sexta-feira, 19 de maio de 2017

Maior que a dor da saudade

Não é de saudade a dor maior a ser sentida,
Dor maior é essa ausência que se faz de sempre,
Que deixa a vida como um simples existir,
Os sonhos são apagados por mórbida tristeza,
Os pensamentos se perdem no vazio do tempo,
Apenas fragmentos de momentos que existiram
Se deixam ficar lutando contra o esquecimento.
A saudade, por mais que se faça, até mesmo vida,
Não preenche o vazio da ausência que marca a alma
Deixando-a a mercê da dor, ajoelhar-se e, 
Aos prantos, rezar orações inventadas, choradas,
Que nem se sabe até onde vão, se são ouvidas
Ou se perdem no vazio, indo a lugar nenhum.
A solidão chega frenética, sem pudor, indolente,
Toma conta do tempo, faz tudo ficar vazio...
Até o silêncio aumenta sua demente mudez
E um soluço da alma, como se fosse um grito,
Desses gritos que até o eco é estridente...
Se espalha como um pedido de clemência
Que nunca é ouvido.

José João
19/05/2.017



terça-feira, 9 de maio de 2017

O palhaço e o poeta...poeta?!!

Me atenho a escrever-me entre versos e sonhos,
Entre dores e verdades, algumas verdadeiras,
Outras fingidas, como são algumas das lágrimas 
Que choro sorrindo, como se o riso fosse o palhaço...
O palhaço triste que escreve nas entrelinhas da vida
A angustia que sente e gargalha uma tristeza mórbida
Que ninguém entende ou percebe, apenas acham
O palhaço alegre, e ele, gargalhando estridente pranto,
Vai seguindo, vai escrevendo versos que contam
Histórias vividas, ou sonhando com os amanhãs
Risonhos que ele ainda ousa, apesar de tudo, sonhar.
As vezes lhe vem uma saudade gostosa de sentir,
Lhe beija a alma num carinhoso beijar, outras vezes,
Vem a brisa lhe acariciando o rosto, sussurrando
Coisas que esqueceu de lembar, algumas vezes
Se confundem, palhaço e poeta e abraçados 
Fazem versos, o  palhaço em piruetas de palavras
Conta sorridentes histórias tristes, e o poeta...
Bem, este, aos prantos, mas sem deixar de sorrir,
Finge que é ele o palhaço que não sabe chorar.


José João
09/05/2.017

segunda-feira, 8 de maio de 2017

Divina lembrança de nós dois.

Me atiro no tempo, na liberdade da saudade
Que me fazes sentir, com ela caminho entre os sonhos
Que sonhamos, e os que ainda vou sonhar, cheios de ti.
Ah! Essa saudade! Me faz livre pra te buscar,
Te deixar dentro de mim como se fosses uma oração
A ser rezada num cantar suave de uma Ave Maria
Na voz de um anjo, que brincando de fazer rima,
No fim de cada verso, escreve apenas o teu nome.
Me recrio dentro desse sentir, me entrego todo,
Corro entre horizontes, faço poesias com a brisa,
Brinco de pintar flores, de voar com os pássaros,
Em serena loucura, brinco de fazer infindas rotas
Entre as estrelas indo sem rumo entre elas
Cavalgando um pensamento que vai te buscar
Lá dentro do tempo, lá, bem dentro de mim,
Onde a alma servil e amante te guardou sorrindo.
E assim, essa doce saudade tua, perene por ser sempre,
Me permite viver entre lagrimas alegres, sonhos,
E a divina lembrança de nós dois.


José João
08/05/2.017


terça-feira, 2 de maio de 2017

Saudade ou dor? Não sei.

Me perco no silêncio de tua ausência, mesmo a solidão
Gritando em estridente mutismo teu santificado nome.
Me deixo levar pela saudade, numa louca busca de ti,
Por ontens que se fizeram dor, e os amanhãs, sem forma,
Apenas cheios de lágrimas que brincarão em meu rosto
Escrevendo histórias que, para sempre, ali ficarão
Como se fossem a própria vida chorando tua falta.
Calo parado dentro dos sonhos que não sonhei,
Mas repletos de ti, tanto ficaste dentro de minha alma
Que até os sonhos que não sonhei... são todos teus...
Cheios de ti, dos momentos que se farão de sempre.
Fico parado no tempo, numa demência! Num vazio!
Balbucio palavras desconexas numa voz reticente...
Sem sentido, sem um não-sei-o-que-dizer e, choro...
Lembro os segredos (a dor é maior) não devia
Te-los pra ti, mas calei, não os disse e agora...agora
A dor é mais que apenas dor é o remorso contante,
Maior que eu, maior que a saudade, que a tristeza,
Maior que a angustia que fica martirizando a alma.
Hoje, o silêncio foi maior, tanto foi, que ouvi
O pensamento chamando teu nome baixinho...
Como se sentisse pena de mim.


José João
02/05/2.017

sexta-feira, 28 de abril de 2017

É minha alma a essência de mim

Hoje quase não sei mais de mim, me perdi
Nas tantas decepções que me fizeram confundir
Ilusões com verdades ou meros fingimentos,
Não sei mais sentir, não sei mais me entregar
Sem medo, pois tudo que até agora vivi
Foram promessas vãs que minha alma, inocente,
Acreditava sem reservas e gritava ao mundo
Como se fossem verdadeiras as palavras ouvidas.
Me perco em sonhos que nunca passam disso
Por que nunca deixam que se façam verdades,
Me mostram como se eu não fosse mais eu,
Como se os sentimentos que me habitam
Não fossem mais preciso, não fossem mais
Parte essencial de mim. Assim, me escrevo
Em versos incompletos, em poesias inacabadas,
Em sonetos sem estrofes porque as rimas
Se fizeram vazias. |Minha alma chora em prantos
Por que dela se esqueceram, não a vêem,
Por que querem fazer o homem mais importante
Que a alma? se é ela que me faz vivo ... se é ela
A dona de mim... se ela é quem ama


