sexta-feira, 10 de junho de 2016

O milagre de amar.

Te amei...te amei tanto que esqueci meu nome,
Me vesti de ti, tomei teu sorriso e sorria por nós,
Vivia teus dias, teus momentos, como fossem meus,
Até meus sonhos eram os teus, e se por um descuido
Sonhasse sonhos que fossem meus, era contigo.
Me entreguei como se não precisasse mais de mim,
Só você me preenchia, até minha alma se fez você,
As vezes nem sabia qual das duas me fazia viver.
Ah! Mas o tempo, outros dizem destino, não sei,
Não permitem a entrega plena de duas almas,
Quando, por tanto amor, se fazem a perfeição 
Do existir, na mais terna e singela harmonia
De corações amantes que se fazem apenas um.
Não se importam com a dor, com as lágrimas...
Com a agonia sufocante de uma tristeza intensa
Que toma os dias, as noites, sufoca o sentir...
E tudo se faz uma saudade tão difícil de viver...
Tão difícil de não chorar quando ela vem...
Mas ainda, mesmo aos prantos, me resta
A felicidade de ver, que mesmo sem mim,
Tu és feliz...te amo...no silêncio do meu segredo,


José João
10/06/2.016

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