quinta-feira, 30 de junho de 2016

As vezes milagres acontecem

A mim não me importa mais quem eu seja...
Caminhos! Qualquer um me serve...
Me fiz andarilho caminhando entre meus restos...
Rotas não tenho, não tenho portos para chegar,
Sem rumo, vagando nas ondas de marés
Revoltas onde os horizontes se vão sempre
Para além, para muito além de onde possa chegar.
Levo comigo tão pouco, mas de tamanho peso
Que meus ombros se curvam, a alma sangra,
Os olhos se perdem ao longe vasculhando 
Estradas vazias, perdidas,onde ninguém passou.
Passos trôpegos, incertos, sem certeza no pisar.
Ando com tão pouco, levo guardados em mim
Os tantos adeus que me disseram, as lágrimas
Que ainda não chorei, levo saudades doloridas,
Tristezas que nunca se fazem vencidas...
Só não levo sonhos, esses deixei pra trás...
Não valeriam a pena, ficaram desbotados,
Sem sentido se fariam apenas mais prantos
Mas quem sabe antes de qualquer horizonte
Encontre um sorriso que se perdeu, um olhar...
Um olhar em desespero buscando outro...
Ou quem sabe um coração sedento, com fome
De carinhos...assim como o meu!


José João
30/06/2.016


Nos meus sonhos... te amo tanto!

Te vi ontem. Até senti teu perfume, sorri contigo,
Ah! Esse teu perfume, doce perfume de anjo mulher.
Toquei teus cabelos, minhas mãos tremiam, suavam,
Olhei teus olhos, bem dentro deles, brilhavam sorrindo
E toda tua beleza se refletia no tempo ao abrir-se em luz.
Minha alma, por ti tão perto, na comoção do momento,
Entregou-se a um leve e sutil desmaiar e, lívida,
Murmurava entre lágrimas felizes e alegres sorrisos,
Silenciosas confissões de segredos guardados
Desde quando os sonhos, como presságios mágicos,
Vieram me contar de ti. Me perdi, as palavras
Se atropelavam, corriam do peito ao tempo, loucas,
Perdidas num dizer que não diziam e nem sabiam,
Uma mudez inesperada fez minha alma aflita
Implorar aos olhos que te falassem, te gritassem,
Te confessassem todo aquele sentimento que, agora,
Incontido, explodia em profusão... coitados dos olhos!
Que num olhar demente, extasiado, nem sabiam
Se te admiravam ou falavam o que a alma queria te dizer.
Mas de repente um mundo acorda dentro de mim,
E te vejo indo no caminho que um por do sol 
Fez especialmente pra ti... e ti vi ir... lentamente...
Para um mundo onde só mesmo meus sonhos
Podem te encontrar. Mas ficou guardado em mim
O por do sol em que foste, Nem me viste...
O sonho era só meu...mas mesmo assim: te amo


José João 
30/06/2.016


quarta-feira, 29 de junho de 2016

Juntando meus pedaços

Já me parti em tantos pedaços que nem sei de mim!
Cada adeus, uma saudade, a cada um ficava menos...
Iam-se pedaços da alma, parte do coração, sonhos...
A cada perda ficava sempre menos, sempre menor...
Só aumentavam os meus vazios, a solidão, a tristeza,
A carência fazia morada! Ficava tão menos que a alma
Corria aflita, quase louca, para dentro do meu olhar
Se uma brisa leve passasse por mim, ela jurava 
Ser carinhos de alguém.,. cada adeus que ouvia, 
Era um pedaço de mim que partia, ia sem dizer nada,
Sem olhar para trás, sem se importar com lágrimas,
Nem com angustias e assim fui me fazendo pedaços,
E os adeus acontecendo, as saudades se fazendo mais.
Até que um dia me percebi sem mim, só fragmentos...
Que perdidos, soltos como restos eram tantos
Que não se faziam eu. Sentei no tempo, busquei
Os momentos, juntei a mim o que sobrava da alma
E fui me refazer, trazer de volta os pedaços perdidos
Que tinham ido com adeus que nem mereciam tanto.
Busquei sonhos de volta, até sorrisos que estavam
Guardados, empoeirados, não encontravam momentos
Para sorrir, trouxe-os. Cuidadosamente fui me refazendo,
Juntando meus pedaços, colando com esperanças,
Com muito cuidado para que as emendas, e são tantas,
Não fiquem frágeis,,, e eu possa ser eu outra vez
Mesmo com as cicatrizes que ficaram.
E a fragilidade das emendas


José João
29/06/2.016



Meus segredos...