José João
28/04/2.017


terça-feira, 25 de abril de 2017

Assim é minha lágrima

Hoje, grito em desespero tua triste ausência...
E pior seria se não pudesse mostrar minha lágrima,
Que se abre na beleza única de uma lágrima que chora
Minha dor como se fossem pétalas que mostram
Quanto dói a falta de ti. Nas horas em que a saudade
É apenas saudade, elas ficam ternas, puras, translucidas
Escrevendo teu nome na harmonia de um sentir divino.
Mas quando a saudade se faz dor, quando a tristeza
Grita lá de dentro de mim, ele se tinge, se toma
Da cor da dor como se a alma chorasse sangue.
E as lágrimas vão muito além do pranto, muito além,
Se fazem dor a correr entre sonhos, entre a solidão
E o vazio de mim. As vezes até acho minhas lágrimas
Belas, algumas se dobram como se não suportassem
A dor que choro, outras se pintam, numa pintura
Alegre, num fingir uma alegria que não sinto, se pintam
Em pequenos corações como se fossem pedaços
De saudade brincando de enfeita-las... outras, talvez
Pela timidez, se fazem roxas com se fosse criança
A chorar uma dor que nem sei se sente... mas é assim.
Agora sabem como são minhas lágrimas, como uma flor,
Que se apanha num jardim que não existe.


José João
25/04/2.017
imagem gentilmente
cedida pela poeta e fotógrafa 
Marissete Zanon

Sempre te levo comigo

Ainda carrego aquele olhar que um dia me deste,
Levo-o comigo onde eu for, ele vai preso na alma,
Na liberdade de ver-me quando o sinto dentro de mim.
Deixo que me veja todo e me faço desnudo do medo
De te perder para o tempo, me permito, vive-lo.
Deixo também que tua saudade me tome, me invada,
Me faça tua posse, que não permita o esquecimento
Se aproximar de nós, tu dentro de mim e eu...
Vestido de te, como se a vida fosse apenas nós dois.
Levo tudo de ti, de nós dois comigo, até o detalhes...
Esses que fazem nossa história ser bela até...
Nas entrelinhas, quando ninguém percebe o que nela
Foi dito, se fazem segredos dentro da poesia...
(Quase ninguém percebe a grandeza dos detalhes)
Te levo sempre dentro dos mais ternos sonhos,
De todos os que sonhei, ou que ainda vou sonhar,
Porque tu ocupas todos os pensamentos, os amanhãs,
Da mais fugaz à mais eterna das minhas verdades.
Te levo comigo onde eu for, dentro dessa saudade
Que me marca a alma e me deixa vivo, pra ti.


José João
25/04/2.017

sábado, 22 de abril de 2017

Tem dia que viver é assim

O silêncio, parece estar cheio de lágrimas tristes,
Como se o tempo estivesse chorando a dor que sinto,
Até a solidão, em sussurros que quase não se ouve,
Parece chorar baixinho, como se também quisesse dividir,
Não sei porque, a mesma dor que a solidão chora comigo.
A alma, inquieta, tenta nos sonhos que guardou
Momentos que aliviem a dor, mas só encontra
Saudade, uma saudade mais doída, mais triste,
Dessas que se chora sozinho em qualquer lugar.
O tempo pára, no peito o coração parece gritar um nome,
As mãos tremem, e um soluço, como se fosse um grito,
Sai correndo de dentro da alma fazendo eco no tempo,
Gritando mais que uma dor, grita uma carência,
Uma ausência uma falta de tudo, que até o eco
Do grito, por não saber repetir a dor, fica demente,
Sem saber até onde chegar e...vai lentamente calando,
Até não ser mais eco, ser apenas tristeza e silêncio...
E assim vão todos, solidão, carência, saudade, dor, 
Tristezas, dentro de mim, só eu não vou a lugar nenhum...
Choro aqui mesmo.


José João
22/04/2.017

..

quinta-feira, 20 de abril de 2017

Um triste... eu te amo

Trago alguns versos rotos e poesias inacabadas,
Algumas flores que juntei pelos caminhos
Porque os jardins estão mortos, 
As flores foram olhadas com tristes olhares,
Regadas com salgadas lágrimas choradas
Pela dor, pela angustia, pela monotonia
Dos dias tristes e murcharam. Não trouxe sorrisos,
Perdi-os, não encontrei nenhuma razão para sorrir.
Mas trouxe esses pedaços de saudade que ficaram
Presos na alma, uns pedaços de lamentos...
Até eles se perderam, o tempo pensou 
Que fossem orações e os levou no esquecimento.
Trouxe também esse resto de mim que te grita
Sem ser ouvido, que te ama sem nunca
Ter sido amado. Ah! Também trouxe prantos...
Muitos prantos, desde aquele adeus que ouvi,
Que ainda se faz vivo, que me segue onde vou,
Cheio de angustias, mas tem alguns momentos
Que me confundo se vivi ou se sonhei.
Mas ficam como se estivessem tão longe...
Que não os vejo, apenas sinto no vazio de mim.
Não te trouxe flores, te trouxe apenas esse triste
Eu te amo, tantas vezes repetido sem que...
Nunca tenhas ouvido. Mas...eu te amo... ainda..


