sábado, 3 de fevereiro de 2018

Quem sabe?

Antes, lá atrás de mim mesmo, meu universo era só eu.
Corria sozinho dentro dos sonhos que sonhava...
Brincava de chorar sentindo uma solidão só minha,
Corria dentro das horas, e elas sempre tristes
Me faziam fingir sorrisos que não sabia sorrir.
Tudo tão vago, tão vazio, que até a esperança
Se escondia atrás do tempo que não queria passar,
Como se quisesse aumentar meu desespero
De ser só. Minha história, quase nenhuma,
Se escrevia entre pedaços de poesias soltas,
Em versos inacabados, sem rimas e sem razões,
Mas um dia, um anjo, desses que brincam de encantar,
De brincar com alma da gente, de faze-la criança.
Não sei se caiu do céu ou se desceu pela escada
Da minha tanta vontade, apareceu sorridente,
E fazendo cocegas carinhosas na alma fê-la sorrir
E tanto, que até as lágrimas gritavam eufóricas
Nos olhos silenciosas palavras alegres e vivas.
Mas de repente, não sei, se foi um ponto final
No meio da história ou se foram reticências
Para ela continuar, mas é uma saudade...
Gostosa de sentir, quem sabe seja só até...
Amanhã?!

José João
03/02/2.018

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