Ah! Quantos segredos dentro de minha alma!
Segredos guardados, escondidos entre lágrimas,
Dentro de sonhos que sonhei, ou de sonhos
Que ainda vou sonhar. Segredos que até a solidão
Me ajuda guardar, que o silêncio não fala nunca.
Segredos que grito ao tempo em soluços tristes
E que ninguém pode ouvir. Mas tenho muitos...
Alguns escondo dentro de sorrisos fingidos...
Outros, inventando olhares alegres, mas perdidos
No nada, vazios, olhando o que nem a alma vê.
Ah! Se meus segredos fossem rebeldes e saíssem
Se mostrando, contando ao mundo coisas de mim!
Mas eles se fazem só meus, por vezes se mostram
Em versos, em dores doídas que ninguém sabe
Se são minhas. Outras, fingem ser mentiras
As verdades tristes que conto em sutis prantos,
Ninguém sabe se são minhas as verdades
Que as poesias contam! Ah! Esses meus segredos?
Algumas vezes se fazem ousados, e se mostram,
E brincam de não serem segredos, mas isso,
Só quando a dor é tanta que ninguém acredita
Que se possa sofrer assim, aí dizem;
É só uma poesia! São meus segredos que fazem
As poesias parecerem criança: Quase ninguém
Acredita no que uma criança diz.

José João
29/06/2.016



terça-feira, 28 de junho de 2016

Quando não sei se existo

Sou um quadro em branco, um quadro vazio
Que ninguém pintou, uma moldura perdida,
Pendurada no tempo, um pedaço de solidão
Mesclada com uma tristeza que ninguém vê.
Sou isso. Uma quadro que nenhum pintor
Encontrou tinta para colorir. Mas existo.
As vezes até me sinto uma poesia, com versos
Incertos, rotos, alinhavados com angustias
Que se fazem, algumas vezes, costura, outras
Remendos. Poesias que nunca ninguém lê
Porque não contam histórias, nem de saudade,
Vazias de sonhos para amanhã, repletas apenas
De um sentir que dói dentro da alma...
Mas não se faz versos porque as palavras
São poucas para tanta dor. Mas existo
Algumas vezes me sinto uma melodia triste,
Uma melodia que ninguém pode ouvir...
As notas musicais foram feitas de silêncio
E os acordes se perderam no vazio de mim.
Mas existo. Algumas vezes o pranto...
Me lembra quem sou... é a única vez que...
Não sei se existo.


José João
28/06/2.016

domingo, 26 de junho de 2016

Existo... apenas existo

Um dia me perdi em sonhos que nem sei...
Refiz os dias, brinquei de viver, até sorri,
Corria entre as horas, traçava rumo a horizontes
Que se enfeitavam a cada tarde e... sempre mais,
Deixei que os olhos se fizessem caminhos 
E por eles a alma alcançasse toda a plenitude 
De sua própria existência, como se ser feliz
Fosse apenas viver, simplesmente viver...
Mas um dia...os sonhos se fizeram apenas ilusão,
Um dia triste, quando meus olhos gritaram
Desesperados; Te amo. Acho que até em lágrimas...
Os dela não ouviram, ficaram surdos, vazios,
Olhar vago, olhando distante, talvez até sem olhar.
Um silêncio cheio de nada tomou minha voz,
Deixei que os olhos, outra vez, e humildemente,
Falassem o que a alma cabisbaixa murmurava
Como fossem pedaços de dor que, num absurdo
Sentir, já se faziam pontiagudas farpas de solidão.
Então, sentei entre saudades e as tantas tristezas,
Me fiz sombra de mim e existo, apenas existo.