José João
20/04/2.017

Soneto de minha vida

A mim. me foi dado o prazer de amar-te
Mas minha alma dele fez gentil dever
A entregar-me todo e pleno a querer-te
Como se só isso fosse preciso pra viver

Ajoelho-me ao tempo em contrito rezar
E me ponho, ao teu sentir, doce razão
De todo dia fazer um novo começar
De ser teu nome a mais perfeita oração

De mim, de muito, te juro já me esqueci, 
Não fosse esse meu viver pra ti, o que seria?
Alma penada a perder-me em vida tão vazia

Não há em minha alma nenhuma outra verdade
Além dessa que me toma e que me invade
De em mim estares viva dentro dessa saudade


José João
20/04/2.017

terça-feira, 18 de abril de 2017

Até a solidão sentiu pena de mim

Hoje, meus pensamentos foram  todos teus, só teus,
Vieste forte por sobre o tempo, sobre distâncias, 
E veio contigo a saudade, uma saudade diferente,
Dessas saudades que os olhos não resistem... choram,
Se entregam ao pranto como se fossem poetas,
Escrevendo com lágrimas histórias que testemunharam...
De sonhos em que eles, os olhos, não se fechavam,
Sonhavam acordados tanto era a beleza dos sonhos.
Tudo hoje foi só você, até a brisa, em leves volteios,
Parecia murmurar teu nome, baixinho, te chamando,
Querendo que viesses, talvez até por pena de mim,
Ela sempre escutava meu pesamento te gritando
Angustiado, triste, como se estivesse demente,
Perdido entre a ausência e a carência de ti,
Estiveste hoje em mim como se nunca tivesses partido,
Até o silêncio se fazia voz, gritando lá dentro da alma,
O que nem sabia pedir, mas reclamava  essa falta de ti.
Hoje não foi a saudade como a dos outros dias
Que qualquer lágrima rolava em minha face e ia,
Hoje foi tanta, que até a solidão pedia em pranto:
Que essa saudade não me doesse tanto.


José João
18/04/2.017
reedição (25/07/2.013)

domingo, 16 de abril de 2017

Que seja belo o meu pranto

Posto que em mim me tome o tempo,
Entre dores tão tristemente já sentidas,
Momentos de risos que até talvez fingidos
Se fizeram prantos ou mesmo sonhos perdidos

Que se ocupe de mim gentil saudade
A me fazer perder-me em tempos idos 
Como se para a alma fosse caridade
Buscar-me em momentos bem vividos

E se há de ser chorada em triste canto
Essa dor tão doída, essa tanta solidão
Que me seja belo nos olhos esse pranto

Se preciso hei de chorar fazendo versos
Em delírio da alma orando o teu nome
Como se só ele existisse no universo


José João
16/04/2.017

quinta-feira, 13 de abril de 2017

Hoje, o dia foi feito para chorar.

Hoje, as palavras não me importam, nem o sonhos,
Hoje não importam os caminhos um dia percorridos,
Só o silêncio me importa, só as lágrimas, o pranto
Que choro dentro de mim, que correm em meu rosto
Desde a alma que, ajoelhada, se entrega a dor do sentir
Um adeus que vai deixar para sempre uma saudade.
Hoje não quero falar, nem pensar, quero apenas silêncio.
Quero ficar dentro de mim, sozinho, entre solidão,
Angustia e essa louca vontade de chorar, preciso chorar,
Hoje, quero apenas sentir essa dor que me toma,
Que só eu posso senti-la, por ser tão plena, tão tanto,
Como se tivessem inventado outra maneira de viver.
Sei que não é apenas dor, essa dor que sinto agora,
Vai muito além de mim, do tempo, do que já vivi.
Sei, vai se fazer recordação, dolorida pela ausência,
Pelo remorso de não ter falado, não ter abraçado,
Não ter dito: te amo, não ter carregado no colo
Nos momento infantis onde amar, é mais que amar,
É transformar um mero viver em divina ternura.
Hoje, meu silêncio, minhas lágrimas, têm um nome
Que só minha alma sabe dizer... aos prantos

José João
13/04/2.017


sábado, 8 de abril de 2017

As vezes sentir saudade é viver

Foram tantas as despedidas! Lembro ainda...
Em algumas consegui conter as lágrimas,
Ainda disse adeus sem sentir tanta dor...
E o que ficou depois, foi apenas uma saudade sutil,
Sem angustias, só alguns momentos de incerteza.
Em outras, fingi sorrir, mas depois, sozinho,
Me entreguei ao pranto, um pranto convulsivo,
Desses que até a alma chora, faz a saudade ser
Muito mais que apenas saudade, faz os momentos
Tristes, a vida vazia, faz que chorar seja viver,
Uma vontade de fugir, de ir, sem ter pra onde,
De ficar em lugar nenhum, é um aperto no peito,
Um pensamento voando solto para o que passou,
Para os momentos que não voltam mais...prantos.
Uma vontade de ver, de sentir, de tocar...gritar
Mas tudo silencia e é tanto o silêncio que se faz
Que se ouve as lágrimas chamando no rosto
O nome que se quer ouvir. Tem adeus que se faz
Dor para sempre, que fica dentro da alma
Como se fosse preciso...para se estar vivo.

José João
08/04/2.017

segunda-feira, 3 de abril de 2017

O primeiro encontro

Tanto tempo!. Tantas outras emoções já sentidas!
Tantos outros sentimentos sentidos, vividos...
Mas não apagam aquele dia, único e eterno.
Lembro, e ainda sinto, o fragor daquele sentir,
Que mesmo em silêncio explodia dentro de mim.
Uma ansiedade quase doentia me tomava todo,
As horas se arrastavam lentas, preguiçosas,
Como se quisessem aumentar a angustia da espera,
Minhas mãos suavam inquietas, se enlaçavam,
Se faziam amigas como se se consolassem,
As pernas trêmulas me faziam sentir uma vontade
De parar, sentar, mas a ansiedade era tanta, que ali,
Em poucos passos,, caminhava sobre o mundo.
O olhar se perdia no caminho, tanto era a loucura
Que até dobravam esquinas levados pela ansiedade,
o peito arfava como se fosse pouco o ar do tempo,
A voz reticente, quase muda, contando as horas,
Murmurando um nome... num sentir mudo... quando
De repente ela diz, com a voz que até hoje choro
Quando penso ouvir: Estou aqui. Um tremor
Me invadiu, um quase desmaio me tomou, as mãos...
Mais suadas e mais trêmulas se perdiam em gestos
Não fosse minha alma com meus olhos falarem
Por mim, nada teria dito, tanto era a emoção.


