domingo, 26 de fevereiro de 2017

...por medo de amar

Não deveria ter calado tanto... mas te juro, foi o medo.
Tinha medo de chorar, medo dos amanhãs tristes,
Deixei o silêncio tomar conta de todas as palavras
Que deveriam ser ditas, que minha alma queria gritar...
Mas calava! Quantas vezes meus olhos te disseram
No silêncio de dentro de mim: Te amo! Quantas vezes
Me afastei, fugi de nós para não te sentir tão viva
Dentro de mim?! Medo de amar! Medo de um adeus,
De uma saudade que talvez não chegasse nunca,
Mas preferi me enganar. Não estando contigo,
Me dizia; não haverá ausência, não haverá momento
Que possa fazer doer, nem haverá a tristeza de um adeus
Para chorar. Hoje a dor é mais doída; Ainda te amo
E nem posso te dizer. A saudade dói muito mais,
Ah! Quem me dera fosse saudade de nós, seria menor
Essa angustia, mas é o vazio de ter estado tão perto
De ter nos sentido tão vivos! Não me nego as lágrimas,
Mereço o que sinto...esperança, há muito já se foi...
Na verdade essa dor é muito maior que se houvesse,
Um dia, existido um adeus.

José João
26/02/2.017

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