sexta-feira, 25 de março de 2016

Hoje não tenho mais medo de ser ridículo

Hoje sinto graça das tantas vezes que chorei escondido!
Depois, em silêncio, conversava comigo mesmo
Até os olhos se fazerem meus outra vez, 
Até que ninguém mais pudesse perceber que choraram,
Até que  os soluços se aplacassem dentro do vazio
Das palavras escondidas no meio da dor que sentia.
Quantas vezes, chorei sozinho entre as flores
Que pareciam me ouvir caladas, mudas 
Como se respeitando a dor que chorava trazida 
Por uma saudade que não sabia dizer, 
Só sabia sentir e, escondido, chorar ...sozinho
Como se para isso apenas eu me bastasse...
Ah! Quantas e quantas vezes!! Até me perdi.
Hoje rio de mim do que fui, de como eu era
Por que hoje meus olhos perderam o pudor...
Minhas lágrimas perderam o temor de saírem
Ao tempo contando minhas angustias e medos,
Aprenderam a contar meus segredos e os da alma,
Hoje os prantos saem efusivos, em qualquer lugar,
Sem se importarem que me achem ridículo.

José João
23/03/2.016




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