quarta-feira, 28 de setembro de 2016

Hoje é dia de apenas...apenas...

Hoje, quero escrever versos diferentes,
Que não falem de saudade, nem de dor, 
Nem de lágrimas, quero uma poesia árida,
Quero uma poesia de palavras tortas, ridículas
Não quero a umidez de prantos nos versos,
Não quero poesias molhadas, nem bonitas
Quero que os versos se façam afiadas lâminas,
De espadas, de flechas, de lanças, se façam pedras...
Pedras pontiagudas  como se fossem palavras...
Afiadas, cortantes, gritadas cuspidas, blasfemadas,
Hoje eu quero dizer: que se danem, sim, se danem
Os ontens, os amanhãs, que se dane a razão,
Que as entrelinhas acertem as palavras que ...
Nem palavas são... mas dizem o que quero dizer
Na insensatez das moribundas vontades.
Não quero falar de angustias, são tão pequenas
Quando os sentimentos se misturam em revoltas.
Nem de solidão, nem de silêncio, hoje é dia...
De gritar, dia do homem, o poeta se escondeu
Entre poesias inacabadas e pensamentos perdidos,
Entre pedaços de nada, que mais nada dizem,
Hoje é dia de apenas...apenas...apenas

Jose João
28/09/2.016

Um comentário:

  1. Apenas um sentimento sentido e oculto nas linhas do tempo, extravasando emoções de um ser em ebulição. Boa tarde querido sumido

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