quinta-feira, 7 de setembro de 2017

Eu, o passageiro

Lá, bem longe, onde o olhar quase não chega,
Lá, onde os olhos acham ser o fim do mar,
Desliza um batel ligeiro levado pelo vento,
Indo sem rumo, sem porto para ancorar,
Mas vai, sem paradas, volteando por entre ondas
Cantantes, cantando uma canção que ninguém
Sabe os acordes. Dentro dele, do batel ligeiro,
Mesmo tão longe, ponho meus pensamentos,
Ilusões e assim me faço dele um passageiro...
E vou. deixo que me leve, sinto e até ouço
A  brisa murmurando poesias que só sei ouvir
E, calado, me ponho a sonhar com horizontes
Que nunca vi, que nem sei se existem...
E dentro do batel ligeiro, sonhando sonhos
Cheios de vontades, escuto alguém dizendo:
Te amo. De repente acordo e nada vejo...
É a ilusão, enganando a mim e minha alma...
Na verdade estou só, foi apenas um sonho...
Que me deixou ainda mais vazio.


José João
07/09/2.017


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