terça-feira, 3 de outubro de 2017

Um triste despertar.

Outro dia, como se fosse ontem, eu era jovem,
Brincava de zombar com o tempo, os amanhãs
Eram tão distantes, as saudades... saudades!!!
Perguntava de onde ela vinha e o que era.
O mundo parava pra mim e eu sorria...
Tudo era tão bem ali, ao alcance das mãos.
Os sonhos se pariam avulso e, todos eles,
Tão perto que se podia esperar acontecer.
Zombava das lágrimas, que ridículo os prantos!
Ah! O tempo! passa fingindo para os jovens
Que vai sempre espera-los, mas de repente,
Ele mente e..passa, só aí se percebe, assustado,
Que é ele quem zomba, os amanhãs se fazem
Incertos, as saudades ficam vivas e cada uma
Tem um nome. Tudo fica tão distante que o medo
De não ter mais tempo se faz tanto 
Que as lágrimas se fazem prantos, os sonhos,
Que ontem se pariam avulso, quase não 
Acontecem mais e... chorar não é mais ridículo,
É viver na lembrança com o que se brincou e... 
Não  se viveu e agora... 


José João
03/10/2.017

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