terça-feira, 29 de março de 2016

Ah! Como ainda sei sonhar!!

Sim, ainda posso sonhar, ainda posso sentir,
Ainda acho a primavera linda, as flores,
Os caminhos que levam ao horizonte...
Ainda sei dizer as palavras que a alma
Nunca esqueceu, mesmo já tanto sofrida
Mas entre sonhadora e carente sabe dizer.
Meus olhos ainda falam silenciosos 
Sentimentos ainda vivos dentro de mim,
Ainda sinto a ansiedade dos que amam,
O tremor na voz pela emoção da espera.
O tremer das mãos, o pulsar do peito,
Quando o tempo faz questão de se arrastar
Lento para que o prazer de esperar faça,
Do momento, a infinitude de uma entrega.
Ainda sei sonhar, ainda sei sentir a emoção
Da alma a tremer-se toda, em doce espera,
Sei ainda caminhar com passos lentos,
Mãos dadas, olhar perdido em outro olhar
Fazendo a mudez das palavras perfeito
Para ouvir os corações dizendo, te amo
No silêncio divino que só amantes entendem.
Ah! Como ainda sei sonhar!

José João
29/03/2.015






As vezes assim sou eu

Eu!! Eu sou artista, sou até boêmio,
Como boêmio sou poeta, faço versos,
Fiz versos pra lua, dela fiz minha amante,
As vezes inocente, outras misteriosa,
As vezes pura, outras devassa, indecente
Eu o boêmio, ela, despudorada.. a lua
Minha amante a deitar-se silenciosa e nua,
Embora promiscua, é com qualquer um
Bêbado que caia com ela na lama da rua.
Mas é ela que nas noites, me escuta em silêncio.
Me afaga, chora comigo, me ouve declamar
Versos vazios de poemas inacabados.
Sou artista, também sou palhaço, sei fingir...
Olhem meu rosto, olhem! Sempre alegre.
Se rio, se choro, quem sabe? Que importa?
As vezes sou mendigo, pedindo restos
De risos que não me deram, de olhares
Que fugiram, até por medo, As vezes
Imploro migalhas que sobraram de beijos
Que foram trocados sem emoção...
(Ah! quanta falta me fazem hoje!!)
As vezes estico as mãos, pedindo...
Pedir é uma prece que sempre se reza só.
É uma prece que ninguém reza junto...
Mesmo um pedido da alma... mas quem daria
Um pedaço de carinho, mesmo por esmola?

José João
29/03/2.016

segunda-feira, 28 de março de 2016

Por quê?

Minha  alma já nasceu assim, carente,
E entre tristezas, angustias e saudades,
Todas desconhecidas, se fez uma história,
Descabida, sem começo e já sem respostas.
Não sei como me chega essa vontade 
De querer ficar só, se o medo da solidão
Me aflige tanto que busco saudades
Que nem sei de quem ou de onde veem.
Me perco dentro da minha própria
Incoerência, no contraste de mim mesmo,
Como se eu fosse feito de sonho perdidos, 
As vezes, sinto falta de momentos
Que nunca vivi, saudade de amores 
Que, se amei, já esqueci ou nunca vi.
Minhas lágrimas, sem nenhuma razão,
(que eu saiba ou que sinta) inundam
Meus olhos, encharcam minha alma,
Afogam minhas palavras que sairiam
Como se fossem rezas perguntado:
Por quê? Já sem respostas!


José João
29/03/2.016









sábado, 26 de março de 2016

Bastava apenas um...eu te amo

Se um dia tivesses me dito, te amo
Eu jamais iria além que ser totalmente teu,
Faria ajoelhar-se a teus pés minha própria alma
A fazer-se submissa à tua vontade,
Entregar-se toda e sem reservas e, de ti,
Fazer-te única e toda razão de viver.
Se tivesses me dado um olhar, apenas um,
Cheio de ternura, no sublime silêncio
Que só as almas dos amantes podem entender,
Que só elas sabem ler, sentir e se fazer vida,
Eu me faria um pedaço de ti. Te faria
Meus motivos de sorrir, de estar e ser.
Te faria minha mais fervorosa oração...
Rezaria teu nome, vestiria  teu perfume,
Me esqueceria dos meus sorrisos, todos
Para sorrir com os teus, faria dos teus,
Os meus sonhos e os levaria comigo
Dentro da alma, cheios de ti, para sempre.
Ah! Se um dia me tivesses dito, te amo
Não estaria te amando como te amo agora
Abraçado com a solidão chamando teu nome.

