincar de solidão, se for preciso,
De chorar fingindo sorrir, de fazer versos soltos,
Cheios da liberdade de dizer, de se fazerem completos,
Se para isso houver dor suficiente. ou incompletos... 
Se não houver tristezas para rezar ou contar.
Quero minha liberdade de amar, de sofrer,
Minha liberdade cheia de loucuras, de desejos,
De me entregar sem medo de chorar nem
Dos amanhãs. Voar sem rumo, a procura 
De corações desocupados, vazios, carentes
Assim como o meu, escrever versos dentro deles
E fazê-los parecidos com um por do sol,
Sempre belo e diferente todas as tardes. 
Quero a liberdade das poesias, invadir corações
Sem pedir licença, encher almas e olhos  de lágrimas
Pela emoção dos sentimentos que provocam.
Quero a liberdade de um pássaro admirando 
Uma flor, do gorjeio indo ao mundo em acordes
Desconhecidos e únicos. Quero a liberdade
De te amar eternamente, de gritar dentro de mim
Que, mesmo sem saber quem és...te amo.
Quero essa minha liberdade


José João
23/05/2.016


O poder da solidão.

Minhas respostas! Nunca veem! Minhas orações!
Não sei se são ouvidas. Meus lamentos ...
Se perdem de mim aos gritos, correndo entre os muros
Construídos de solidão com argamassa de angustias, 
Endurecidos e pontiagudos ferem cruelmente a alma,
Até o eco dos lamentos fazem silêncio, com medo
De despertar uma dor maior. A tristeza, dentro de mim,
Voa em desvairada loucura, declamando versos tristes,
Fabricando lágrimas, que se perderiam no tempo,
Não fosse essa necessidade de chorar um saudade. 
E fora de mim, ao tempo, a tristeza ocupa 
Todos os lugares, até os vazios, sempre cheios de nada
Se enchem dela...como se pra mim, nada mais
Fosse preciso que apenas chorar, apenas existir
E viver fosse uma ilusão, dessas que se jura
Ser verdade. Ah! Como gostaria de entender
O poder da solidão sobre a alma! Põe-lhe de joelhos,
Lhe profana a inocência, lhe faz pecadora...
Tanto, que ora blasfêmias na orações que reza.


José João
23/05/2.015



sábado, 21 de maio de 2016

Eu, nas noites

As vezes, nas noites, na sombria escuridão,
Quando me perco no vazio do  tempo e de mim,
Quando minhas mãos tateiam perdidas no nada
Como se procurassem, em vã tentativa, um carinho,
Vem a solidão, num silencioso chegar, e lhes toma,
No que sinto um terno afagar, tanto é a carência! 
Aí vêm as lágrimas, lentamente passeando pelo rosto,
Suaves e gentis como se fossem sutis carícias.
Fecho os olhos, para dentro da escuridão te ver...
E te vejo... e sufocado pelos soluços, pelos suspiros
Murmuro teu nome, te faço confissões dementes
E a alma, em desespero, grita tão alto quanto 
Pode permitir o silencio: Te amo. A saudade...
Ao ouvir tão desesperado apelo, se apressa
Em trazer momentos distantes, sonhos vividos,
Beijos acontecidos que só fazem aumentar a dor.
E a noite, a solidão. a saudade, a carência
Essa desesperada falta de ti, essas lágrimas...
Se confundem comigo, se fazem ... eu.

José João
21/05/2.016

Eu, minha alma e o tempo.

Minha alma é uma mulher misteriosa,
Cheia de segredos, amante do tempo
Que lhe fecunda o ventre.  Ovários,
Cheios de letras e versos, e o tempo...esse,
Repleto de saudades, tristezas, angustias,
Por vezes raros momentos risonhos.
No cio, quando tempo e alma se juntam
Numa entrega de infinta e inocente doação,
Se fecundada pela saudade que o tempo traz
A alma pare versos de doloridas ausências,
E me chama em desespero para junta-los
E chora com meus olhos como se fossem seus.
Se fecundada pela tristeza que também,
Vem com o tempo, grita em louco desvario
Dizendo que apenas chorar não lhe basta,
Que lágrimas são poucas e me manda buscar,
No mais profundo de mim... prantos.
Para escrever versos encharcados de dor.
Mas se fecundada por saudade, tristezas
E angustias... aí, coitado de mim...
Por ser tanto, choramos juntos... mas
Vêm só a mim, aí pensam que choro sozinho
E que a poesia é só minha.