José João
03/04/2.017


sábado, 1 de abril de 2017

Tristeza...é nunca ter amado

Estranhas as palavras que ouço no silêncio
Na verdade nem mesmo sei se são palavras
Mas me perco em ouvi-las e ... nada digo
Me falta voz, o que queria dizer foi contigo

Quantas vezes gritei com a própria alma,
Te amo. Com os olhos! Quantas vezes gritei?
Mas não sentiste ... nem mesmo me ouviste
E pra dentro de mim, quantas lágrimas chorei!

E hoje, já passado tanto tempo, lembro ainda
Dos momentos que em silêncio me ouvias
Quando minha alma chorava, o que sentias?

Não te esqueci, se o dissesse eu mentiria
Mas dor maior que a minha sei que sentes
Nunca amou, se o dizes, coitada, tu mentes.

José João
01/04/2.017


sexta-feira, 31 de março de 2017

...Foi o medo dos amanhãs

Talvez o meu silêncio seja o maior grito da solidão,
Dessa solidão que eu mesmo me permiti ao calar,
Em não deixar, talvez por medo, que minha alma
Te confessasse meus segredos, todos cheios de ti.
Hoje sinto esse vazio, essa ausência, essa falta,
Que faz meu olhar se perder no vazio do nada,
Na distância de além de mim, como se te buscasse
Nos momentos que poderiam ter sido eternizados
Com a ternura de um olhar que, não sei porque,
Nunca te dei, com palavras que sairiam da alma,
De entro de mim, dizendo de todos os sentimentos
Que me tomavam, mas... foi o temor, a incerteza
Por achar o amar tão imprevisível, me fiz silêncio,
Deixei a alma calar, deixei o tempo passar, e agora ...
Essa saudade que dói mais que todas, essa angustia
De não ter o gosto dos beijo que não trocamos,
De não ter confessado com a ternura de um olhar
Os sentimentos que eram teus. Me restou agora
Essa tanta falta de ti, esse olhar perdido no nada,
Aí finjo tua presença na saudade, nessa saudade
Que fez morada... dentro de mim.


José João
31/03/2.017
Esta imagem foi
gentilmente cedida
pela dona. Obrigado.


quarta-feira, 29 de março de 2017

Tudo foi tão de repente...

Hoje, nem sei porque, vieram pedaços de nós vividos
A tanto tempo! Tão fortes, que caminhei por onde passamos,
Senti a emoção de ter tuas mãos entre as minhas, até chorei.
Senti a ternura dos abraços, o afago dos lábios em ternos beijos,
Ouvi tua voz como se fosse canção acalentando meus sonhos,
E uma mistura de demência, loucura e carência me tomou,
Tanto, que não resisti e, timidamente, sussurrei teu nome,
Foi quando minha alma, numa explosão de angustia...
Se pôs a grita-lo com meus olhos e ele se escreveu
Em lágrimas no meu rosto como se cada uma fosse uma letra
Ou um pedaço de tempo que, com o pranto, se fazia saudade,
Se fazia carência, se fazia essa toda necessidade de ti,
Não resisti, até os menores detalhes se fizeram história, 
Detalhes que passaram despercebidos de nós dois,
Alguns, hoje, até de sorriso se fizeram, tímido, triste
Que não definia se era sorriso ou outra expressão de dor.
Não sei por que tudo chegou assim, de repente, sem avisar,
E as pressas, tive que fazer os soluços, as lágrimas...
Sorrisos fingidos, para poder sentir essa repentina 
Saudade de  ti. De outra vez avisa, que, prometo
Farei lágrimas mais bonitas, mais reluzentes, mais...


José João
29/03/2.017


domingo, 26 de março de 2017

Entre a saudade e um sorriso

Entre a saudade e um sorriso, esse sorriso sem gosto,
Meu coração bate forte, minha alma voa para horizontes
Desconhecidos. A brisa, talvez até por lembrança tua,
Me beija o rosto carinhosamente, fecho o olhos,
E te sinto na plenitude de um sentimento único.
Nesse momento, não importa o que diz o mundo,
É como se estivesse mudo, por que no silêncio
Que me fiz ficar, só tua voz, apenas ela, ouço dizendo
Coisas que nunca esqueci. Deixo que a leveza
Do meu pensamento vá te buscar entre os sonhos
Que sonhei contigo e até entre os que não tivemos
Tempo de sonhar, mas sonho por nós dois.
Quando essa saudade de te é maior que o tempo
Tudo fica tão pequeno, e nem sei como ela cabe
Dentro de mim, parece que a eternidade se divide
Em cada momento, para eternizar cada um deles
Como se cada um fosse uma história completa
De nós dois, que se fez de sempre.


José João
26/03/2.017
Foi autorizado o uso
  dessa imagem


As vezes chorar é tão fácil!

As vezes chorar é tão fácil! É como se fosse falar
Com o que ficou para trás sem nunca ter passado,
É como se a alma quisesse viver outra vez
O que não pode mais voltar, mas que dentro dela,
Nunca se foi, continua ali, sem se incomodar
Com o tempo. As vezes chorar é tão fácil!
É quando as lágrimas, por si só, querem acariciar
Um rosto triste que por tanta saudade se deixa
Marcar por sinais de dor que parecem pedaços
De uma história que não deveria ter tido um fim.
As vezes o chorar se finge num sorriso sem cor,
Sem brilho, sem vida, na vã tentativa de mostrar
O que é impossível de se ver, porque há muito
Já se foi mas, por milagre, sem deixar de existir.
Sonhos velhos, já caducos, em vagaroso passar,
Como se o tempo não lhes permitisse mais existir,
E eles, pela teimosia de tanto sentimento, insistem,
Em mesmo quase apagados, a se fazerem de recente
História, dessas que trazem saudade e lágrimas...
Por isso...as vezes chorar é tão fácil!