José João
26/06/2.016


quinta-feira, 23 de junho de 2016

Amanhã talvez...

Hoje não estou pra nada...as palavras se foram...
As poesias se esconderam por aí, não sei onde,
Se desencontraram das tantas saudades,
Os versos, cheios de vazios, voaram soltos...
Fugiram, devem ter ido procurar outras tristezas,
As minhas são tão antigas que se cansaram
De conta-las, faze-las histórias e... se foram.
Afinal, seriam histórias repetidas, das tristezas,
Das perdas, dos adeus, das carências, todas elas,
Que nunca se foram e se parecem tanto!
Apenas são diferentes as lágrimas que as choram,
Mas todas as lágrimas se parecem, só a alma
Da gente sabe a diferença, logo, na poesia,
Todas elas seriam iguais, por isso não estou
Pra nada, nem pra chorar, nem pra sentir saudade,
Muito menos para escrever versos, poesias,
Seriam só fragmentos, pedaços soltos de mim,
Não teriam sentido, seriam versos incompletos
Poesias inacabadas... amanhã talvez...quem sabe?

José João
23/06/2.016



...Me descobri feliz.

Sou feliz ainda, mesmo com as angustias,
Tristezas, mesmo com a dor das perdas,
Ainda hoje...descobri que, apesar de tudo,
Ainda estou vivo, mesmo sentindo 
Essa saudade que por vezes me faz chorar,
Outras vezes, mesmo com sorrisos tristes,
Me chega como se dissesse que amanhã
Outro dia virá e que tristezas e carências,
Que agora ficam, irão como se fossem brisa
Que vai sem caminho pra voltar. Sou feliz,
Descobri que dentro de mim tem um mundo
Ainda inocente, tem uma criança que brinca,
Que ainda acredita em história de contos de fadas,
Que os olhos choram alegres ao contarem 
As coisas da alma, quando em profundo silêncio
Ouve a Ave Maria como oração divina
De um canto angelical como fosse promessa 
De iluminados amanhãs. Me descobri feliz,
Porque mesmo em lágrimas, descobri...
Que ainda estou desperto para o amor...
Ainda posso amar.

José João
23/06/2.016


terça-feira, 21 de junho de 2016

Ser triste é o de menos

Ser triste... é o de menos, já nem me importa,
O que me preocupa é... como vou poder viver
Se um dia essa saudade tua for embora?
Me desespero, me entrego angustiado ao pranto,
Só em pensar minha alma treme, soluça...
Ajoelha-se em oração solene e implora em rezas
Que aprendeu rezar desde aquele adeus,
Que num silêncio afogado em lágrimas foi dito
Sem que nenhuma palavra fosse ouvida...
Desde aí a saudade se fez plena, se fez vida,
Me acalenta os dias, brinca de ti trazer de volta,
Brinca me dizendo que ela é uma gaveta
Que fica em mim cheia com teus guardados,
De coisas que deixaste por não poderes levar...
Como sorrisos, olhares, beijos, até os bom dia
Sonolentos, um bocejar numa manhã alegre,
Porque a noite se fez repleta de nós dois.
Me diz também que ela é um pedaço completo
De ti que ficou comigo e se choro... docemente
Ela me diz: Valeu a pena, tua vida pode ser triste
Mas nunca será vazia...ser triste é o de menos...


José João
21/06/2.016




Hoje a saudade foi maior

Não sei porque, mas hoje...mais que sempre,
Senti tua saudade, tão doída e tão terna,
Que me perdi, os sorrisos brincavam de sorrir,
Mesmo tristes como se a tristeza os quisesse apagar,
E os olhos, entre lágrimas e risos te buscavam
No tempo, iam longe, pelos caminhos perdidos,
Por onde só caminhavam os pensamentos.
Mas só havia um lugar onde puderias estar,
E estás... dentro de mim. Jamais te deixei ir,
Nunca me permiti ficar só, sem te ter por perto,
Nos sonhos, nas lembranças vivas de momentos
Que se fizeram eternos, guardados na alma,
Mesmo dentro do silêncio, quando a solidão
Insiste em chegar, mesmo quando os vazios
Fazem lacunas nos dias mais tristes, ainda assim,
Nunca deixei que te tomassem de mim...
Nunca permiti que o tempo usasse do esquecer
Para te levar a lugar nenhum, como se tudo,
Como se você, não fosse a vida que preciso viver


