quarta-feira, 3 de janeiro de 2018

Perdas, ausências e vazios

As vezes fico parado no tempo olhando o nada
E sem nada fazer, fico a esmo, perdido no vazio,
Até me veem versos, mas não os escrevo,
Seriam tão tristes que não haveriam lágrimas
Que os chorassem. Ouço dizerem: eu sofro.
Me calo no meu silêncio mais mudo. Sofrer...
Sabem o que é isso? Sentir a dor da perda
Dentro da gente? Forte, queimando até a alma?
Uma dor tão doída, mas tanto, que faz viver
Ser mais difícil que morrer, faz chorar ser
Tão puco! Faz que o pranto se faça ridículo
Por não traduzir o que verdadeiramente
Se chora. Os versos se comprimem dentro
Da poesia como se esta também não tivesse
Espaço, nem razão, nem sentido de existir.
Os pensamentos voam perdidos, os sonhos
Se esvaziam e a ausência, vaidosamente cruel,
Faz que o silêncio, insista em mostrar o que é
Realmente, perda, saudade, solidão e dor

José João
02/01/2.018

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