José João
26/03/2.017


sexta-feira, 24 de março de 2017

Minha eterna saudade de todos os dias

Uma vez, há muito tempo, até nem lembraria mais,
Não fosse essa saudade que se fez de sempre,
Como se a eternidade fosse coisa de todos os dias.
Amei... e posso ouvir minha alma, que ainda hoje,
Passado tanto tempo, em triste e silencioso murmurio 
Ainda diz: Eu amo. Os mais ternos momentos,
Como se o tempo fosse cúmplice de meus sentimentos,
Ficaram dentro de mim, não passaram, sempre vivos,
Me acalentam, me deixam entre sonhos e tristes sorrisos,
A certeza que um dia, amei. Ah! Como foi belo amar!
(E se é ridículo chorar uma dor de saudade, sou ridículo)
Hoje, na tristeza do silêncio de tua ausência, eu me perco,
E se ainda em mim houvesse lágrimas, choraria todas,
Mas desde muito meus prantos se fizeram voz...
Outras vezes se fizeram tua presença em meu rosto,
E quase sempre foram gritos desesperados da alma
Reclamando, pelo menos, essa saudade tua.
Quantas vezes, ainda lembro, te dizia que não saberia 
Viver assim, só...sem ter você, e não viveria, não fosse
Estares dentro dessa saudade eterna de todos os dias.


José João
24/03/2.017



O silêncio de um adeus


segunda-feira, 20 de março de 2017

Foi minha a culpa

Hoje percebi que todos os meus segredos se foram,
Se perderam entre as tantas vontades mortas,
Nos tantos sonhos que sonhei acordado, nas ilusões
Que jurava serem verdades. Não eram segredos,
Eram mentiras que minha alma inocente guardava,
Agora, sem sonhos, sem segredos, só o silêncio do tempo,
A angustia da solidão, por que até as saudades
Eram de momentos fingidos ditos com palavras vazias
Que minha alma, na ansiedade de entregar-se toda,
Acreditava como se fosse criança acreditando em fadas.
Ah! Se o tempo voltasse! Se permitisse que as histórias
Tristes pudessem ser (re)contadas e vividas outras vez!
Mas confesso, é minha a culpa, me dei tempo para ouvir,
Mas não dei tempo pra minha alma sentir o que ouvia
E assim me perdi caminhando por estradas sem chão
Porque as ilusões me faziam flutuar, me faziam ir
Sem nenhum rumo apenas indo onde as tentações
Permitiam ou mandavam. Quantos sonhos mentirosos
Sonhei? Quantos um: eu te amo, dito por dizer, ouvi
E acreditei! Pago agora o preço da incoerência,
Mas não me nego, desde que pague com lágrimas,
O único bem valioso da minha alma


José João
20/03/2.017



domingo, 19 de março de 2017

Uma declaração de amor.

Te amo. Não, nunca amei como te amo agora,
Nunca me senti tão repleto de alguém, 
Como te sinto dentro de mim, dentro de minha alma.
Sou teu, todo teu, me desfiz de tudo pra te viver,
Te amo. E só você faz a vida pulsar dentro de mim.
Me visto com a ternura de teu olhar, me embalo
Com o som de tua voz, como se fosse o cantar
Divino de um anjo me mandando ouvir e sonhar.
É tanto amor, que temo o mundo se fazer pequeno,
Que o céu tenha que crescer para cobri-lo,
Que a eternidade precise ir mais além dela mesma
Para que meu amor não se torne maior que ela.
Te amo, não com esse amor dos mortais,
Seria muito pouco, mas com um sentimento
Que até os anjos se admiram e me pedem
Para ensina-los a amar assim, tão e tanto.
Como te dizer desse amor com essas palavras?
Tão poucas e tão pequenas! Como dizer
De um sentir que o próprio infinto parece
Encolher-se quando minha alma, mostra alegre,
A exuberância desse amor tão forte? Tanto,
Que o próprio tempo se cuida de protege-lo.
Te amo assim, como se nada mais fosse preciso...
E... como se apenas Deus fosse maior.
(Pra você...que amo sem saber quem é)

José João
19/03/2.017
(12/2.013)

sábado, 18 de março de 2017

Um hoje só nosso.

Hoje meu coração ficou em festa, tua saudade
Chegou alegre, cheia de ti, de alegria, até de sonhos,
Não sonhos novos, mas os que sonhamos juntos. 
Até as lágrimas ficaram alvoroçadas em meus olhos, 
Querendo correr livres pelo meu rosto, escrevendo 
Nele o teu nome. Hoje foi perfeito, as flores imitaram 
Teu perfume, a brisa suave, meiga, parecia tua voz 
Sussurrando uma canção que só nós dois sabíamos de cor...
Lembro do dia em que a fizemos, entre beijos, carícias
E olhares inocentemente pecadores. Sorri e até senti
A emoção de estar contigo. Hoje, coração e alma
Se banharam com tua saudade, um em desmedido pulsar, 
A outra, até me surpreendi, sem nenhum pudor,
Lembrou até dos momentos mais íntimos de nós dois.
Meu pensamento, hoje, não deu lugar para o silêncio,
Esse silêncio que quando a saudade dói silencia tudo,
Até o tempo. Hoje não. Tua saudade veio risonha
Alegre, trazendo os momentos mais ternos, ainda vivos
E sorri baixinho, com medo dessa saudade alegre
Ir embora...o hoje foi só nosso.


José João
17/03/2.017

sexta-feira, 17 de março de 2017

Diz...apenas uma palavra

Por favor, diz apenas uma palavra, uma apenas,
Uma palavra qualquer, dessas que todo mundo diz,
Por favor, diz, juro que deixo minha alma acreditar
Como se fosse a maior verdade que ela poderia ouvir,
Diz qualquer coisa, nem precisa que me olhe nos olhos,
Pode olhar até através de mim, não me importo...
Uma palavra, mesmo dessas que vão na primeira brisa,
Palavra que por qualquer adeus se troca e se vai,
Mas por favor, deixa minha alma acreditar em sonhos.
Diz, baixinho, mesmo sem certeza no dizer,
Vou sorrir, vou chorar, vou gritar alto para o mundo,
Vou até fingir que foram palavras que sempre disseste.
O que te custa? Deixa que me achem ridículo...
Que sorriam de mim, não importa, apenas quero
Uma palavra, simples, nem precisa que diga com a alma,
Nem mesmo com o coração, apenas diz, já me basta.
Diz, que vou fingir ser confissão entre nossas almas,
Como fosse um hino que a tua cantaria só pra mim
Uma palavra, e ternamente a levaria sempre comigo,
Seria um terno sonhar para quem sabe que ...
Que nunca terá você.