José João
21/06/2.016

sexta-feira, 17 de junho de 2016

Tu ...meu segredo mais perfeito

Ah! Se soubesses dos meus tantos sonhos!
Como te fazes dona de todos eles e de mim!
Ah! Se soubesses dessa minha vontade de sorrir
Com teu sorriso, dessa loucura de te sentir
Dentro de minha alma, povoando meus segredos,
Me fazendo sentir essa toda saudade dos dias,
Dos momentos que nunca vivemos...se soubesses...
Na minha solidão, nunca mais fiquei só, sempre estás,
Te sinto perto... sem me deixar nenhum vazio,
Até o silêncio que doía tanto, não é mais silêncio,
Agora se faz voz, chamando ternamente teu nome
Com meu pensamento que te busca entre os sonhos
Que só sei sonhar contigo, entre os olhares perdidos
Que te desenham nos horizontes que minha alma
Pinta como perfeitos quadros cheios de ti.
Ah! Se soubesses desse meu segredo?! 
Acho que minha alma ficaria rubra, trêmula,
Ficaria muda e apenas os olhos, timidamente,
Diriam o que talvez um soluço nem deixasse dizer
...Mas ...tu entenderias.


José João
17/06/2.016


quinta-feira, 16 de junho de 2016

Depois da tristeza...

Sempre se diz, talvez para consolar a alma,
Que depois das lágrimas, haverá de vir sorrisos,
Mas esquecem-se de dizer... até quando virão
Os prantos! A mim se fizeram tantos, que a vida,
Neles se encharca, e os sorrisos, se perderam
No tempo, ou pelos caminhos onde não passo.
Fiz de mim duas metades, uma cheia de tristezas
(dessas que sempre dizem; um dia passará)
A outra, repleta de vazios, sem nem pensamentos,
Na esperança que um dia (e tudo parece em vão)
Momentos cheios de sorrisos, sem lágrimas,
E sem nenhum adeus venham deixa-la completa,
E tomara, assim me encontre comigo mesmo.
Cansado, sentei no tempo, vendo as horas
Passarem lentas, sentindo a alma ajoelhar-se
E aos prantos, rezar orações vazias, sem sentido,
Num doloroso silêncio, desses que só se sente
Quando se está na mais completa e plena solidão,
Desses que nem a mais terna saudade faz passar
A dor. Assim, espero que, depois das lágrimas,
Me venha, pelo menos, o pedaço de um sorriso,
Mesmo triste, que alguém tenha perdido por aí.


José João
16/06/2.016

terça-feira, 14 de junho de 2016

Minha outra maneira de ...

As vezes, dentro da própria solidão...insistente...
Rio-me tanto da dor que sinto, chego a gargalhar,
A tristeza, com cara de surpresa, se esconde...
Dentro mesmo dos meus olhos, nem me importo,
Mas lá ela fica, não deixo que os olhos chorem,
E ela, acuada, angustiada, olha a solidão sem entender
E em silêncio pergunta o que há comigo! Rio-me.
Finalmente, solidão, tristeza, angustias, todas
Caladas, passivas, inertes, como se fossem nada,
Paradas em minha frente, me vendo sorrir,..
E rio-me as gargalhadas. A dor insiste em ser dor,
Retorce-se dentro dela mesma como se quisesse
Fazer-me senti-la com toda sua intensidade...
Pela saudade vinda de um adeus que ouvi.
Mas não deixo, me fecho dentro de mim...
E apenas permito que os sorrisos, os risos...
Alguns até escandalosos tenham a liberdade
De se exporem ao tempo como meu sentir...
Mas a alma aflita, já em aparente desespero
Grita: Desde que aprendeste a fingir e..
Chorar sorrindo...nuca mais chorei ...chorando.
Essa minha alma...não sabe guardar segredo.