José João
26/03/2.016

sexta-feira, 25 de março de 2016

...é do que preciso

Eu preciso viver, amar, viver sonhos verdadeiros
Fazer da vida o milagre de viver...viver...viver
Amar intensamente e me esquecer de mim...
Preciso de alguém, não precisa ser perfeito,
Que se faça para mim...mais importante que eu.
Que entre em minha alma, que me desnude,
Descubra meus segredos...é do que preciso.
De alguém que minha alma olhe nos olhos,
Ainda que seja com os meus olhos e...
Lacrimejantes, com luzidias e alegres lágrimas,
Digam, em divinal silêncio: Te amo, e...
Que as mãos se juntem, se entrelacem os dedos
E sigamos pela vida como se fosse nossa estrada.
Percorrer caminhos distantes, até além de nós.
Preciso dizer, com a certeza da divina loucura
Dos amante que nuca fui e nem irei além
De ser todo, completamente e para sempre...teu.
Preciso que me tomem de mim, que me façam
Ser apenas alguém que ama loucamente... 


José João
22/03/2.016




Hoje não tenho mais medo de ser ridículo

Hoje sinto graça das tantas vezes que chorei escondido!
Depois, em silêncio, conversava comigo mesmo
Até os olhos se fazerem meus outra vez, 
Até que ninguém mais pudesse perceber que choraram,
Até que  os soluços se aplacassem dentro do vazio
Das palavras escondidas no meio da dor que sentia.
Quantas vezes, chorei sozinho entre as flores
Que pareciam me ouvir caladas, mudas 
Como se respeitando a dor que chorava trazida 
Por uma saudade que não sabia dizer, 
Só sabia sentir e, escondido, chorar ...sozinho
Como se para isso apenas eu me bastasse...
Ah! Quantas e quantas vezes!! Até me perdi.
Hoje rio de mim do que fui, de como eu era
Por que hoje meus olhos perderam o pudor...
Minhas lágrimas perderam o temor de saírem
Ao tempo contando minhas angustias e medos,
Aprenderam a contar meus segredos e os da alma,
Hoje os prantos saem efusivos, em qualquer lugar,
Sem se importarem que me achem ridículo.

José João
23/03/2.016




sábado, 19 de março de 2016

Quem sabe da alma do poeta???!!!!

Oh! Pobre criatura, a mim dizes, e que ridículo!
Conhecer do poeta sua alma! Será que pensas
Que o poeta é esse que tu imaginas que vês?!
A mim farás rir, se pensares assim outra vez.

O que sabes do poeta  dessa dor de agora?
Ora cala-te. Põe-te a ver tua própria alma
Que essa dor talvez sejas tu quem chora
E o peta te trás nos versos essa doce calma

Diz-me, olhando nos olhos, será que acreditas?
Quando dizem que os poetas têm medo de amar?
Coitada! Ainda ouves essas mentiras malditas!
Ora, vês! Ao poeta também é prazeroso chorar

Razão de viver?! Isso as pobres almas buscam
Essas que se entregam às passageiras paixões
Os poetas vivem pelo tanto que eles amam
Que fazem de pousada, infinita, seus corações

E se um dia a mim vieres com tuas dores?!
E se meus versos, te aplacarem o dissabores?
Se for esse teu sentir, essa tua dor uma tragédia?
Quem sabe o poeta te faça dessa dor uma comédia?