José João
21/05/2.016

quarta-feira, 18 de maio de 2016

Preciso de tua saudade

Sinto saudade, te chamo em desespero
Como se clamasse pela própria vida...
Sinto como se tudo fosse muito pouco,
E uma angustia, mais angustia que mesmo dor,
Me toma em silêncio, me invade a alma,
Me faz perdido de mim mesmo...me procuro,
Mas uma solidão, desde tua ausência, não sei
Se está em volta ou dentro de mim, tanto 
Que não me ouço nem sussurrar teu nome.,
E me desencontro dos sonhos em que estavas.
Ah! Se  soubesses o que sinto! Essa vontade
Louca de correr, gritar, gritar gritar, até a voz
Emudecer para que a alma não se faça
Mais pecadora gritando injurias e blasfêmias,
E uma tristeza, a mais triste de todas as tristezas,
Fica provocando os olhos a se fazerem fontes
De prantos, e pouco a pouco, uma, duas e outras
Lágrimas rolam em meu rosto, nele escrevem
Nossa história  que não pode ser esquecida
Porque preciso de tua saudade, preciso viver.


José João
18/05/2.016




terça-feira, 17 de maio de 2016

Cada saudade é uma dor diferente.

Minhas poesias! Cheias de versos sufocados
De lágrimas, perdidos no tempo e de mim.
Versos escritos com palavras soltas, largadas
Dentro de sonhos que nem sei mais sonhar.
Versos que choram em prantos doloridos
As tantas saudades, se perdem nas rimas
Escritas repletas de carência...e de vazios,
Assim ficam (coitadas) poesias inacabadas, 
Sempre, o ponto final do último verso,
Se faz lágrima, que vem solta, desesperada,
Gritando lá de dentro dos olhos que ela
É o começo de outro verso, de outra dor,
De outra saudade. Começo outra vez
A mesma poesia, mas, com novos prantos,
Tipo artesão, vou alinhavando palavras
Que as vezes nem caberiam nos versos
Não fosse a poesia ser mágica e dar
Outro sentido a elas, que ficariam mortas
Não fosse as tantas dores...que se jura...
Ser apenas uma. Cada adeus é como fosse
Um por do sol, sempre diferentes


José João
17/05/2.016






segunda-feira, 16 de maio de 2016

Essa eterna maneira de te amar!

Onde estás? Te vejo dentro dos meus sonhos,
Sinto minha alma repleta de ti. Te sinto no pulsar
Forte do coração como se fosse um grito
Chorando tua ausência. Te sinto em cada lágrima
Que choro. Um desespero me toma, me sufoca, 
Me enche de loucas vontades... de correr no tempo,
Sem rumo, sem estradas, sem nenhum lugar pra ir,
Uma angustia! Na boca um gosto de saudade,
Os lábios se contorcem como se quisessem
Rezar uma oração, mas só sabem dizer teu nome.
Nos olhos, que a alma usa pra te procurar,
Apenas o pranto. Choram sem nenhum pudor,
Nem mais se preocupam em te buscar, choram...
Apenas choram essa dor tão doída que não passa.
Essa tanta saudade de ti, fazem minhas mãos,
Em desespero, tatearem o vazio buscando teu rosto,
E meu corpo, treme na convulsão de um soluço
Que me sai cheio de dor...cheio dessa falta de ti.
Não sei onde estás, mas nunca saíste de dentro de mim
E ficarás... até quando a eternidade permitir.


