segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

Sei que estás em algum lugar

Com certeza existes, estás em algum lugar
Onde só se chega por sonhos ou pensamentos...
E te sonho... e lá vão meus pensamentos
A tua procura. Percorrem caminhos sem chão
Em rotas que ninguém nunca traçou... e vão.
Sempre os horizontes se fazem caminhos
E a busca fica infinda porque o mundo, todo ele,
É feito de horizontes e em um deles tu estás.
Quase sempre me perco a tua procura...porquê!?
Estás muito além de mim, muito além...
Só não dos meus sonhos, que te fazem tão real
Para enganar minha carência, que até permitem
Minha alma te amar assim tão intensamente
Como se estivesses verdadeiramente dentro de mim.
Será que amar é isso? Sentir toda essa ternura,
Essa saudade que comprime o peito por quem
Nem se conhece, apenas se sabe que existe!
Quem sabe seja a necessidade de amar que faz
Essa vontade de viver!

José João
30/01/2.017


Essa minha saudade...

Essa minha saudade de ti sempre te traz de volta,
E já nem sei se é desejo ou loucura essa demência
De te ver chegando por um caminho que a lua
Desenha sobre a água, que até parece dançando
Uma canção de boas vindas. Amar faz isso...
E ainda te amo. Não importa o tempo... o sempre,
É a eternidade que guardamos dentro de nós,
Dizer que eternamente te espero é já não ter
Esperança de que chegues, mas dizendo 
Que vou sempre te esperar, engano a mim mesmo
Me dizendo que amanhã podes chegar... e que sempre,
Não seja eternamente, inocente pensamento
Para enganar a alma que tanto chora tua ausência.
Sento dentro de uma solidão infinda, só a brisa
Pra conversar comigo... diz coisas que não entendo,
Mas, pelo menos, não permite que o silêncio
Me cale o pensar...me dou a ilusão ouvir tua voz
Na voz da brisa, dizendo que te espere...
Que talvez chegues... amanhã.


José João
30/01/2.017


domingo, 29 de janeiro de 2017

As vezes nem é minha a dor que choro

As vezes minhas lágrimas são tão poucas
Para o que sinto, as vezes até para dores,
Tristezas ou saudades que nem são minhas.
As vezes empresto minhas lágrimas para chorar
Angustias de quem nem conheço, apenas choro,
Como se minha alma se permitisse sentir
Uma dor que não é dela, não me importo...
Mas apenas acho que não tenho tanto pranto
Para chorar tantas dores, por isso, as vezes
Nem choro as minhas...seria muito egoísta.
Mais fácil fingir sorrir uma dor que sinto
Que fingir chorar uma dor alheia, não é justo...
Minha alma não sabe mentir, nem confundir 
As dores, nem os prantos, nem os sorrisos.
Algumas vezes minha saudade se esconde
Dentro de mim, quieta, em perene silêncio
Porque alguém precisa chorar a sua nos versos
Que escrevo, aí minha alma se empresta toda
Para sentir e me fazer chorar uma dor
Que não é minha, mas que precisa ser chorada.


José João
29/01/2.017


sábado, 28 de janeiro de 2017

As duas faces de tua saudade.

...Me atento a ouvir quando a saudade te chama,
Até mesmo com o mais sutil de todos os silêncios,
Mas não importa, ouço o seu suave sussurro 
Em minha alma chamando teu nome, baixinho,.
Como se murmurasse uma oração, doce oração
A me deixar desperto para te buscar até mesmo
Dentro dos mais distantes sonhos que sonhei.
Te busco em todos os momentos que vivemos,
Em quase todos te vejo sorrindo, brincando
De ser minha poesia mais perfeita, tanto...
Que não a escrevi, apenas ... intensamente vivi.
E como tudo de nós dois, quer a vida, é para sempre,
Ainda hoje te vivo e já te levo para os amanhãs
Que ainda haverei de viver como se nada mais
Fosse preciso. As vezes, tua saudade vem sorrindo,
Me toma carinhosamente pela alma e me deixa
Flutuar em devaneios sonolentos... cheios de ti.
Outras vezes, quando minha carência te reclama,
E tua ausência enche o mundo de vazios, ela vem 
Em descabido furor, e me machuca, me toma 
Os olhos, derrama minhas lágrimas, e aos gritos...
Blasfema pela dor da falta de ti.


José João
28/01/2.017


quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

Minha história de todos os dias.

Como mentem! De mim e das poesias que escrevo!
Dizem que as faço num piscar de olhos. Mentira.
Rio-me até...em gargalhadas alegres, ou tristes,
Ou chorosas, gargalhadas de momento, as vezes
Até eu me confundo se são verdadeiras ou fingidas.
Minhas poesias não nascem num piscar de olhos,
Mas de cada pulsar de um coração que chora...
Saudades, dores, perdas, angustias e até remorsos.
São gritos, ou mesmo sussuros que minha alma, 
Em lágrimas, se deixa, sem nenhum pudor, chorar
E deixar que vejam sua triste aflição por ser só.
Minhas poesias, quem sabe, escrevo com anjos
Que por piedade choram comigo, sabendo ser tanta
Essa dor que não suportaria senti-la sozinho!!
Minhas poesias, não escrevo num piscar de olhos,
A não ser que cada um deles seja uma lágrima...
Porque cada uma é um verso, é um pedaço de mim
Que sai como eco de uma tristeza que se fez...
Desde muito...minha história de...todos os dias.


