quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

Silêncio e solidão me bastam

Hoje não preciso de ninguém...
O silêncio e a solidão me bastam...
Talvez nem amanhã...nem amanhã...nem amanhã
(quero que me amem, não que me precisem)
Tenho tanto pra me contar,,, alma pra me ouvir,
Que hoje, não preciso ouvir ninguém,
Apenas a mim mesmo me contando histórias
Das minhas dores, das ausências, dos adeus...
Não que eu me baste, mas a solidão e o silêncio
Me convenceram que nós somos apenas um e,
De mãos dadas, choramos na poesia lágrimas
Só nossas, nos olhamos ternamente, o silêncio
Nos permite sermos só nós, ninguém nos ouve
Nem nos fala e nem é preciso. As vezses me veem
Pedaços de saudades, mas nem de saudade nova preciso,
Todas as minhas saudades, mesmo as de muito tempo,
Choro com lágrimas novas é claro, entre o silêncio
E a solidão (nunca me deixam só). Quando alguém
Me diz adeus, ou não têm tempo pra mim,
Não me deixam no desespero de não saber quem sou,
Me abraçam, as vezes até me acalentam o sono...
A verdade é que hoje não preciso de ninguém
 E talvez nem amanhã, nem amanhã, nem amanhã.


José João
22/02/2.017

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