José João
16/05/2.016



sexta-feira, 13 de maio de 2016

Quado a saudade resolve falar de amor

Hoje minhas lágrimas choraram mais que sempre
Porque hoje... a saudade resolveu me falar de amor,
Sussurrou, no silêncio de mim, palavras que um dia
Foram ditas quando uma história de amor se fazia
A louca razão de duas existências em apenas uma.
Hoje, as lágrimas com sorrisos tristes, se deitaram
Comodamente em meu rosto, se fazendo caminhos
Entre as marcas dos beijos ali há muito adormecidos...
Das carícias já esquecidas, que um dia foram gritos
Eloquentes quando os olhos rezavam orações novas
Clamando a um deus a eternidade de cada momento.
Hoje até as palavras se fizeram saudade falando coisas
Que a alma ouvia como fosse um sonho repetido...
Quanto mais sentia o ardor da angustia, mais o pranto
Encharcava os olhos, afogando os sonhos distantes
Que insistiam em chegar com a saudade, que hoje,
Não sei porque, resolveu falar de amor.


José João
13/05/2.016



quinta-feira, 12 de maio de 2016

Noites, solidão e saudades

As dores e minhas infindas noites! São tantas!
Lembranças, sonhos vazios, silêncio, prantos,
Buscas nas vãs tentativas de voltar ao tempo,
Trazer momentos vividos, como se a loucura
Me fizesse vive-los outra vez. Madrugadas frias,
O alvor do dia a se esconder entre as lágrimas
Que a alma chora pelas tantas e tristes saudades
Que insistem em se fazer historias de ontem,
Beijos que nunca foram dados brincam nos lábios,
Palavras que nunca foram ditas se fazem verdades
Correndo entre os pensamentos que não param
De lembrar as vontades não acontecidas, que agora
Se tornam remorsos, mórbidos arrependimentos,
Que para enganar a alma, murmuro nomes e digo
Que é saudade. Angustias povoam os sentidos
Repletos de silêncio, tanto que a solidão,
Cheia de nada, entra pelas brechas do tempo,
Desde quando qualquer adeus me deixou só,
Remexe sem pudor meus segredos guardados
E por pena me abraça se fazendo minha amante.


José João
11/05/2.016

terça-feira, 10 de maio de 2016

Com que parece a saudade?

Como é doída essa dor de depois de um adeus!
Marca em cicatrizes profundas a própria alma,
Que inquieta, não encontra abrigo para esconder-se,
Qualquer lugar é bom para chorar, não adianta ir...
Nem ficar, a dor é sempre a mesma. Sufoca...
Martiriza, enche o espaço de vazios alucinantes,
As lágrimas, feito fonte corrente, se derramam
Como se buscassem um alívio para tanta dor.
E chega, de dentro da solidão, a saudade.
Mas de que é feito a saudade? De angustias e
Tristezas? Mas existem saudades que brincam
De fazer no rosto sutis sorrisos, levam olhares
Para momentos distantes, embora perdidos
Entre o tempo, a dor, e os sonhos que restaram
Como lembranças perenes de instantes vividos
Que se fazem eternos enquanto a vida existir.
Tudo fica para trás em caminhos perdidos, 
As marcas não são rastros para fazer voltar 
Faz a saudade parecer um horizonte feito de tempo
Onde nunca mais se pode chegar...


José João
10/05/2.016

segunda-feira, 9 de maio de 2016

O que sou agora

Estranha sensação esse vazio dentro de mim,
Essa solidão gritando dentro do silêncio
Palavras que não escuto, que apenas sinto,
Nenhum sonho pra dizer que ainda me resta
Um pedaço da vida que vivi um dia.
Nenhum acontecer que me faça lembrar
Que os amanhãs existem. Tudo se faz tão pouco!
Menos essa tristeza, que brinca de fazer lágrimas,
De escrever com a saudade, molhada em prantos,
Versos que não sei falar, nem escrever, só sei chorar.
Esse me sentir só, essa falta de mim mesmo,
Essa carência nua de qualquer pudor a me tomar,
A me fazer mendigo, pedindo um resto de olhar,
Um pedaço de sorriso que ninguém quis,
Um aceno como  se dissesse um até logo,
Um... vou voltar. Nada, só essa angustia...
Louca, desvairada, me tomando os sentidos
Numa demência tamanha...tanta... que digo
Palavras soltas, e a alma jura que é teu nome


