domingo, 26 de junho de 2016

Existo... apenas existo

Um dia me perdi em sonhos que nem sei...
Refiz os dias, brinquei de viver, até sorri,
Corria entre as horas, traçava rumo a horizontes
Que se enfeitavam a cada tarde e... sempre mais,
Deixei que os olhos se fizessem caminhos 
E por eles a alma alcançasse toda a plenitude 
De sua própria existência, como se ser feliz
Fosse apenas viver, simplesmente viver...
Mas um dia...os sonhos se fizeram apenas ilusão,
Um dia triste, quando meus olhos gritaram
Desesperados; Te amo. Acho que até em lágrimas...
Os dela não ouviram, ficaram surdos, vazios,
Olhar vago, olhando distante, talvez até sem olhar.
Um silêncio cheio de nada tomou minha voz,
Deixei que os olhos, outra vez, e humildemente,
Falassem o que a alma cabisbaixa murmurava
Como fossem pedaços de dor que, num absurdo
Sentir, já se faziam pontiagudas farpas de solidão.
Então, sentei entre saudades e as tantas tristezas,
Me fiz sombra de mim e existo, apenas existo.

José João
26/06/2.016


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