domingo, 30 de outubro de 2016

Noite, solidão e vazios.

Um canto de saudade começa a brincar com a noite,
Uma melodia, talvez cantada por um anjo, se atira
Ao tempo em acordes que só se sabe ouvir chorando,
Como se as lágrimas corressem aos olhos, ansiosas,
Para com a melodia que o silêncio canta, cantar também
A saudade que a alma sente, chora, soluça e grita 
Como se fosse uma Ave Maria chorada aos prantos
De angustia e clamor pedindo que a dor não doa tanto.
O dia, lentamente, esvaindo-se entre as horas, se vai,
Num caminhar triste como se não quisesse ir
Para que a solidão custe mais que a noite a chegar,
E a alma não se entregue tanto ao desespero de ficar só
E o pensamento não vá buscar sonhos que agora,
São meros pedaços incompletos do que foi vivido, 
Não se façam mais dolorosos que o próprio vazio
Que fica vivo gritando bem alto essa tanta ausência  
Que a alma não sabe sentir sem chorar, sem blasfemar, 
E até os olhos se perdem no nada sem saber mais mostrar
Nem o que é viver.


José João
30/10/2.016


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