quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

Meu circo, minha vida

Pendurado num tênue fio de esperança solto
No tempo, como se fosse um trapézio seguro
No nada, dou cambalhotas sobre as angustias,
Pulo em saltos mortais para fugir da solidão,
Até faço malabares com lágrimas! Dos sorrisos,
Faço como bolhas de sabão, lindas e frágeis
Que qualquer tristeza faz que se percam.
Caminho sobre as mais altas montanhas
Feitas com o medo dos amanhãs, em cordas
Soltas, bambas, feitas de saudades, segurando
Sonhos que se balançam e quase caem
Das alturas dentro do vazio que me fiz.
As vezes sou palhaço, sorrio as gargalhadas
Imitando alguém que realmente chora,
Até finjo serem minhas as lágrimas choradas!
E até talvez fossem, não fosse eu um fingidor!
Assim, como trapezista, malabarista e palhaço
Vou fazendo da vida um eterno brincar,
Contando minhas verdades e mentiras
Mentirosas em poesias que ninguém lê,
São escritas com lágrimas que nem mesmo 
Eu sei escrever.

José João
11/01/2.018


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