quinta-feira, 12 de maio de 2016

Noites, solidão e saudades

As dores e minhas infindas noites! São tantas!
Lembranças, sonhos vazios, silêncio, prantos,
Buscas nas vãs tentativas de voltar ao tempo,
Trazer momentos vividos, como se a loucura
Me fizesse vive-los outra vez. Madrugadas frias,
O alvor do dia a se esconder entre as lágrimas
Que a alma chora pelas tantas e tristes saudades
Que insistem em se fazer historias de ontem,
Beijos que nunca foram dados brincam nos lábios,
Palavras que nunca foram ditas se fazem verdades
Correndo entre os pensamentos que não param
De lembrar as vontades não acontecidas, que agora
Se tornam remorsos, mórbidos arrependimentos,
Que para enganar a alma, murmuro nomes e digo
Que é saudade. Angustias povoam os sentidos
Repletos de silêncio, tanto que a solidão,
Cheia de nada, entra pelas brechas do tempo,
Desde quando qualquer adeus me deixou só,
Remexe sem pudor meus segredos guardados
E por pena me abraça se fazendo minha amante.


José João
11/05/2.016

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