quinta-feira, 21 de abril de 2016

A liberdade dos versos da alma

Minhas poesias saem livres, voam soltas,
Não se preocupam com o tamanho dos versos,
Nem com rimas, a métrica é uma dor desconhecida,
Não cabe nos versos, não mede o que sente
A poesia quando escreve lágrimas de saudades.
Meus versos não se preocupam com a beleza,
Querem apenas ser fieis a minha alma, contando
O que ela chora, a dor que sente, e o adeus que dói mais.
Assim ficam curtos, compridos, molhados,
Raramente risonhos, mas são versos completos...
E minha alma brinca de escreve-los, sem medo,
Nem do começo nem do fim do verso, porque assim
Ela pode escrever uma dor completa, chorar lágrimas
Num pranto avulso. gritar uma tristeza, sem medo,
Em total e plena liberdade de se fazer entender,
Sem rimar palavras, apenas rimar com a tristeza
A dor da saudade que chora. Como essa dor de agora,
Tão doida, que a alma aflita de joelhos implora
Até por piedade, que nenhum sonho mais vá embora...
E uma rima indevida, tão alheia quanto descabida,
Nos versos sem métrica, invadiu minha vida.

José João
21/04/2.016

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