segunda-feira, 23 de julho de 2018

Eu, você e o por do sol

A tarde se fez bela, num momento de infinda ternura
Para chorar comigo essa saudade tua que me toma,
Me invade e faz morada dentro da alma, e fica,
E umedece meus olhos que, num olhar silencioso,
Te procura na imagem eterna de um horizonte
Desenhado por mãos divinas que, nele escrevendo
Teu nome, eterniza uma história sem fim.
Tudo se fez tão belo que o sol me sentindo triste
Se fez único para que minhas lágrimas brilhassem
Como se fossem pedaços da tarde e do tempo,
E minha saudade se fez mais bela, apesar de triste.
Sentei no tempo como se ele fosse meu... conversei
Com o por do sol como se fossemos velhos amigos,
Contei de mim, contei de nós, dos nossos momentos,
Por vezes um soluço tomava minha voz, o silêncio...
O silêncio se fazia mais forte, como se quisesse
Me fazer ouvir teu nome sussurrado pela brisa
Que acariciava a tarde e a mim, no embalar essa
Sudade que o por do sol inisistiu em colorir.
Ah! Como a tarde se fez bela, se fez nós!

José João
23/07/2.018

2 comentários:

  1. Boa tarde. Parabéns pelo excelente poema. Adorei :))

    Bjos
    Votos de uma óptima Segunda-Feira

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