terça-feira, 13 de setembro de 2016

Os versos são do tamanho da eternidade

Não me preocupo com o tamanho dos versos,
Nem se neles cabem todas as dores, saudades,
Ou as tristezas que sinto. Se versos longos ou curtos,
Não importa, sei que vão ao infinito brincar de levar
Meus sonhos para mais perto do céu... meus versos...
Têm o tamanho do que sente minha alma, como escrever
A infinitude da saudade que sinto, em versos pequenos,
Curtos, que terminem bem aí? Nem com o tamanho
Das poesias me preocupo, deixo-as fazerem-se soltas,
Sem que se preocupem com o começo ou fim, delas
Ou dos versos. Falar das dores, tristezas, angustias,
Deixadas pelos tantos adeus que ouvi, que chorei.
Alguém sabe o tamanho da solidão? Do vazio
Que ela faz ficar onde quer que se esteja? Não!
Como poderia a solidão caber em meus versos
Se não se fizessem maiores que ela. Ah! Os versos!
Infinitos... tão grandes que neles sobram lugar
Para todas as lágrimas, todas as saudades e sonhos...
Ah! Esses versos... do tamanho da eternidade!

José João
13/09/2.016

Um comentário:

  1. Que bonito. É isso mesmo, amigo poeta, nos versos cabe tudo.

    Abraços/

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