quarta-feira, 28 de setembro de 2016

Os anjos ensinam amar e... se vão

Os anjos, as vezes chegam como a primavera,
Perfumando o tempo, as histórias, os sonhos,
(Os anjos têm um perfume diferente para os sonhos).
Entram na alma da gente como se fosse sua posse,
Se deitam dentro dela, afagam, despertam sentimentos,
Desses que eternizam vidas, vontades e até momentos.
Brincam de amar, de ensinar a  dizer: te amo.
A primavera fica até quando as flores murcharem,
Os anjos se vão quando o sonhar ainda nem se fez voz.
Se vão de repente, como fosse uma brisa passageira
Que não se sabe de onde veio nem pra onde vai,
Nem deixam rastros, apenas ficam dentro da gente.
Quando se vão levam um pedaço inteiro de nós
E deixam saudade, uma saudade tão intensa,
Tão doída, que faz o viver ser tão difícil! Tão nada!
O olhar se perde no vazio, a voz se perde em soluços,
Murmúrios se fazem gritos, as lágrimas correm
Alucinadas por se acharem poucas para tanta dor.
Se juntam, se abraçam (as lágrimas se abraçam)
Numa incontida  ânsia de se fazerem prantos
E como prantos se fazerem caminhos, rios
Na vã tentativa de que a alma por eles sigam...
Por onde acham que o anjo se foi.


José João
28/09/2.016

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