Ora! Pobre criatura, a mim dizes, e que ridículo!
Conhecer do poeta sua alma! Será que pensas
Que o poeta é esse que imaginas que vês?!
De te sentirei pena se pensares assim outra vez

José João
19/03/2.016

sexta-feira, 18 de março de 2016

Não sobram lágrimas pra mim!

Essas minhas lágrimas! As vezes se recusam chorar
Dores que sinto, saudades tardias, sonhos quase perdidos,
Que vez ou outra chegam fortes. Se recusam e dizem
Que têm outras dores, saudades novas, adeus de ontem,
Mas na verdade elas querem chorar uma outra saudade,
Uma que a alma nunca se permitiu esquecer e às lágrimas
Ela mente, diz que é dor de ontem, para serem sempre novas,
As lágrimas que choram essa saudade. Minha alma!!
Alicia meus prantos, engana meus olhos, chorando triste,
Diz que eles, os olhos, são suas mais puras  e luminosas
Janelas, por isso têm o dever de chorar uma dor que é só dela.
Assim, não posso chorar momentos que foram meus...
Minha alma, egoísta, pega o pranto só pra ela,
Me deixa vazio para chorar as dores que me afligem.
A mim cabe apenas alugar as noites, sentar em silêncio
Com a solidão, as vezes caminhar com minha sombra,
Isso quando um raio de luar, que foge por entre as estrelas
Fica comigo até a noite madrugar, e tudo, lentamente,
Começar acordar e...me console dizendo que são minhas
As lágrimas da madrugada quem vêm como orvalho.

José João
18/03/2.015





Brincando com a solidão

Começo com uma letra no começo de cada verso,
Assim como se fosses tu, que nem conheço...
Roubando-me momentos que nunca vivemos
Levando meus sonhos a sonharem contigo!
Ah! Essa carência! Parece mágica!

Já, um outro momento me dá outro nome,
Oceano a fazer-se lembranças dentro de mim,
A invadir-me em desconhecido prazer
Na ansiedade incontida de viver a vida,
As horas, com quem... não sei, mas viver.

Mas que loucura é essa agonia insana!
A me encher de angustias que me fazem
Rabiscar nomes de quem nem conheço
Indo a esmo no começo dos versos
A escrever poemas que nem sei pra quem!

Nem sei de quem são esses nomes...
E nem me preocupo em sabe-los
Nada dentro de mim me faz chama-los
Hoje, foi essa carência incontida da alma,
Uma vontade de sorrir, de ser feliz,
Me fez buscar nomes e rostos que nunca vi
A viajar nessa loucura que a carência faz.

José João
18/03/2.016







quarta-feira, 16 de março de 2016

Ontem

Ontem ouvi tua voz dentro do meu silêncio,
Te carreguei nos meus sonhos, te fiz estrada,
Te fiz caminho, para encontrar outra vez minha alma,
Perdida dentro do angustiante vazio de mim.
Ontem te fiz canções, chorei tuas lágrimas, me busquei
Em tua lembrança, nos momentos que ficaram
Dentro da saudade que não se vai nunca.
Brinquei de esconde-esconde com nossos sonhos,
Ia busca-los lá dentro da alma, guardados com carinho,
Como se fossem pedaços únicos de um passado
Que não passa, está sempre como se fosse ontem,
Para que a demência do esquecimento se esqueça
De encontra-lo. Ah! Ontem, até escrevi poesias!
Fiz rimas de nós dois, rimei coração com paixão,
Rimei flor com primavera, tão mágico foi o ontem!
Os poemas brincavam nos olhos, no tempo,
Brincavam de se fazer criança e correr dentro de mim
Na ansiedade de se fazerem ainda nossa história,
Ontem, foi um ontem mágico em que um sorriso 
Flertou com a tristeza e nasceram lágrimas ...
Brincando de te desenharem no meu rosto.

