sexta-feira, 28 de abril de 2017

É minha alma a essência de mim

Hoje quase não sei mais de mim, me perdi
Nas tantas decepções que me fizeram confundir
Ilusões com verdades ou meros fingimentos,
Não sei mais sentir, não sei mais me entregar
Sem medo, pois tudo que até agora vivi
Foram promessas vãs que minha alma, inocente,
Acreditava sem reservas e gritava ao mundo
Como se fossem verdadeiras as palavras ouvidas.
Me perco em sonhos que nunca passam disso
Por que nunca deixam que se façam verdades,
Me mostram como se eu não fosse mais eu,
Como se os sentimentos que me habitam
Não fossem mais preciso, não fossem mais
Parte essencial de mim. Assim, me escrevo
Em versos incompletos, em poesias inacabadas,
Em sonetos sem estrofes porque as rimas
Se fizeram vazias. |Minha alma chora em prantos
Por que dela se esqueceram, não a vêem,
Por que querem fazer o homem mais importante
Que a alma? se é ela que me faz vivo ... se é ela
A dona de mim... se ela é quem ama


José João
28/04/2.017


terça-feira, 25 de abril de 2017

Assim é minha lágrima

Hoje, grito em desespero tua triste ausência...
E pior seria se não pudesse mostrar minha lágrima,
Que se abre na beleza única de uma lágrima que chora
Minha dor como se fossem pétalas que mostram
Quanto dói a falta de ti. Nas horas em que a saudade
É apenas saudade, elas ficam ternas, puras, translucidas
Escrevendo teu nome na harmonia de um sentir divino.
Mas quando a saudade se faz dor, quando a tristeza
Grita lá de dentro de mim, ele se tinge, se toma
Da cor da dor como se a alma chorasse sangue.
E as lágrimas vão muito além do pranto, muito além,
Se fazem dor a correr entre sonhos, entre a solidão
E o vazio de mim. As vezes até acho minhas lágrimas
Belas, algumas se dobram como se não suportassem
A dor que choro, outras se pintam, numa pintura
Alegre, num fingir uma alegria que não sinto, se pintam
Em pequenos corações como se fossem pedaços
De saudade brincando de enfeita-las... outras, talvez
Pela timidez, se fazem roxas com se fosse criança
A chorar uma dor que nem sei se sente... mas é assim.
Agora sabem como são minhas lágrimas, como uma flor,
Que se apanha num jardim que não existe.


José João
25/04/2.017
imagem gentilmente
cedida pela poeta e fotógrafa 
Marissete Zanon

Sempre te levo comigo

Ainda carrego aquele olhar que um dia me deste,
Levo-o comigo onde eu for, ele vai preso na alma,
Na liberdade de ver-me quando o sinto dentro de mim.
Deixo que me veja todo e me faço desnudo do medo
De te perder para o tempo, me permito, vive-lo.
Deixo também que tua saudade me tome, me invada,
Me faça tua posse, que não permita o esquecimento
Se aproximar de nós, tu dentro de mim e eu...
Vestido de te, como se a vida fosse apenas nós dois.
Levo tudo de ti, de nós dois comigo, até o detalhes...
Esses que fazem nossa história ser bela até...
Nas entrelinhas, quando ninguém percebe o que nela
Foi dito, se fazem segredos dentro da poesia...
(Quase ninguém percebe a grandeza dos detalhes)
Te levo sempre dentro dos mais ternos sonhos,
De todos os que sonhei, ou que ainda vou sonhar,
Porque tu ocupas todos os pensamentos, os amanhãs,
Da mais fugaz à mais eterna das minhas verdades.
Te levo comigo onde eu for, dentro dessa saudade
Que me marca a alma e me deixa vivo, pra ti.


José João
25/04/2.017

sábado, 22 de abril de 2017

Tem dia que viver é assim

O silêncio, parece estar cheio de lágrimas tristes,
Como se o tempo estivesse chorando a dor que sinto,
Até a solidão, em sussurros que quase não se ouve,
Parece chorar baixinho, como se também quisesse dividir,
Não sei porque, a mesma dor que a solidão chora comigo.
A alma, inquieta, tenta nos sonhos que guardou
Momentos que aliviem a dor, mas só encontra
Saudade, uma saudade mais doída, mais triste,
Dessas que se chora sozinho em qualquer lugar.
O tempo pára, no peito o coração parece gritar um nome,
As mãos tremem, e um soluço, como se fosse um grito,
Sai correndo de dentro da alma fazendo eco no tempo,
Gritando mais que uma dor, grita uma carência,
Uma ausência uma falta de tudo, que até o eco
Do grito, por não saber repetir a dor, fica demente,
Sem saber até onde chegar e...vai lentamente calando,
Até não ser mais eco, ser apenas tristeza e silêncio...
E assim vão todos, solidão, carência, saudade, dor, 
Tristezas, dentro de mim, só eu não vou a lugar nenhum...
Choro aqui mesmo.


