quinta-feira, 3 de novembro de 2016

Esse meu silêncio que fala tanto!!

Eu e meu silêncio, sentados entre a tarde e um vazio
Que se estendia infindo pelo tempo até no horizonte
Que brincava de trazer sonhos que nem sonhados foram.
Calados, porque a voz nem sempre é preciso pra se falar
Ainda mais quando falamos de saudade, de ausência,
Falamos de coisas que só mesmo o silêncio entende...
Até as lágrimas que vêem só ele entende, nos olha
E nada diz, como se ele, por si, já fosse nossa voz.
Buscamos sonhos antigos, risos caducos de velhos,
Que nem lembrava mais, perdidos no esquecimento,
Lágrimas antigas viriam se já não as tivesse chorado,
Mas os olhos insistiam em chorar com lágrimas novas
A dor de tanto tempo, que veio de carona com um adeus
Que pensei, nem doesse mais, tivesse ficado no tempo
Perdido como pedaços de histórias que a alma esqueceu.
Mas o silêncio... sempre se faz mais forte, pára tudo,
Rebusca nos mais escondidos "cantos" da alma,
Saudades escondidas, lágrimas antigas, que se esconderam
Por achar sempre que nem uma dor lhes valia a pena vir,
Até poesias inacabadas o silêncio traz e  brinca com elas
Que as vezes voltam completas como se a história
Tivesse sido mudada. Ah! Esse meu silêncio...
Que não se cala nunca!!


José João
03/11/2.016


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