quarta-feira, 23 de novembro de 2016

Era uma vez um sonho que...

Era uma vez, há muito tempo atrás, um sonho,
Um sonho desses que se sonha quando a carência
Toma conta da alma e a faz perder-se na tristeza
De todos os dias. E o sonho não se faz verdade,
Continua apenas esperança, e os dias passam...
O sonho vai envelhecendo, vai ficando caduco,
Os detalhes vão se perdendo, ficando esquecidos,
Lentamente cedendo lugar a uma mórbida tristeza,
E uma saudade, mais doída que qualquer saudade,
(por ser saudade do que não se viveu) toma conta
Da alma, a carência fica do tamanho dos dias,
Que lentos, como se não quisessem passar,
Como se estivessem esperando chegar a solidão,
Que vem sem pressa, por saber que a alma, triste,
Está aberta pra que ela entre, se aposse, tome conta
Dos pensamentos, se faça única dona do tempo.
Era um vez, há muito tempo atrás, um sonho
Que deixou de ser sonho, não porque aconteceu...
Mas porque se perdeu no tempo e nunca mais voltou.


José João
23/11/2.016


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