domingo, 7 de agosto de 2016

Almas que não se encontram

Me deixa, por favor, Deus, pelo menos sonhar,
Me permites essa saudade que as vezes dói tanto,
Me permites, na mansa brisa, sentir seu perfume,
Me permites que meus pensamentos, todos eles,
Sejam pra ela, permites até, que nos horizontes...
Ao por do sol, na melancolia dos tantos devaneios
Trace rotas para busca-la por caminhos que não sei...
Que talvez nem existam. Permites que na angustia,
Nessa minha angustia que se faz dona de mim,
Invente orações que nem sei se escutas, mas deixas,
Que com o nome dela, crie rezas que só eu 
Sei rezar. Me permites que traga lembranças
Como fossem relíquias que o tempo nunca apaga,
Que a saudade escreva em meu rosto o nome dela
Bordado em lágrimas, desenhado em prantos...
Me permites até senti-la dentro da alma...
E fazes que esse sentir seja infinitamente eterno,
Me permites tudo, então permita que os sonhos
Venham... que sejam ternamente sonhados 
Para que possa, pelo menos ... conhecê-la, 


José João
07/08/2.016

Um comentário:

  1. Escrever demais pode estragar a beleza da poesia...
    Maravilhosa! Bjusss

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