José João
09/05/2.016

domingo, 8 de maio de 2016

Quando se aprende amar

As vezes a gente sofre tanto que aprende a amar,
Um amor diferente, puro, inocente e sem medo,
Sem temor das decepções, sem medo dos amanhãs...
Porque fomos muito além de nós...muito além.
As vezes se sofre tanto, que amar é a única
Maneira de se ficar vivo, aprendi com os prantos,
Os tantos que chorei. Quantos adeus já ouvi!
Quantas palavras mudas me machucaram a alma!
Quantos silêncios já me invadiram o pensar
Com doloridos vazios! Me fazendo resto de mim!
Foram todas essas lágrimas, esses vazios e adeus
Que me ensinaram amar. Não peço que me amem,
Apenas amo, não peço amanhãs, apenas amo,
Não peço promessas de amor eterno nem infinito,
Não peço nem ao menos esperanças, aprendi...
Não me prendo a sonhar com o que me dizem,
Apenas amo, Amo intensamente e sem reservas,
Se um dia houver um adeus...eu amei..
Se não fui amado, não fui eu quem perdeu tempo!
Tenho a saudade para lembrar que amei.


José João
08/05/2.015







sábado, 7 de maio de 2016

Quando a tristeza é inspiração

Há algum tempo, bem antes de ter aprendido
Chorar, meus versos eram feitos de sonhos,
Brincavam de contar minha vida, se faziam
Minha história, contavam meus momentos
Sem segredos, em rimas cheias de mim,
Eram versos completos, repletos de ternura,
Gritando um sentir que só a alma sabia.
Depois vieram os adeus, aprendi chorar,
Fabricar prantos, aprendi que a solidão existe,
Que a tristeza é mais que uma companhia,
Fica dentro da gente como essência descabida
De um sentimento que não passa, que fica
Sem se importar com o tempo, se faz morada
Fazendo que a alma em desespero invente
Orações que nunca vão além de ser blasfêmias.
Agora os versos se fazem mentirosas verdades
Tanta é a dor que sinto, que por mim fingem
E dizem incoerentes que... a saudade...
É outra maneira de amar.


José João
07/05/2.016






quinta-feira, 5 de maio de 2016

Meus versos...pedaços de mim

Algumas vezes nem sei se são minhas
As poesias que escrevo. As vezes me perco
Nos versos que se tomam de mim e por si
Se fazem. Alguns se fazem tristes, perdidos,
Cambaleando na poesia como fossem versos
Bêbados, embriagados de prantos antigos
Com gosto da angustia que a alma chora.
Outros correm nas linhas e entrelinhas,
Risonhos como criança que nem sabe
Porque ri, Me ensinaram sorrir, mesmo
Com os olhos cheios de lágrimas...
Sorrisos que ainda fingidos, parecem sorrisos
(E há quem acredite, quase ninguém lê
As poesias com a alma) Outros, são versos
Cheios de solidão, de rimas cansadas e rotas
E o pensar querendo alinhavar palavras soltas
Que nada dizem, bem melhor seria o silêncio.
E assim, meus versos escrevem a poesia
Remendando pedaços de mim.


José João
05/05/2.016





terça-feira, 3 de maio de 2016

Um amar sem depois

Quero amar, mas um amor diferente, sem palavras,
Um amar risonho, onde até as lágrimas
Se façam alegres, gritando no rosto coisas
Que só elas sabem dizer. Que os olhos
Gargalhem como risos incontidos de criança,
Um gargalhar que faça a alma jogar-se ao tempo
Vivendo a magia da eternidade em cada momento.
Quero um amar assim... divinamente simples,
Viver nas pequenas coisas um infinito de prazer.
Quero um amar inocente, vazio de medos...
E cheios de amanhãs repletos de nós dois,
Fazer da simplicidade de cada acontecer
Uma história...preciso amar assim, brincando
De ser criança, de ser gente, de ser eu,
Brincando de buscar sonhos e faze-los verdade,
Vive-los na mais completa harmonia...
Como se sonhar e viver se confundissem...
Quero amar assim, sem coerência, sem razão...
Sem antes, sem depois, assim... como se sempre
Fosse apenas nós dois, preciso amar assim.

José João
03/05/2.016








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