José João
22/04/2.017

..

quinta-feira, 20 de abril de 2017

Um triste... eu te amo

Trago alguns versos rotos e poesias inacabadas,
Algumas flores que juntei pelos caminhos
Porque os jardins estão mortos, 
As flores foram olhadas com tristes olhares,
Regadas com salgadas lágrimas choradas
Pela dor, pela angustia, pela monotonia
Dos dias tristes e murcharam. Não trouxe sorrisos,
Perdi-os, não encontrei nenhuma razão para sorrir.
Mas trouxe esses pedaços de saudade que ficaram
Presos na alma, uns pedaços de lamentos...
Até eles se perderam, o tempo pensou 
Que fossem orações e os levou no esquecimento.
Trouxe também esse resto de mim que te grita
Sem ser ouvido, que te ama sem nunca
Ter sido amado. Ah! Também trouxe prantos...
Muitos prantos, desde aquele adeus que ouvi,
Que ainda se faz vivo, que me segue onde vou,
Cheio de angustias, mas tem alguns momentos
Que me confundo se vivi ou se sonhei.
Mas ficam como se estivessem tão longe...
Que não os vejo, apenas sinto no vazio de mim.
Não te trouxe flores, te trouxe apenas esse triste
Eu te amo, tantas vezes repetido sem que...
Nunca tenhas ouvido. Mas...eu te amo... ainda..


José João
20/04/2.017

Soneto de minha vida

A mim. me foi dado o prazer de amar-te
Mas minha alma dele fez gentil dever
A entregar-me todo e pleno a querer-te
Como se só isso fosse preciso pra viver

Ajoelho-me ao tempo em contrito rezar
E me ponho, ao teu sentir, doce razão
De todo dia fazer um novo começar
De ser teu nome a mais perfeita oração

De mim, de muito, te juro já me esqueci, 
Não fosse esse meu viver pra ti, o que seria?
Alma penada a perder-me em vida tão vazia

Não há em minha alma nenhuma outra verdade
Além dessa que me toma e que me invade
De em mim estares viva dentro dessa saudade


José João
20/04/2.017

terça-feira, 18 de abril de 2017

Até a solidão sentiu pena de mim

Hoje, meus pensamentos foram  todos teus, só teus,
Vieste forte por sobre o tempo, sobre distâncias, 
E veio contigo a saudade, uma saudade diferente,
Dessas saudades que os olhos não resistem... choram,
Se entregam ao pranto como se fossem poetas,
Escrevendo com lágrimas histórias que testemunharam...
De sonhos em que eles, os olhos, não se fechavam,
Sonhavam acordados tanto era a beleza dos sonhos.
Tudo hoje foi só você, até a brisa, em leves volteios,
Parecia murmurar teu nome, baixinho, te chamando,
Querendo que viesses, talvez até por pena de mim,
Ela sempre escutava meu pesamento te gritando
Angustiado, triste, como se estivesse demente,
Perdido entre a ausência e a carência de ti,
Estiveste hoje em mim como se nunca tivesses partido,
Até o silêncio se fazia voz, gritando lá dentro da alma,
O que nem sabia pedir, mas reclamava  essa falta de ti.
Hoje não foi a saudade como a dos outros dias
Que qualquer lágrima rolava em minha face e ia,
Hoje foi tanta, que até a solidão pedia em pranto:
Que essa saudade não me doesse tanto.


José João
18/04/2.017
reedição (25/07/2.013)

domingo, 16 de abril de 2017

Que seja belo o meu pranto

Posto que em mim me tome o tempo,
Entre dores tão tristemente já sentidas,
Momentos de risos que até talvez fingidos
Se fizeram prantos ou mesmo sonhos perdidos

Que se ocupe de mim gentil saudade
A me fazer perder-me em tempos idos 
Como se para a alma fosse caridade
Buscar-me em momentos bem vividos

E se há de ser chorada em triste canto
Essa dor tão doída, essa tanta solidão
Que me seja belo nos olhos esse pranto

Se preciso hei de chorar fazendo versos
Em delírio da alma orando o teu nome
Como se só ele existisse no universo


José João
16/04/2.017

quinta-feira, 13 de abril de 2017

Hoje, o dia foi feito para chorar.