José João
26/01/2.017

terça-feira, 17 de janeiro de 2017

Palavras que meus olhos sabem dizer

Desde muito, até já não lembro mais...
A vida permitiu que minha alma gritasse
Ao mundo com os olhos, como se falassem
E contassem toda a angustia que a ela aflige,
De cada olhar fez uma palavra, apenas algumas 
Ficaram para sempre. E hoje, meus olhos aflitos,
Em devaneios mórbidos, gritam solidão, tristeza,
Saudade e carência que não doeria tanto não fosse
A carência de mim mesmo, me esqueci do que fui.
A solidão, que meus olhos gritam em silêncio,
Se faz tão intensa que já não importa o lugar,
Onde estiver ela se faz toda, se faz viva...
Senhora de mim, a levar-me por caminhos vazios,
Sem marcas, onde o silêncio é o dono absoluto
Do tempo. E a tristeza! Esta nunca vem só,
Além de forçar meus olhos a fielmente traduzi-la, 
Me exigem lágrimas, para assim ela se fazer
Vaidosamente brilhante, querendo se tornar bela.
Ah! Não fosse a saudade, que chega correndo,
Lá de dentro de mim, trazendo um outro olhar
Para os olhos... que tristes, fingem ser um sorriso.


José João
17/01/2,017


segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

Eternamente nós dois

Para sempre, é o que diz o tempo, diz a vida...
Quando amar é deixar dentro de nós, dentro da alma,
Todos os momentos vividos. Te deixei toda
Dentro de mim, te fiz, desde meus mais belos sonhos,
Até a verdadeira razão de uma existência que, até agora,
Depois de tanto, ainda se alvoroça ao sentir tua saudade.
Me fiz servo desse sentir, e me entreguei, sem medos,
A essa louca insistência de ser teu, mesmo tão longe,
De sentir tua alma afagar a minha, em plena doação
De nós. Te fiz a melhor parte de mim e, ainda hoje,
Essa ansiedade de ser teu, mesmo sendo só saudade
Faz plena, cheia de ti, essa minha vontade de viver.
Quantas vezes meus olhos te gritaram, eu te amo,
Como se fosse a voz de minha alma te confessando
Minha maior verdade! Ficaste em volta de mim,
Ocupando todo o espaço, me perfumando o tempo,
Brincando de fazer eterno o infinito que nos fizemos.


José João
16/01/2.017

domingo, 15 de janeiro de 2017

Para onde foram as poesias?

Há muito não me chega nenhuma poesia,
Acho que se perderam por aí, se esconderam.
Quem sabe, dentro de sonhos que não são meus?
De saudades que nunca senti, ou talvez ainda...
Até tenham se cansado de minha solidão?
Sempre a mesma, as mesmas tristezas...angustias...
E os versos se foram... o papel em branco,
As mãos trêmulas, lágrimas hesitantes...
No pensamento um vazio... um não ser ninguém,
Nenhuma poesia, mesmo que fosse incompleta,
Que só dissesse um pedacinho de mim...nada!
Minha alma se desespera, exige gritar em versos
A dor que sente, me faz correr entre dicionários,
Buscar palavras que se façam lágrimas, que chorem
Nas linhas ou entrelinhas dos poemas a dor 
Que ela quer chorar. Mas eu, apenas sussurro um canto,
Sem melodia, sem começo, sem fim...sem mim.

José João
15/01/2.017

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sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

Talvez o que procuro sou eu

Não  sei fazer poesia, só sei chorar versos,
Como fosse um pássaro preso, não gorjeia...
Apenas chora em notas tristes a dor que sente.
As vezes sou artesão, juntando prantos e saudades
Na tristeza de um sorrir fingido, tecendo nas entrelinhas
Histórias que finjo e até pensam não serem minhas,
As vezes sou artista, como um pobre solitário escultor, 
Esculpindo lágrimas num rosto que parece gritar de dor
Talvez uma dor de saudade, que até a alma chorou,
As vezes me sinto um pintor, desenhando num papel
Um pedaço de amor, ou um perfume de flor
Como se fosse magia, coisas de um sonhador
Que, coitado, sonha acordado alguns sonhos, 
Sonhos perdidos, que nunca ninguém sonhou.
As vezes me  sinto um louco, indo a lugar nenhum
Buscando em estradas vazias, olhar distante, perdido,
Como buscasse no tempo o que nem sabe onde perdeu,
Talvez, nessa minha loucura, o que procuro sou eu...