José João
15/03/2.016


Eu e a tristeza, hoje choramos juntos

Minhas mãos, tremulas, acariciam meu rosto, 
Tateiam suas marcas sofridas e choram juntos,
As mãos parecem querer, no rosto, escrever poemas
Com as lágrimas que como versos vazios se fazem
Silenciosa história que a alma conta sozinha e triste,
Sem nada fazer, além de chorar sua própria angustia.
As mãos, nervosas, percorrem um rosto que nem mostra
A dor que sente, tanta é, que se contorce num esforço
De fingir, num sorriso, tudo que sente e nada diz.
Um olhar foge na demência do tempo... e vai,
Perdido entre caminhos que nem exitem, na imensidão
De uma solidão tão grande que até o silêncio se faz grito,
Estridente, fazendo eco entre os pensamentos perdidos.
Parece que todas as saudades se fizeram um só dor,
E uma estranha vontade de chorar mais e sempre mais
Até se faz descabida pelas tantas lágrimas que já chorei,
Foram tantas que meus olhos se inundaram, se afogaram,
Que até a tristeza, compadecida, me ajudou chorar,
E dividiu comigo essa tanta dor.

José João
16/03/2.016





segunda-feira, 14 de março de 2016

As vezes o passado é tão presente!

De muito, muito, muito longe, uma canção
Vem cantada no silêncio da saudade
Dizendo nomes que nem lembrava mais,
Mas agora, cada um nome se faz uma lágrima
Cada um se faz uma história,cada história um adeus.
Tudo se confunde, são tantos, os momentos,
Alguns se desenham inteiros no pensamento,
Fazendo a dor ser mais doída, Outros se fazem 
Fragmentos, sonhos quebrados em pedaços,
Na desordem do lembrar, do sonhar e do chegar.
Quantas vezes tentei aumentar essa distância
Fazendo do tempo, espaço para correr. fugir,
Me escondendo atrás de outras histórias novas, 
Mas nada apaga o que foi tão verdadeiro,
Tudo se acende na nitidez da existência
De cada um nome, cada olhar, cada sussurrar...
Tudo se faz tão vivo, que as vezes até duvido
De que são apenas lembranças.

José João
13/03/2.016

sábado, 12 de março de 2016

Coisas e dores avulso

Restos de poesias atiradas num chão invisível
Onde só o poeta pode ver, palavras aflitas
Querendo ser ditas, escritas, gritadas
Mas se fizeram silêncio, não cabiam na dor do poeta.
Não naquela dor que ele chorava agora.
Talvez até coubessem em outra dor, em outra poesia.
Poesias inacabadas, guardadas numa gaveta mágica,
Que só o poeta pode abrir, estavam misturadas
Com velhos sonhos, lágrimas antigas...
Até mesmo poesias que nunca foram escritas
Porque não contavam a dor completa sentida pelo poeta,
Estavam também adeus, cheios de rancores...
Saudades doídas, sorrisos mortos, olhares sem cor
Tudo guardado na gaveta mágica, sem trancas
E só o poeta sabe buscar seus guardados, 
É quando a alma precisa chorar dores antigas,
Não que ela queira, é o pensamento que trás...
Por que agora, o que foi a mais extravagante rotina
Se faz uma saudade muito difícil de sentir!
Tão difícil que o poeta não sente sem chorar.

José João
12/03/2.015


terça-feira, 8 de março de 2016

Eu e os outros ...eu

Sempre que me pergunto quem sou... vejo
Que não sei quem sou. As vezes me pareço um menino,
Olhar pedido no tempo, com pensamentos inocentes,
Jurando que vai ser feliz, ter sonhos coloridos,
Brincar de viver sorrindo entre momentos infinitos.
Outras vezes me sinto um homem com medos
Descabidos, em desespero quase incontido,
Por não saber se ainda saberá sorrir se um dia precisar.
Um homem que caminhou por tantas estradas...
E em cada uma deixou um pedaço da própria alma...
Deixou palavras soltas sem saber o que diziam...
Deixou adeus ditos sem razão e sem certeza... mas...
Foram ditos, feriram tanto quanto o que foram ouvidos.
As vezes me sinto até poeta...poeta de poesias tristes...
De rimas soltas e versos inacabados, de sonhos mortos
Que não se fazem mais história, poeta das horas vazias.
As vezes até me sinto um livro...páginas amareladas,
Empoeirado por ser uma história que ninguém quer ler,
Outras vezes me sinto eu...cheio das tantas duvidas...
De perguntas sem respostas. Cheio de vazios e tristezas...
De saudade doídas, de remorsos que machucam...
As vezes doem tanto que sinto as lágrimas, em incontida
Vontade, chegarem aos olhos...mas aí...aí chamo o poeta
Ele que chore minha dor nos seus versos. 

