segunda-feira, 3 de abril de 2017

O primeiro encontro

Tanto tempo!. Tantas outras emoções já sentidas!
Tantos outros sentimentos sentidos, vividos...
Mas não apagam aquele dia, único e eterno.
Lembro, e ainda sinto, o fragor daquele sentir,
Que mesmo em silêncio explodia dentro de mim.
Uma ansiedade quase doentia me tomava todo,
As horas se arrastavam lentas, preguiçosas,
Como se quisessem aumentar a angustia da espera,
Minhas mãos suavam inquietas, se enlaçavam,
Se faziam amigas como se se consolassem,
As pernas trêmulas me faziam sentir uma vontade
De parar, sentar, mas a ansiedade era tanta, que ali,
Em poucos passos,, caminhava sobre o mundo.
O olhar se perdia no caminho, tanto era a loucura
Que até dobravam esquinas levados pela ansiedade,
o peito arfava como se fosse pouco o ar do tempo,
A voz reticente, quase muda, contando as horas,
Murmurando um nome... num sentir mudo... quando
De repente ela diz, com a voz que até hoje choro
Quando penso ouvir: Estou aqui. Um tremor
Me invadiu, um quase desmaio me tomou, as mãos...
Mais suadas e mais trêmulas se perdiam em gestos
Não fosse minha alma com meus olhos falarem
Por mim, nada teria dito, tanto era a emoção.


José João
03/04/2.017


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