sábado, 16 de abril de 2016

Fugir...mas como?

Fugir...é o que me vem. Ir pra bem longe,
Navegar num mar sem rumo, sem porto
Para chegar, apenas ir, sem rota, ao vento,
Passar por horizontes que não conheço,
Caminhar por estradas desconhecidas...
Me embriagar com outras loucuras e até,
Em caminhos perdidos, buscar-me ao tempo.
Ave de arribação sem asas para voar,
Assim sou eu. Levando no peito um punhado
De saudades, nos olhos lágrimas ressequidas,
No alforje poesias inacabadas, e nas mãos...
O vazio de carinhos que nunca sentiram.
Dormir ao relento ouvindo o silêncio da noite,
Conferindo estrelas e buscando uma cadente
Para fazer um pedido que nem eu sei.
Sentar na relva contando minhas tristezas
Sem que ninguém ouça, talvez só mesmo
Para lembrar que existo! Fugir, mas...como?
Não posso fugir de mim mesmo, e assim...
Por mais que eu vá, corra, fuja, onde chegar.
Lá, vai estar comigo a mesma dor.


José João
15/04/2.016

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