segunda-feira, 24 de outubro de 2016

Coisas que o tempo não leva

Minha alma chorou tanto depois daquele adeus,
Partiu por caminhos perdidos à tua procura,
Perdeu-se entre vazios, entre os nadas que ficaram
Como fossem labirintos, sem voltas, sem retornos...
Correu por entre paredes frias, muros altos...
Por entre pedaços de sonhos que nem sonhos eram mais.
Recordações se conflitavam com as tantas ilusões
Como se a alma em aparente demência nem soubesse 
O que doía mais, se a tristeza ou o vazio de tua ausência.
As lágrimas ficavam confusas nos olhos sem saber
Que dor chorar, se a dor da perda, da ausência,
Ou de uma saudade triste que insistia em chegar.
Parece que o tempo parou quando o adeus foi dito
E um silêncio, desses bem maior que o mundo,
Desses que sufoca a voz, que cala os pensamentos,
Se faz tão forte que se escuta o que diz a solidão,
Que se ouve o arrastar-se do tempo indo sem pressa,
Sem levar nada...como se pra ele toda dor que se chora,
Saudade que se sente, tem que ficar... dentro da gente.


José João
24/10/2.016


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