sábado, 26 de agosto de 2017

Se pelo menos soubesse onde estás...

De joelhos, em orações gritadas pela alma
Que se contorce em angustia por esperar tanto,
Em solene contrição pergunto, com voz reticente,
Onde estás? Te procurei por toda uma vida,
Já é mais de meio dia, já é quase bem tarde
E ainda não te encontrei, te mandei poesias,
Como se fossem recados que minha vida manda
Dizendo que não tem sentido essa tanta espera.
Te procurei por caminhos que nem sabia percorrer,
Como louco, busquei o reflexo de teus olhos
Nas estrelas, pedi silêncio ao tempo pra te ouvir,
Ouvir tua voz, Te mandei recados cheios de mim
Nas lágrimas que deixei cair no mar em inocente
Pedir, que te encontrassem, te falassem de nós,
Gritei tantos nomes, um deles devia ser teu,
E até, como demente amante, pedi a brisa
Que levasse, com carinho, e empurrasse o eco
De minha voz chorosa e triste até onde estás.
Estou aqui te esperando, entre lembranças
Que não tenho, entre sonhos que ainda não sonhei
Te esperando chegar para... sonharmos juntos...
Se ainda tivermos tempo.


José João
26/08/2.017


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