sábado, 12 de novembro de 2016

Minha outra oração

A ti, te peço de joelhos, entre as tantas lágrimas
Que ainda me permites chorar, ao me fazer saber
Que ainda posso amar, como se amar fosse viver.
Ainda que a dor da solidão, que aos gritos me tortura,
Me diga que não acredite que me possas ouvir...
Me diga que para tanta dor, só as blasfêmias aplacam,
Mas minha alma, embora tão só e tão carente,
Ajoelha-se ao tempo em orações que a angustia
Ensinou rezar, passiva e solene, ergue os olhos,
Te abre os braços e pede: Me faz que a solidão se vá,
Que essa tortura do vazio também e não deixem rastros.
A ti te peço ouvir-me, faz que essa saudade doa menos,
Que outros caminhos tragam de horizontes ou do tempo
Coisas novas pra sentir, sorrisos novos pra sorrir,
Olhares que nunca vi, que mesmo falando idiomas
Que não conheço me façam entender de amar outra vez.
Se minhas orações chegarem todas desencontradas,
Entrecortadas com soluços, em fragmentos inaudíveis,
Por favor olha a suplica dos meus olhos, nas lágrimas,
Que minha alma chora como fervorosas orações...
...Por favor.

José João
12/11/2.016



Um comentário:

  1. O amor é em tudo uma oração e a oração faz viver o coração José João...
    Lindo seu poema.
    Um abraço!

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