José João
08/03/2.015

Minha estrela cadente... é mesmo estrela

Não sei por que chamam de meteoro 
As estrelas cadentes! Pra mim serão sempre estrelas...
Minhas estrelas cadentes. Lindas, mergulhando na escuridão
Como flechas flamejantes, me enchendo de desejos...
Me fazendo ser outra vez a criança alegre, olhar risonho,
Perdido no espaço a procura de uma. Elas me fazem
Viver momentos que apenas em sonhos posso viver...
Deixam esperanças vivas dentro de mim a cada pedido,
Com palavras atropeladas, como se fosse um menino,
Correndo atrás da felicidade, correndo com um olhar
Ligeiro atrás de uma  que, lá longe, lá perto do céu,
Parece, por um segundo, ouvir meus anseios, 
E lá vai ela, como um anjo de luz, guardando meu segredo,
Ninguém pode saber, só nós dois, senão o pedido
Não se realiza. Muitos ficaram perdidos com ela,
Ainda não aconteceram, mas é que minha estrela cadente
Voou tão longe que ainda não voltou com os pedidos que fiz
Mas um dia ela vem de volta e meus pedidos satisfeitos...
É assim que minha estrela faz , ela é  como fada mágica  
Me enche de sonhos lindos, cada pedido que ela leva,
É um sonho que deixa comigo...até que se realizem e...
Se não acontecerem, que importa? Logo vêm outra 
Estrela cadente...e outros pedidos..outros sonhos... 
Outra esperança e...

José João
08/03/2.015


segunda-feira, 7 de março de 2016

Quando é só tristeza.

Ontem não quis saber de nada, nem de pensamentos.
Fui apenas, entre os sonhos, me buscar..não sabia de mim.
Apenas ouvia a alma cobrar, entre soluços, minhas histórias
Vividas em momentos que nem lembrava mais...
Sei que o tempo se perdia entre os espaços vazios
Que insistiam em se fazer berço para a carência
Ser mais doída, tanto que nenhuma saudade chegava
Para enganar o pranto, que chorava por tristeza mesmo.
As vezes a saudade ternamente se mistura no rosto... 
Aos olhos dá lágrimas, aos lábios um sorriso, diz ela
Que é um sorriso, mas dessa vez era de tristeza que chorava.
Quase enlouquecia com o silêncio, ficava patético
Sussurrando em meus ouvidos coisas que não entendia,
Como se quisesse me deixar desperto para dor ser mais dor.
Por vezes até pensava ser a solidão aliciando minha alma
Com promessas que não se cumprem nunca... a solidão!
A solidão é tão mentirosa e imprevisível!!
As vezes, quando existe um adeus que dói pra sempre,
Até entre a multidão ela nos toma, e fica, e o silêncio,
As vezes inocente, por vergonha se esconde no tempo
Em volta da gente.

José João
07/03/2.016




quinta-feira, 3 de março de 2016

A dor de uma ausência

Tua ausência, nas noites, fica mais doída,
Aumenta os vazios de dentro de mim...machuca,
Faz as horas se arrastarem lentas, sem pressa...
Faz a angustia se sentar no tempo, faz a tristeza
Espreitar ansiosa a porta entreaberta da alma, 
Que, coitada, aflita se senta no nada pra poder chorar.
E a saudade, reticente, muda, com passos incertos
Se aproxima como se estivesse com medo de chegar,
Como se não tivesse certeza de poder sentar-se
Dentro de mim e se fazer oração rezada com os olhos
Em um rosário de lágrimas que avulso, se atiram
No meu rosto como se fossem carícias tristes
Na vã tentativa de me fazer pensar que não estou só.
A solidão grita, estridente, dentro da alma, como louca,
Como se estivesse em pleno cio com a noite...
A parir pedaços de sonhos que não se criam mais,
A parir pedaços de nada para a dor ser ainda maior.
De repente um suspiro, como se fosse um lamento triste
Acorda o silêncio...era o eco de meu pensamento
Tentando gritar teu nome.

