segunda-feira, 6 de junho de 2016

As poesias! Enganam tanto!

Ah! As poesias! Enganam tanto! As minhas,
Por exemplo, me enganam muito. Nem sei
Se são realmente minhas! As vezes se misturam
Com sentimentos, com momento de outros,
Quando falo em adeus, aquele adeus que choramos
Ao ouvir, ou aquele adeus que ouvimos
E fingimos ser fortes, "impassíveis" e depois,
Escondidos, nos desmanchamos em prantos...
Você já ouviu adeus assim? Que chorou por dias...
Você lembra ainda? Não, não precisa lembrar agora...
Continue lendo a poesia. As vezes "minhas" poesias
Falam de saudade. Aquela saudade que ficou
Morando dentro da gente, que por mais
Que o tempo passe ela fica ali, forte, como fosse
De ontem, as vezes de um olhar, de uma palavra,
De um passeio em que se viu o por do sol
Juntos, mãos dadas, de repente um tremor,
As mãos timidamente se apertam, um olhar,
Um beijo! Você já sentiu saudade
De alguma coisa assim? Não, não sorria,
Nem feche os olhos, ou melhor...sorria
E continue a poesia...elas enganam tanto!!

José João 
04/06/2.016

2 comentários:

  1. Enganam, pois não são de ninguém. Pertencem ao momento de quem as lê.

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  2. rsrsrs exatamente Ana. É exatamente assim. E é essa a beleza das poesias. Obrigado pelo comentário.

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