quarta-feira, 13 de abril de 2016

Fingi(dor)!

De pranto em pranto fui construindo encantos,
Poesias vivas de saudades paridas por dores
Vindas de adeus que se fizeram história.
De pranto em pranto fui ensinando a alma
A fingir com sorrisos (mesmo tristes)
Um chorar que ninguém precisava ver,
Afinal, uma saudade se sente e se chora só.
Busquei meus mais fingidos sorrisos,
Até enganei meus soluços... (tão angustiantes)
Sorrindo, enganando minha vontade de chorar.
Os olhos gritavam em lacônico silêncio
Uma dor que só minha alma sabia sentir,
E com um sorriso leve, sutil, dizia baixinho:
Isso não é dor, e se enfeitava com luzidias
Lágrimas, que também fingiam, se faziam
Brilhantes como se estivessem cheias de alegria.
Me fiz poeta para dizer que era dos outros
A dor que sentia, e minha alma fingiu tão bem
Que nunca ninguém percebeu
Que aquela dor...era eu que vivia.


José João
'3/04/2.016







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