José João
03/03/2.016





Te amo e não sabes! Que importa?

Ora mais... que egoísmo! Insano! louco e vergonhoso!
Não me permito senti-lo se é tão verdadeiro o que sinto.
Se te amo (e te amo) sem que de mim tu saibas...
Que importa? Isso se faz tão pouco...apenas te amo.
E me basta. Te ponho em meus sonhos, em todos eles,
E em cada um te fazes o mais importante de mim.
Que importa que não me conheças e de mim não saibas?
Se me tomas todo, me preenches os momentos...
Meus pensamentos, cheios de ti, acariciam minha alma,
Que culpa tens se é minha alma que precisa da tua!?
Se é minha alma que se faz passiva a essa vontade...
Essa tanta vontade de apenas te amar...te amar.
A beleza do amor é apenas amar...é assim, tão simples.
A saudade que sinto de te é mais completa, perfeita, até,
Por que me fazes sonhar sonhos que nunca vão acontecer
E o que nunca acontece não pode ter imperfeições.
E se um dia te olhar nos olhos?! Os meus vão morrer de rir!
Por esconderem um segredo que não imaginarias nunca...
Depois, quando estiver sozinho, eles se abrirão comigo,
Com minha alma e com o sentimento, e suas palavras...
Em forma de lágrimas...gritarão aflitas em meu rosto. ..
E o que te importaria isso?

José João
03/03/2.016



quarta-feira, 2 de março de 2016

Eternamente

Recordações, sentimentos, sonhos...pensamentos,
Me fazem pensar que sempre vais estar aqui...
Em minha frente, brincando de se fazer saudade,
Brincando de fazer eterno os momentos vividos,
Sem permitir que outra história aconteça, por que tudo...
A plenitude do viver, a existência do sentir, se fez você,
Só existe você na beleza plena, no sentir incontido
Que explode de dentro da alma para fazer viver outra vez
Todos os momentos, todos os olhares e confissões 
Que a alma, em perene oração, rezava sussurrando teu nome.
Não me pergunto mais por mim...e nem me importa saber
Se toda essa saudade não te trouxer de volta,
Num sentir único de momentos que nunca passaram,
Ficaram aqui dentro de mim, sempre fazendo
Uma saudade nova, com lágrimas novas para chorar
A plenitude de uma entrega infinita, sem detalhes.
Sem pedaços. Porque esse sentimento, por tanto eterno
Se fez completo...em mim...até nos sonhos.


José João
02/03/2.015



terça-feira, 1 de março de 2016

Minha divina loucura

Não sei por que me chegas tão forte assim!!
Não sei quem és, nem onde estás, mas me tomas
Todos os pensamentos, invades minha alma,
E comodamente ela te acolhe sem reservas,
Te entrega meus segredos em serenas confissões.
Me fazes sentir uma falta estranha como se sempre
Estivesses aqui, tão perto que se põe dentro de mim,
E toda essa saudade que nem sei se é mesmo saudade,
Me invade, se apossa do meu sentir que até ouço tua voz,
E a minha, como se fosse minha loucura, sussurra
Pra dentro da alma um nome que nem sei se é teu.
Estranho esse teu me tomar, esse teu me invadir,
Me levar, em ternos devaneios, a passear contigo,
Entre flores primaveris, entre sorrisos tão inocentes,
Como se a inocência da própria loucura me fizesse
Ser teu numa entrega plena na infinitude do tempo.
Não sei se são sonhos ou saudades perdidas
Que tomam  tua forma, te fazem minha razão,
Te dão vida nessa minha carência tão vazia

José João
29/02/2.016




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