quinta-feira, 18 de agosto de 2016

Eu... os restos de mim

Finalmente descobri do que sou feito!
Sou feito de restos... restos de mim mesmo.
Minha saudade é resto de momentos vividos,
De amores que se foram em doloridos adeus,
Que também foram restos de sentimentos
Que o tempo não permitiu que se eternizassem.
Minhas lágrimas... (rsrsrs) também são restos
Porque nos prantos que já chorei, como fossem
Fortes chuvas de cruel inverno, se gastaram todas,
Hoje são lágrimas raquíticas, como são todos
Os restos, nem me molham mais o rosto,
Contam histórias inacabadas e descabidas,
São mesmo restos, não são como as antigas...
Fortes brilhantes, escreviam em meu rosto
Histórias completas, poesias inteiras, hoje...
Coitadas! Meus sonhos!? Também hoje
São restos, são pedaços perdidos de mim
Que se arrastam penosamente no tempo,
Cansados, nem fazem mais a alma chorar.
Na verdade não sei se sou feito de restos
Ou sou o próprio resto, o fantasma de mim

José João
18/08/2.016

Um comentário:

  1. Lindo José João!! Como sempre as palavras fluem da alma e embebedam quem está cá, do outro lado, quase vão.

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