sábado, 1 de outubro de 2016

Um ontem para sempre

Ontem, dancei com o tempo, uma musica
Que nunca tinha ouvido. Hoje acordei no silêncio
De uma saudade que até pensei ter ido embora,
Mandada pelo ontem, mas não, o ontem é que se foi
Num silencioso ir, como apenas tivesse sido um sonho,
Tudo em volta ficou vazio, ficou triste. Os soluços
Se perdiam entre palavras reticentes, uma vontade
De chorar, vinda da alma, chegava aos olhos, úmidos,
Tristonhos, cabisbaixos, com medo de olhar o tempo
Como se este fizesse a dor ser maior, ser mais sentida.
O ontem, fez hoje, essa saudade nova ser mais doída,
Porque faltaram palavras... as que não foram ditas,
Segredos que não foram contados, almas que, de longe,
Se tocaram em apenas poesias, não disseram das vontades 
Que sentiam. Não ficaram rastros, porque nem caminhos
Existiram, ficou apenas a promessa de um por do sol,
E minha alma, pela loucura comum de toda alma amante,
Regozija-se, e a cada por do sol se veste toda de ternura,
Se perfuma de saudade e se põe a espera-lo, atenta
A qualquer sopro de brisa, que jura ser um beijo.
E assim o ontem se fez eterno, vai existir, eu sei,
Enquanto houver um por do sol ...um ontem eternamente
...Para sempre.


José João
01/10/2.016


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