José João
14/06/2.016




Quem disse que um adeus nos deixa só?

Quando te foste, foi como são todas as despedidas,
Nunca se fica só, apesar do adeus dito, em silêncio,
As vezes, em outras, em soluços convulsivos...
As lágrimas, como pedaços de dor vindas da alma,
Não nos deixam só, a ausência se faz cheia de vazios,
De temores, o medo dos amanhãs, até a solidão,
Repleta de silêncio, nos invade, e na demência...
De todo esse sentir ficam as lembranças..
Que o tempo faz mudar de nome e chama saudade.
Assim estou, acompanhado de tua ausência,
Que me toma todo o espeço, o ser, o existir.
Me acompanham, as vezes com tímidos sorrisos,
Os sonhos que sonhamos, em outras, as lágrimas,
Jorram aos prantos, e os sonhos se fazem dor.
Em vã tentativa tento, mas não consigo
Me esconder de mim, e me deixo ficar, assim,
Como se os ontens tivessem sido de sonhos,
O hoje fosse um despertar triste, e os amanhãs
Apenas medo...dessa dor ser ainda maior. 
Depois de um adeus...nunca ficamos só


José João
15/06/2.016







sexta-feira, 10 de junho de 2016

O milagre de amar.

Te amei...te amei tanto que esqueci meu nome,
Me vesti de ti, tomei teu sorriso e sorria por nós,
Vivia teus dias, teus momentos, como fossem meus,
Até meus sonhos eram os teus, e se por um descuido
Sonhasse sonhos que fossem meus, era contigo.
Me entreguei como se não precisasse mais de mim,
Só você me preenchia, até minha alma se fez você,
As vezes nem sabia qual das duas me fazia viver.
Ah! Mas o tempo, outros dizem destino, não sei,
Não permitem a entrega plena de duas almas,
Quando, por tanto amor, se fazem a perfeição 
Do existir, na mais terna e singela harmonia
De corações amantes que se fazem apenas um.
Não se importam com a dor, com as lágrimas...
Com a agonia sufocante de uma tristeza intensa
Que toma os dias, as noites, sufoca o sentir...
E tudo se faz uma saudade tão difícil de viver...
Tão difícil de não chorar quando ela vem...
Mas ainda, mesmo aos prantos, me resta
A felicidade de ver, que mesmo sem mim,
Tu és feliz...te amo...no silêncio do meu segredo,


José João
10/06/2.016

terça-feira, 7 de junho de 2016

Do tamanho da vida.

É no meu silêncio que encontro a mim mesmo, 
É a liberdade que a solidão me permite e se faz
Como fosse um pedaço do tempo ou de um mundo
Feito pra mim. Nela busco as histórias que vivi,
Sejam de angustias, de dores, tristezas, saudades,
Até sorrisos que uma vez ou outra a vida permitia.
Prantos, as vezes chorados sem aparente razão,
Quando a alma confunde amor e paixão, e por esta,
Também se chora...  mas só até qualquer amanhã,
Mas quando é amor, esse amor que entra na gente,
Que deixa os dias repletos de quem se ama. Ah!
Aí os amanhãs se fazem eternos, solidão e silêncio 
Se tornam intensos, do tamanho da dor que insiste 
Em se fazer infinita, muito maior que o adeus,
Do adeus que não se queria ouvir (o que dói mais)
É dentro do silêncio que me faço voz... e só dentro
Da solidão, amo outra vez o que nunca deixei 
De amar com a ternura de uma saudade...
Do tamanho da vida,