José João
16/03/2.017


quarta-feira, 15 de março de 2017

Ainda estás aqui...em mim.

Nunca permiti que o tempo te tomasse de mim, 
Que te deixasse ir com o impiedoso esquecimento,
Cuidei para que ficasses, te fiz uma história perfeita,
Te fiz minha própria existência. Nessa minha loucura
De querer-te, respiro o perfume que deixaste 
Por onde passamos, brincamos, vivemos e amamos.
De todos eles fiz poesias que ninguém lê, são nossas,
Apenas nossas, foi tanto o amar, que me fiz egoísta,
Ninguém sabe dos versos que te fiz, só minha alma
Que, quando a saudade é muita, declama sozinha
No silêncio de uma solidão, até prazerosa, se é tua
A saudade que sinto. Te choro em lágrimas 
Que chamam teu nome, te vejo na imensidão
De horizontes que criei pra ti nos sonhos que sonho
Quando tua carência me faz rezar orações que invento
No clamor desesperado de pedir que tua ausência
Não doa tanto. Faço versos que ninguém sabe,
Guardo segredos, as vezes finjo que nem é sonho
Quando tua presença é tão forte, que te sinto
Pulsar dentro de mim como se fosses, a própria
Vida.


José João
15/03/2.017

terça-feira, 14 de março de 2017

Muito mais...muito além

Não poderia ter amado mais que amei, 
Me desfiz de mim, me vesti de ti, até nos detalhes,
Troquei o olhar, o sentir, troquei até os sorrisos,
A maneira de viver, tudo por ti. Não me permiti mais
Sonhar outros sonhos que não fossem os teus...
Nas noites, que juntos passamos e dormias, tua beleza 
De anjo mulher, a ternura, a inocência do teu dormir
Era tanta que pedia para a alma respirar por mim, 
Em silêncio, para que não espantasse teus sonhos,
E tu, como criança, no mais inocente dormir e sonhar
Me fazia que a alma se entregasse toda a admirar-te
E mais, e muito mais, se entregar toda por toda a noite
De feliz insonia e por toda a eternidade de cada momento.
Não sei por quais caminhos chegaste, sei apenas
Que sem pedi, em mim entraste e fizeste morada
No mais aconchegante pedaço de minha alma, e nela,
Ditavas o teu querer e eu, servo desse tanto amar,
Me deixava ficar na doce demência de um sonho
Que se fosse além de te amar, seria pra te amar
Ainda muito mais além.


José João
14/03/2.017



segunda-feira, 13 de março de 2017

Divina saudade.

A que deus devo agradecer essa divina saudade de ti?
Que oração para louva-lo tenho que rezar?
Ah! Essa saudade que me deixa repleto de ti!
Que faz a vida passar entre os dias como sonhos,
Por que em todos eles tu estás, como se fossem
Apenas um, um longo dia onde me entrego todo
E a alma se faz plena, como se tua saudade
Fosse vida e a ela toda entregue, numa doação
Infinita em que dois corações se tornaram um
Para fazer o amar ser mais belo, quase perfeito,
Numa entrega que vai muito além, até do mundo,
Esse mundo que, só pra nós, parou para nos dar
Instantes de eternidade que a mim preenche
Por nós dois. O que seria o mundo - me pergunto -
Não fosse o sentir essa saudade que deixaste?
Mesmo com prantos chorados entre dor e prazer
Numa descabida coerência que, de tão incoerente,
Me deixa que a dor seja tua falta, e a saudade,
Apenas ela, seja tua presença povoando 
Minha alma.


José João
13/03/2.017

sexta-feira, 10 de março de 2017

A solidão e eu

Não tenho medo da solidão, sem ela o que seria?
A solidão, pra mim, quase sempre é um lugar 
Perfeito para se estar. A ela conto meus segredos,
Sem medo de ninguém ouvir. Encosto minha cabeça
Em seu ombro, sempre amigo, e choro sem medo
Que me achem ridículo, se a solidão for muita
Posso até gritar, cantar, mesmo em desafinado tom,
Que ela, em silêncio, apenas me ouve sem nada dizer.
A solidão é meu pedaço mais intimo do tempo...
Com ela faço versos, invento histórias, brinco
De me fazer herói vivendo um amor que nunca vivi,
Declamo poesias inteiras que ainda nem escrevi e...
Não vou escrever nunca, declamei apenas para a solidão,
Que faz silêncio pra me ouvir, respeita a dor que sinto,
Cala o mundo se for preciso e me deixa solto, livre,
Para ir atrás de sonhos, correr em horizontes distantes,
Sentir saudades. A solidão sempre faz a saudade ser
Muito maior que a intensidade dos momentos
Que foram vividos. Ah! Essa solidão... tão cativa
Para quem sabe vivê-la! Por que sentem medo dela? 


José João
10/03/2.017



quinta-feira, 9 de março de 2017

A loucura dos poetas.

