quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

Brincando com o tempo

 Ontem me perdi brincando com o tempo,
Até o esquecimento se rendeu e conversamos os três
Sentados na raiz de um florido pé de flamboyant
Que nem existia mais (como disse, estava brincando
com o tempo) Tão boa a conversa que chegaram sonhos...
Tão antigos que até o esquecimento pensava
Que eu já os tivesse esquecido, acho que foi o tempo
Brincando de ser mágico e trazendo até saudades
Antigas que já havia chorado... há tanto tempo!
Conversamos sobre os adeus que ouvi, e surpreso,
Ouvi o florido flamboyant, dizer que. um dia,
Ele me viu, encostado nele, chorando um adeus
E com tantas lágrimas que lhe regou as raízes,
(achei um certo exagero) mas o tempo confirmou,
E até o esquecimento (as vezes omisso em casos
assim) disse que não havia me permitido esquecer,
E essa saudade, antes tão distante, se fez de ontem
E chorei com lágrimas novas.., ela outra vez.
Ontem, eu, o tempo, o esquecimento, a saudade,
E até o pé de flamboyant (que nem existe mais)
Falamos tantas coisas de mim, que hoje, a alma
Nem sabe mais por qual história chorar... 
Apenas chora.


José João
21/12/2.016

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