domingo, 29 de maio de 2016

Quando os dias acordam assim.

O dia, hoje acordoou como se não tivesse
Havido ontens e nem precisasse haver amanhãs,
Acordou vazio, demente, desprovido de sonhos,
De saudade, de lágrimas, até de histórias
Que pudessem se fazer poesia. Só o silêncio
Passeava entre as horas, que lentas, se arrastavam
Vazias, quase sem ir, quase sem ter tempo,
Quase paradas por nada haver pra contar,
Mas ainda assim consegui o fragmento 
De uma saudade de um ontem muito antigo
Misturei com o nada que o hoje se fez
Com o silêncio que ele fez questão de deixar
Com a solidão (que sempre o silêncio permite)
E me pus a rabiscar palavras soltas, sem sentido,
Mas que lembrassem esse hoje sem os ontens, 
Sem os amanhãs que nem se se farão história
Mas que precisarão ser vividos mesmo que 
Todos os dias acordem assim... vazios...mas...
Cheios de minha carência


José João
29/05/2.015

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