Hoje, as palavras não me importam, nem o sonhos,
Hoje não importam os caminhos um dia percorridos,
Só o silêncio me importa, só as lágrimas, o pranto
Que choro dentro de mim, que correm em meu rosto
Desde a alma que, ajoelhada, se entrega a dor do sentir
Um adeus que vai deixar para sempre uma saudade.
Hoje não quero falar, nem pensar, quero apenas silêncio.
Quero ficar dentro de mim, sozinho, entre solidão,
Angustia e essa louca vontade de chorar, preciso chorar,
Hoje, quero apenas sentir essa dor que me toma,
Que só eu posso senti-la, por ser tão plena, tão tanto,
Como se tivessem inventado outra maneira de viver.
Sei que não é apenas dor, essa dor que sinto agora,
Vai muito além de mim, do tempo, do que já vivi.
Sei, vai se fazer recordação, dolorida pela ausência,
Pelo remorso de não ter falado, não ter abraçado,
Não ter dito: te amo, não ter carregado no colo
Nos momento infantis onde amar, é mais que amar,
É transformar um mero viver em divina ternura.
Hoje, meu silêncio, minhas lágrimas, têm um nome
Que só minha alma sabe dizer... aos prantos

José João
13/04/2.017


sábado, 8 de abril de 2017

As vezes sentir saudade é viver

Foram tantas as despedidas! Lembro ainda...
Em algumas consegui conter as lágrimas,
Ainda disse adeus sem sentir tanta dor...
E o que ficou depois, foi apenas uma saudade sutil,
Sem angustias, só alguns momentos de incerteza.
Em outras, fingi sorrir, mas depois, sozinho,
Me entreguei ao pranto, um pranto convulsivo,
Desses que até a alma chora, faz a saudade ser
Muito mais que apenas saudade, faz os momentos
Tristes, a vida vazia, faz que chorar seja viver,
Uma vontade de fugir, de ir, sem ter pra onde,
De ficar em lugar nenhum, é um aperto no peito,
Um pensamento voando solto para o que passou,
Para os momentos que não voltam mais...prantos.
Uma vontade de ver, de sentir, de tocar...gritar
Mas tudo silencia e é tanto o silêncio que se faz
Que se ouve as lágrimas chamando no rosto
O nome que se quer ouvir. Tem adeus que se faz
Dor para sempre, que fica dentro da alma
Como se fosse preciso...para se estar vivo.

José João
08/04/2.017

segunda-feira, 3 de abril de 2017

O primeiro encontro

Tanto tempo!. Tantas outras emoções já sentidas!
Tantos outros sentimentos sentidos, vividos...
Mas não apagam aquele dia, único e eterno.
Lembro, e ainda sinto, o fragor daquele sentir,
Que mesmo em silêncio explodia dentro de mim.
Uma ansiedade quase doentia me tomava todo,
As horas se arrastavam lentas, preguiçosas,
Como se quisessem aumentar a angustia da espera,
Minhas mãos suavam inquietas, se enlaçavam,
Se faziam amigas como se se consolassem,
As pernas trêmulas me faziam sentir uma vontade
De parar, sentar, mas a ansiedade era tanta, que ali,
Em poucos passos,, caminhava sobre o mundo.
O olhar se perdia no caminho, tanto era a loucura
Que até dobravam esquinas levados pela ansiedade,
o peito arfava como se fosse pouco o ar do tempo,
A voz reticente, quase muda, contando as horas,
Murmurando um nome... num sentir mudo... quando
De repente ela diz, com a voz que até hoje choro
Quando penso ouvir: Estou aqui. Um tremor
Me invadiu, um quase desmaio me tomou, as mãos...
Mais suadas e mais trêmulas se perdiam em gestos
Não fosse minha alma com meus olhos falarem
Por mim, nada teria dito, tanto era a emoção.


José João
03/04/2.017


sábado, 1 de abril de 2017

Tristeza...é nunca ter amado

Estranhas as palavras que ouço no silêncio
Na verdade nem mesmo sei se são palavras
Mas me perco em ouvi-las e ... nada digo
Me falta voz, o que queria dizer foi contigo

Quantas vezes gritei com a própria alma,
Te amo. Com os olhos! Quantas vezes gritei?
Mas não sentiste ... nem mesmo me ouviste
E pra dentro de mim, quantas lágrimas chorei!

E hoje, já passado tanto tempo, lembro ainda
Dos momentos que em silêncio me ouvias
Quando minha alma chorava, o que sentias?

Não te esqueci, se o dissesse eu mentiria
Mas dor maior que a minha sei que sentes
Nunca amou, se o dizes, coitada, tu mentes.

José João
01/04/2.017


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