segunda-feira, 12 de junho de 2017

A dor que a alma sente

Grita, minha pobre alma, tua dor
Reza blasfêmias ou santas orações
Ajoelha-te, submissa em clamor
E pede aos céus, pede com fervor

Que as tantas cicatrizes mal saradas
Estas que a solidão lambe sem pudor
Se façam dores passadas, esquecidas
Como histórias no tempo já perdidas

Cuida que se em ti chegarem prantos
Deixa que em mim todo se derrame
Que deles farei versos, farei cantos

Que as lágrimas, pela tua dor parida
Corram em meu rosto como alento
Que a ti sempre, juro, estarei atento


José João
12/06/2.017

Um comentário:

  1. Mais um poema belíssimo, traz sentimentos de amor e tristeza.
    Um grande beijo!!

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