sexta-feira, 21 de julho de 2017

O beija-flor

Havia um beija-flor sempre alegre em meu jardim, 
As vezes, juro, me olhava sorrindo e como
Uma estrela cadente aqui perdida, voava
Tão rápido que nem levava meu pedido,
E ele se perdia aqui mesmo, bem perto de mim.
As vezes meu beija-flor brincava de pousar
Nas flores, me olhava e, sempre risonho,
Parecia  me mostrar como beijar, tão carinhoso,
Tão leve, tão meigo, tão divino que as vezes...
Vejam minha loucura, jurava que era um anjo.
As flores, quando ele chegava, se alvoroçavam,
Até se enfeitavam, pediam para a brisa
Lhes luzir as pétalas, pediam para  o sol 
Lhes deixar mais brilhantes, e dançavam 
Ao som do vento sob o olhar doce e meigo
Do beija-flor, (pretensioso) do meu beija flor.
E ele, como se num ritual, ia em cada uma delas
E lhes beijava suavemente a todas, e elas,
Num despertar de sonhos, pareciam desfalecer
Tanto a emoção. Mas um dia, meu beija-flor
Nunca mais voltou, as flores ficaram tristes,
E choramos juntos. Nunca mais soubemos dele
Só ficou a saudade ...acho que seu nome era, Amor.


José João
21/07/2.017

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