Dizem que os poetas são loucos. Mas que loucura?
Por apenas sentirem prazer na dor que sentem?
Por permitirem que a alma se deleite chorando prantos
Que contam histórias que ninguém ainda viveu,
Nem mesmo o poeta? Mas ele inventa amores,
Inventa saudades, até finge alegrias que não sente!
Por que são loucos os poetas? Por apenas brincarem
Com a solidão e dela fazer versos? Mas a dor do poeta
É diferente das dores que os outros sentem, e muito,
A dor da saudade que o poeta sente é cheia de ternura,
Tanta quanto a eternidade que viveu nos momentos
De um amor maior que tudo, do tamanho do sentir
Que só o poeta sabe viver. Ao poeta, maior que a dor,
É a certeza da entrega ao sentimento mais perfeito
Que alguém pode ter vivido. Os poetas amam assim,
Loucamente, intensamente, sem medo, sem temores,
E se a dor do depois, quando o adeus é dito, chegar
O poeta se desmancha em versos louvando a sorte
De ter amado tanto. E chora com lágrimas alegres
O privilégio de amar assim, como amam os anjos.
Se a dor do poeta é muito grande, ele sorri,
Com a certeza de que o amor que deu...
Foi muito maior.


José João
09/03/2.017


Ausência?! Para quem ama?!

Essa saudade que me deixa repleto de ti
Nunca me deixa sozinho, até de dentro da solidão,
Que por vezes insiste em ficar, tu me tomas, 
Me veste de ti, afasta de mim essa demente carência 
E...sou teu outra vez, todo e pleno. Somos para sempre.
Fizemos de nós dois uma única história, e nela
Vivo a plenitude que tua presença me faz viver.
Nem o adeus que não nos permitiram dizer
Foi forte para que pudesse nos deixar separados, 
Ainda em mim somos nós dois... só nós dois.
O tempo se fez passivo a este sentir que sinto
Por nós, a essa entrega que vai muito além.
Nossas almas brincam com a distância,
Não se separam, por mais longe que pareçam estar
Se juntam num valsar alegre ... se acariciam
E riem quando não entendem que a presença
De quem faz viver vai além de qualquer ausência,
Pra isso serve a saudade.


José João
09/03/2.017


quarta-feira, 8 de março de 2017

E assim Deus criou a mulher

(todos homenageiam as mulheres, eu não, eu apenas  
conto a verdade sobre elas)

Sexto dia da criação, Deus cria todas as criaturas
Que vivem em terra firme e declara este trabalho bom.
Para ver a beleza de sua arquitetura senta-se na raiz
De um pé de ipê, o mais perfeito e lindo que já houve,
E admira o que foi criado com esse tanto carinho
Que só um Deus único, poderia, com sua sensibilidade.
Divina, ter criado. Pássaros em serenos volteios, coloridos,
Povoam o espaço com graça e beleza, As flores, lindas,
Com seu perfume doce perfumando o tempo. Tudo, tudo
Muito bonito. Deus regozijou-se. E chegou o por do sol,
Lindo, cheio de cores, como todas as cores que só Deus
Poderia criar mas aí...Ele se sentiu triste, uma lágrima
Lhe caiu dos olhos e Ele percebeu incompleta sua criação
E perguntou: Quem continuará com o que criei agora?
Quem será capaz de, por mim, criar dentro de si
A vida? Quem? Perguntou Deus a Ele mesmo,
Será capaz de sofrer para perpetuar minha obra...
Sentiu sua obra inacabada, e ficou triste, mas ao ver
A lágrima que tinha chorado cair sobre a petala
De uma flor, fez seu mais perfeito milagre, 
Com um sorriso, que só Deus pode sorrir, com carinho
Divino, pegou a pétala e sua lágrima e ...FEZ A MULHER.
E a ela deu o Dom da criação. Foi aí que confirmaram
A perfeição de Deus...na criação da mulher.

José João
08/03/2.017


terça-feira, 7 de março de 2017

O que só o silêncio sabe dizer

Não sei se escutas, mas ainda canto teu nome
E uma emoção percorre desde mim até a alma
Num suave tremor de ansiedade, prazer e dor
E fico mudo, e uma surdez me toma o ouvir
De outras vozes, como se o silêncio precisasse
De apenas uma para lhe percorrer entre os vazios.
A cada instante chamo teu nome, e ele canto
Entre tristezas, ou até entre risonhas lágrimas
Que fazem da saudade um espaço pra viver,
E nos versos, os que tua ausência ensinou sentir,
Me permito, por ser tanto essa falta que fazes
Te guardar como sonho de infinda eternidade,
              Te deixar toda e comodamente dentro de mim             .
A completar-me como se sem te eu nada fosse.
Deixo que me tomes a teu prazer ou a gosto
Da saudade e me entrego pela tanta vontade
De fazer-me sempre teu, todo e sem reservas.
Dizer que ainda amo é brincar com as palavras,
É tentar dizer com elas, o que não pode ser dito,
Por que apenas a alma, no linguajar de um divino
Silêncio, pode te mostrar o que as palavras
São pequenas para dizer.


José João
07/03/2.017

segunda-feira, 6 de março de 2017

Será que tem alguém por aí?

Ei! Tem alguém por aí que possa me encontrar? Estou aqui,
Brincando de enganar a solidão, fingindo saudades
Que não sinto, contando histórias que não vivi.
Estou aqui, entre falsas verdades, incertezas e vazios,
Fazendo versos, rimando carência com risos fingidos,
Tem alguém por aí que saiba caminhar pelos sonhos
Que podemos sonhar? Conversar com a alma, em silêncio
De palavras e gritar com os olhos segredos que se farão
Descabidos por que elas se juntaram e se fizeram
A mesma história, gritando em risos inocentes
E nfantis brincando de ser para sempre o que sentem agora.
Tem alguém por aí que queira caminhar na direção do horizonte
Fazendo marcas no chão numa estrada que vai até além
De onde se pense em chegar? Que não tenha medo
Dos amanhãs? Ei! Será que tem alguém por aí esfregando,
Como eu, sofregamente as mãos, fingindo que são outras
Para enganar a alma de que não está só?
Será que ainda tem no coração uma poesia? Como o cantar
De um pássaro que não se preocupa num gorjear perfeito,
Se preocupa apenas em ser feliz cantando...amando.


