sexta-feira, 1 de abril de 2016

A saudade e o por-do-sol

Ah! O céu! Está sendo colorido por mãos divinas,
O sol a esvair-se, vai indo devagar no horizonte,
Faz caminhos de luz sobre o mar, e num lento
Valsar, a água se derrama, como se fosse pranto 
Do tempo, sobre a areia branca e passiva,
E se beijam, se abraçam, se molham em carícias
E...de repente uma tristeza, uma saudade estranha,
Uma vontade de deixar o pensamento livre
Ir ao tempo, no mundo na busca do que não sei.
No meu rosto, uma lágrima mais carente,
Talvez até bem mais que eu, se faz carícia,
E chora lentamente uma dor que só sei sentir,
Meu olhar se perde na distância colorida
De um horizonte que minha tristeza pinta,
Embora belo, mais de outra cor, cor de saudade.
Meus sonhos vão muito além do horizonte,
De todos os horizontes, vão muito além
Até de qualquer pensar, Vão buscar momentos
Que nunca vivi, ou se os vivi, em mim agora
Se fizeram essa saudade que não sei por que
Me dói tanto.



                                                                      José João
                                                                     01/04/2.016

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