segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

Que sejam marcas de amor...

Nas horas tristes, nas noites, na hora de chorar
Essa saudade doentia que tanto me faz calar
No peito tantas palavras que seriam vazias
É nessa hora que mais me entrego a te amar

A deixar-me levar por sonhos que já se foram
Deixando apenas pedaços como se fossem de mim
É nessa hora de que um amar desvairado me toma
E a alma demente em triste angustia, grita assim:

Deus que fazes?! Vês! Meus joelhos já sangram!
Minha voz reticente inventando orações de clamor
Te pedem, te imploram em desesperado fervor

Que as lágrimas que agora me marcam o rosto
Se façam pedaços de nós em um perene louvor
E não me sejam estas... frias marcas de dor.


José João
27/02/2.017

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