José João
06/01/2.017


Para sempre

Não tem como não ser pra sempre o que sinto,
O que me ensinaste sentir, como ensinaste sonhar,
Amar, viver os dias sem medo dos amanhãs,
Não tem como não ser pra sempre o que sinto,
Me fizeste aprender que viver é amar na plenitude
Da vida, sem limites, sem fronteiras, sem temores,
Brincar nos dias, colorir as horas e fazer o tempo
Parar nos momentos mais ternos e deixa-lo ali,
Na eternidade de cada instante que fizemos de vida.
Ah! Se não houvesse adeus, nem idas, nem distâncias,
Se não houvesse partidas, nem lágrimas, nem acenos!
Como nos sonhei... sem um antes e nenhum depois, 
Como se o sempre fosse de nós dois, apenas nosso.
Mas coisas da vida, o que nem sabemos explicar,
De repente nos deixa só, como se só a saudade
Fosse preciso pra fazer de sempre o que teve um fim
(só a saudade é preciso pra fazer de sempre
o que teve um fim)

José João
06/01/2.017


quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

A sorte de amar

A ti, te digo sem medo de dizê-lo,
Amar é também, creia-me, chorar
É sentir na alma uma dor diferente
Que dói, machuca o coração da gente.

Não que não se deva de todo amar
Viver sem que isso aconteça não é viver
Mas há de se ter sempre e bem guardar
Lágrimas, um dia se tem que precisar

Pelo que já senti, digo, sem medo de errar
Que uma saudade, mesmo tão dolorida
Vale a pena, por um lindo pedaço de vida

Digo, pelo que me foi permitido sentir
Que por todo resto da vida vale chorar
Se você, por um dia, tiver a sorte de amar

José João
05/01/2.017


Finalmente...uma saudade alegre

Finalmente uma saudade que não se fez dor...
Só se fez mesmo saudade, até brinca comigo,
Brincando de brincar com os sorrisos que ficaram,
Com as palavras, que até sorriam ao serem ditas,
E tão cheias de carinho que preferiram ficar,
Se fazem eco de momentos em que viver foi...
Tão viver, que alma, coração e saudade se juntam
Num festejar sem hora, sem tempo, mas se fazendo
De sempre, se fazendo de... para sempre.
Tudo ficou tão novo, uma alegria tão diferente
Que está em todos os lugares e, em cada um...
Um sorriso, nos corredores, atrás das portas,
Nas janelas, em todo lugar tem um sorriso
Espantando alegremente a gente. Finalmente
Uma saudade sem dor, sem lágrimas, nem prantos
Sem ontens tristes. Tudo  ficou diferente...
Até o ar, parece, ficou com um perfume novo,
As fores, lá fora, ainda agora se enfeitam vaidosas,
Querem eternizar o momento em que uma saudade,
Alegremente, só se fez mesmo saudade


José João
05/01/2.017



Minhas duas lágrimas

Chove lá fora, como se a natureza quisesse chorar
Toda a dor que sinto, como se soubesse da minha 
Carência de lágrimas, choradas por tantas outras dores,
Adeus, saudades que ficaram e nunca passam.
O vento, como se cantasse uma canção sem nome,
Como um balbuciar desconexo insiste em fazer-se
Minha voz chorando uma dor que é só minha...
É noite, é chuva, é vento, é tristeza, é solidão...
As lágrimas caem como fossem orações perdidas,
O pensamento se perde em vontades loucas,
Erra os caminhos, confunde-se com o tempo...
As vezes quer ir e nem sabe pra onde, apenas ir
Como se a dor não fosse junto. Outras vezes,
Incoerente, volta ao tempo como se não tivesse
Ficado dores que apenas estavam escondidas
Dentro da alma prontas para serem dor outra vez.
Abro a janela, o vento acaricia meu rosto,
A chuva, deitada na calçada, vai irreverente,
E.. de repente... uma lágrima pulas dos olhos...
E mais outra, e vão... se misturam com a chuva
Até onde irão? Minhas duas lágrimas...
Tão pequeninas, mas tão valentes levando com elas
Um pedaço de mim e... de minha alma....


José João
05/01/2.017

Essa tanta saudade de mim.

Por vezes, ainda choro quando me lembro de mim.
Quando me lembro de sonhos que nunca passaram 
De sonhos, se fizeram angustiantes segredos da alma,
Ficaram como tristes e mórbidas lembranças
Do que nunca pude viver, sentir ou fazer história.
Esses sonhos mortos se perpetuaram, se fizeram
De sempre, tão densos que não me permitem sonhar
Sonhos novos e os horizontes são sempre os mesmos,
Os caminho que a vida reserva são cheios dos temores,
Dos medos que aprendi sentir por ter sonhado
Sonhos que nunca vivi. A dor que me dói é tanta,
Que me permito chora-la, mesmo entre a multidão,
Sem medo do ridículo, apenas sentindo vergonha...
Pena de mim mesmo, pela saudade que sinto de mim.
Entre as tantas carências, entre as ausências,
Dentro da solidão que não escolhe hora pra chegar,
Entre o vazio e nada para pensar, me procuro...
As vezes volto no tempo a buscar-me, e sempre, 
Na volta, a saudade de mim mesmo...dói muito mais.


José João
05/01/2.017


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