José João
07/06/2.016






segunda-feira, 6 de junho de 2016

A eternidade de um olhar

Um olhar, apenas um olhar, e minha alma
Se entregou serva, te guardou como relíquia,
Te tomou como dona e se fez toda tua...
Todos os momentos ficaram teus, os dias,
Num ir e vir risonho, todos ocupados
Contigo, repletos de ti, vividos por ti.
As palavras se perdiam, tão poucas eram
Nada diziam porque nada podiam dizer,
Os sentimentos não permitiam e o mais longe
Que podiam chegar era, infinito... ou eterno.
E tudo pra nós era muito mais...muito além.
Nunca me permiti ser menos que ser todo teu...
Até hoje, quando a saudade me chega,
De mansinho, vindo de dentro da alma,
Me toma em soluços, depois os olhos,
Sempre atentos ao meu sentir, se iluminam
Em lágrimas que escorrem lentas no rosto
Como se querendo escrever teu nome...
E um sussurro como se fosse um pedaço de dor
Saindo de dentro de mim, tenta dizer:
Ainda te amo


José João
06/06/2.016

As poesias! Enganam tanto!

Ah! As poesias! Enganam tanto! As minhas,
Por exemplo, me enganam muito. Nem sei
Se são realmente minhas! As vezes se misturam
Com sentimentos, com momento de outros,
Quando falo em adeus, aquele adeus que choramos
Ao ouvir, ou aquele adeus que ouvimos
E fingimos ser fortes, "impassíveis" e depois,
Escondidos, nos desmanchamos em prantos...
Você já ouviu adeus assim? Que chorou por dias...
Você lembra ainda? Não, não precisa lembrar agora...
Continue lendo a poesia. As vezes "minhas" poesias
Falam de saudade. Aquela saudade que ficou
Morando dentro da gente, que por mais
Que o tempo passe ela fica ali, forte, como fosse
De ontem, as vezes de um olhar, de uma palavra,
De um passeio em que se viu o por do sol
Juntos, mãos dadas, de repente um tremor,
As mãos timidamente se apertam, um olhar,
Um beijo! Você já sentiu saudade
De alguma coisa assim? Não, não sorria,
Nem feche os olhos, ou melhor...sorria
E continue a poesia...elas enganam tanto!!

José João 
04/06/2.016

sábado, 4 de junho de 2016

Um livro de saudades.

Nos olhos...uma tristeza com a cor da saudade,
Na boca, um gosto amargo de angustia, e a vida...
Indo, caminhando sem rumo, sem direção
Nem sentido. Apenas indo e impondo ao peito
Um sufocar de gemidos que não se fazem palavras
Porque a voz se perdeu no infinto desespero
De estar só, dentro do vazio de uma ausência,
Que existe desde quando um adeus foi dito.
O silêncio de um olhar se fez até sempre,
As lágrimas, caindo dos olho tristes, molhando
O rosto, arrastavam-se lentas na esperança
Que o tempo fizesse o adeus não ser dito.
Depois, um sepulcral silêncio dentro do tempo,
Caídos de joelhos, alma e coração choravam...
E o momento triste foi se eternizando, se fazendo
Vida, se fazendo história, e hoje ela se escreve,
Por si só, nas páginas amarrotadas e sem 
Cor de um livro de folhas velhas...esquecidas
Com apenas o título...saudade.


José João
04/06/2.016




quinta-feira, 2 de junho de 2016

O silêncio da alma

As palavras se esconderam de mim, partiram,
Talvez a procura de outras saudades, outras
Lágrimas...só sei que se foram, me deixaram só.
Minha voz se perdeu no silêncio, no silêncio
Da mudez de minha alma que hoje, preferiu
Calar-se, entregar-se de joelhos em clamores
Mudos pela tanta falta de sonhos novos,
Os antigos, se fizeram histórias tão doídas,
Que ela pede que não voltem mais,
E aos prantos, num sufocar-se de angustias,
Lhe vem em sonolento lembar, momentos
Que diz não ter vivido, assim finge que a dor
De agora nunca existiu. Pobre alma triste
Perdida no silêncio do tempo! Pobre voz
Que se perde entre soluços e prantos!
Pobre poesia que as palavras se recusam
A lhe fazer os versos, e nas entrelinhas,
Na mudez da alma calada do poeta...
Uma lágrima lhe cai no rosto triste...e...
Grita um nome,,,um nome... eternamente


José João
01/06/2.016

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