quinta-feira, 3 de março de 2016

A dor de uma ausência

Tua ausência, nas noites, fica mais doída,
Aumenta os vazios de dentro de mim...machuca,
Faz as horas se arrastarem lentas, sem pressa...
Faz a angustia se sentar no tempo, faz a tristeza
Espreitar ansiosa a porta entreaberta da alma, 
Que, coitada, aflita se senta no nada pra poder chorar.
E a saudade, reticente, muda, com passos incertos
Se aproxima como se estivesse com medo de chegar,
Como se não tivesse certeza de poder sentar-se
Dentro de mim e se fazer oração rezada com os olhos
Em um rosário de lágrimas que avulso, se atiram
No meu rosto como se fossem carícias tristes
Na vã tentativa de me fazer pensar que não estou só.
A solidão grita, estridente, dentro da alma, como louca,
Como se estivesse em pleno cio com a noite...
A parir pedaços de sonhos que não se criam mais,
A parir pedaços de nada para a dor ser ainda maior.
De repente um suspiro, como se fosse um lamento triste
Acorda o silêncio...era o eco de meu pensamento
Tentando gritar teu nome.

José João
03/03/2.016





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