sexta-feira, 24 de março de 2017

Minha eterna saudade de todos os dias

Uma vez, há muito tempo, até nem lembraria mais,
Não fosse essa saudade que se fez de sempre,
Como se a eternidade fosse coisa de todos os dias.
Amei... e posso ouvir minha alma, que ainda hoje,
Passado tanto tempo, em triste e silencioso murmurio 
Ainda diz: Eu amo. Os mais ternos momentos,
Como se o tempo fosse cúmplice de meus sentimentos,
Ficaram dentro de mim, não passaram, sempre vivos,
Me acalentam, me deixam entre sonhos e tristes sorrisos,
A certeza que um dia, amei. Ah! Como foi belo amar!
(E se é ridículo chorar uma dor de saudade, sou ridículo)
Hoje, na tristeza do silêncio de tua ausência, eu me perco,
E se ainda em mim houvesse lágrimas, choraria todas,
Mas desde muito meus prantos se fizeram voz...
Outras vezes se fizeram tua presença em meu rosto,
E quase sempre foram gritos desesperados da alma
Reclamando, pelo menos, essa saudade tua.
Quantas vezes, ainda lembro, te dizia que não saberia 
Viver assim, só...sem ter você, e não viveria, não fosse
Estares dentro dessa saudade eterna de todos os dias.


José João
24/03/2.017



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