terça-feira, 25 de julho de 2017

Sonhos fingidos...também são sonhos

A saudade grita nos meus olhos a dor que sinto,
As lágrimas, como gritos da alma, correm ao tempo,
Desde os olhos até o vazio que o silêncio da solidão 
Deixa ficar, como se fosse preciso para calar e chorar.
E no silêncio, que invade o tempo e toma o pensamento,
Tudo se perde como se nada mais tivesse para lembrar,
Mas a saudade, em desesperado pedir, gritava ao tempo
Que deixasse vivo, pelo menos, pedaços de sonhos
Que se penduravam em restos de memórias soltas
Que a alma insistia em deixar ficar, em deixar viver,
Para que a vida não se fizesse cheia de amanhãs vazios,
Sem recordações e sem lembranças dos ontens vividos,
Assim, a saudade, mesmo triste, mesmo dolorida,
Contaria histórias, se faria poemas, poesias e rimas
Consolando a alma, mesmo com fingidos versos alegres,
Cheios de inocentes mentiras que até poderiam
Se fazer sonhos novos enfeitando os amanhãs
Que, sem eles, serão tão sem vida, tão sem nada!
Tanto que, talvez, nem saudades deles um dia
Existam.


José João
25/07/2.017

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