José João
06/03/2.017


Deixa

Toma-me em tua saudade e me deixa, dentro dela,
Ser todo e plenamente teu, deixa que nela me embriague,
Como se bebesse a própria vida cheia de ti e dos sonhos
Que um dia sonhamos e agora, pra mim, se fizem sempre.
Deixa que essa saudade pulse dentro de minha alma,
E que ela murmure, grite ou sussurre teu nome
Na ternura de uma oração a ser rezada sem palavras,
Só com lágrimas, caídas dos olhos como contas
De um misterioso rosário que só essa tanta saudade
Faz rezar como pedido ou um fervoroso ato de contrição 
Que me faça todo teu, na eternidade de um existir.
Deixa-me, entre o vazio de tua ausência e o silêncio,
Ficar repleto de ti, que entre a angustia de tua carência
E a solidão te permita estar dentro de mim como vida,
Essa que preciso para me fazer vivo nos amanhãs
Que se farão todos primaveris enfeitados de ti
Com o perfume que deixaste perfumando o tempo
Que se recusa passar para que o esquecimento
Nunca se aproxime das minhas ilusórias verdades.
Enfim... deixa que essa saudade me permita..
Mais ainda... te deixar viva em mim... preciso.


José João
06/03/2.017


A poesia que a tristeza escreveu

Pensamentos se vão perdidos voando soltos,
Seguindo rastros em caminhos entre nuvens,
Como se  estas pudessem ser marcadas
Por passos, por lágrimas ou saudades.
O espaço se comprime dentro do peito,
Que se faz mundo para suportar a dor,
Essa dor que invade a alma, que fica
E faz morada como se dona do tempo ela fosse.
Tudo é triste, a casa vazia se enche de silêncio
E uma angustia tão grande quanto densa
Toma conta  de um coração em que o pulsar
É apenas uma outra maneira de chorar.
A casa se faz imensa, as portas se fazem grades
E as janelas são como meus olhos, abertos,
Mas sem nada ver... olham para o nada...
Dentro de mim como se eu fosse uma casa vazia
A solidão aplaude os versos que a tristeza recita
A angustia pede bis, mas a tristeza diz não,
Quer recitar versos novos, diz que tem tantos,
Como se cada uma de minhas lágrimas
Fosse luz em sua inspiração. Ah! Saudade!
Vou olhar estrelas, talvez assim, quem sabe,
Uma me grite alegre: Me olha ... me olha
Sou o reflexo dos olhos dela.

     José João
     (reedição)
      02/04/2.012

domingo, 5 de março de 2017

Gosto de brincar de fazer versos

Gosto de brincar (sozinho) de fazer versos, 
Versos risonhos, tristes, versos que as vezes
Penso que nem são versos, uns nem rima têm
Mas gritam o que sinto, falam de mim, de amores,
Alguns fingem que não são minha história, outros
Se perdem no tempo correndo de dentro de mim
Inventando sonhos, coisas que nem sei se vivi.
Mas gosto de escrever versos, com eles,
Converso comigo, me confesso, me desnudo
Alguns escrevo a lápis, quando a dor é muito doída,
Vã ilusão de apagar a dor se apago o verso,
Outros, nem escrevo, ficam guardados no tempo
Até irem lentamente para o esquecimento.
Alguns ficam inacabados, até se fariam história,
Não fosse a tanta angustia de escreve-los.
Mas gosto de brincar de fazer versos
Eles veem como se fossem donos de mim,
Não escolhem hora, não escolhem lugar, nada,
Apenas chegam me tomam, se escrevem e...
Contam minhas coisas como se fosse deles.

José João
05/03/2.017


sexta-feira, 3 de março de 2017

Talvez...até além do tempo

Minha alma continua perfumada de ti, e meu corpo,
Em doce convulsão quando confunde, com tuas carícias,
O roçar da brisa que se veste com teu carinho. Se a vida
Tivesse que ser vivida sem, pelo menos, essa saudade tua
Não seria vida, não valeria a pena, não seria justo...
Não existiria Deus. Não sei mais dizer que amo...
Não sei mais mirar em outros olhos os sentimentos,
Quaisquer que sejam, só os teus refletiam plenamente
O que sentia minha alma e o que, em silêncio, te dizia
Com as lágrimas  que caiam alegres em meu rosto 
Em verdadeiras confissões que ela não sabia esconder.
Grito, no desesperador silêncio de tua ausência,
Na angustiante dor dessa carência que deixaste,
Orações que nem sei rezar, fragmentos de orações
Que em desespero a alma inventa entre dor e saudade
E de joelhos, se entrega na tristeza que tua falta faz.
Ah! Não fosse essa saudade! As vezes triste, outras,
Timidamente desenhando um vago sorriso nos olhos,
Mas sempre dentro de mim, repleta desse sentimento
Que a imperfeição da vida não permite que se viva.


José João
03/03/2.017


Saudade é um vazio cheio de...

Nunca fui além de ser totalmente teu, me vesti de ti,
Roubei teu sorriso no silêncio de nós dois...
Quando nossos olhos conversavam ternamente
Contando nossos sentimentos para nossas almas
Risonhas, cheias de sonhos e de amanhãs perfeitos.
Te guardei dentro de mim, te fiz minha essência,
Te fiz minha vida como se só de te precisasse.
Não havia antes e seria insensatez pensar num depois
Tanto era a certeza do tempo e de nós dois.
(Mas o depois existe vem com um indevido adeus)
E faz fazer descobertas que apenas a alma sente,
Descobri o que é e pra que serve a saudade,
Saudade é quando os momentos vividos e passados
Ficam teimosos dentro da gente, como se fosse
Para o tempo parar dentro de nós. A mim serviu
Para me deixar vivo na eternidade de um sentimento
Que se faz o ar que se respira, é a voz que se ouve,
Dentro de qualquer silêncio como melodia única
Dizendo baixinho, em divino sussurrar: te amo.
Saudade é a presença de quem se foi para sempre
Mas fica eternamente dentro da alma da gente.


José João
03/03/2.017


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