segunda-feira, 5 de junho de 2017

O que não permito da solidão

Que me seja a solidão uma santa companheira
Se assim o desejarem a vida ou mesmo a alma
Que se faça em mim de hospede ou de passageira
Mas que me seja a primeira, a última, a derradeira

Que minha alma se faça forte e me faça entender
Que mesmo assim, em plena solidão, sem nada ser
Com o silêncio comum aos que sozinhos vivem
Sinta-me repleto do que sobrou de mim e...viver.

Mesmo que saudades se percam dentro de mim,
Se façam pedaços de momentos até já esquecidos
Que a alma não esqueça de um dia te-los vividos

Dou-me todo à minha solidão, gentil companheira,
Mas só não lhe permito que mesmo em vazio estar
Não sejam minhas as lágrimas e a vontade de chorar.


José João
05/06/2.017


Um comentário:

  1. Me identifiquei muito com esse texto, muitas vezes a solidão é minha companheira.
    Tenha uma ótima semana

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