quarta-feira, 10 de agosto de 2016

Copias os versos, mas ...e as lágrimas?

Tu sabes a dor que chorei para escrever
Esses versos que me tomas dizendo que são teus?
Tu sabes do grito estridente que minha alma
Gritou em lágrimas quando a saudade se fez dor?
Essa dor que nunca sentiste. Copiaste os versos,
Mas a dor...essa é só minha e só eu sei chora-la.
Não sabes chorar, com certeza não sabes...
Como tua alma fria e vivendo sem sentido
Poderia, sem prantos, chorar uma saudade?
Vejo tua alma um triste deserto árido, seco,
Sem saber parir palavras, quanto mais versos.
Talvez tenhas até zombado de minha tristeza,
Ela não te importa, pra ti importa, muito mais,
Os versos que escrevi, os versos que são meus,
Que te importa a dor que chorei nas noites
Ruminando uma solidão só minha? Pra ti,
Já é muito a cópia de mim. Copia mais,
A poesia pra mim é como um rio que corre, 
Caudaloso, extenso, sem paradas e sempre mais,
É como um infinito de sentimentos que a alma
Não cansa de sentir, e me dita nos versos
Palavras que só ela sabe dizer. Mas se queres,
Por pena, e apenas por isso, te deixo
Que chores com minhas lágrimas um dor
Que é minha. Rio-me, um riso triste...
Por pena de ti.

José João
10/08/2.016



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